Auditoria

Novas exigências valem a partir de janeiro

<P>Em janeiro de 2007, um novo horizonte legal marca a atuação das companhias brasileiras com ações negociadas nos Estados Unidos: passam a valer as exigências impostas pela Sarbanes-Oxley (SOX), legislação criada há quatro anos e que endureceu as regras corporativas para evitar escândalos ...

Jornal do Comércio - RS
12/11/2006 22:00
Visualizações: 170

Em janeiro de 2007, um novo horizonte legal marca a atuação das companhias brasileiras com ações negociadas nos Estados Unidos: passam a valer as exigências impostas pela Sarbanes-Oxley (SOX), legislação criada há quatro anos e que endureceu as regras corporativas para evitar escândalos contábeis como o da Enron. Para as companhias de auditoria instaladas no Brasil, a SOX representou, em 2006, um maior volume nos serviços de consultoria.A lei determina que as empresas listadas na Securities and Exchange Comisson (SEC, a CVM dos Estados Unidos) cumpram requisitos extremamente rigorosos de controles internos e de transparência com o investidor. O regulamento vale para companhias de outros países que operam na Bolsa de Nova Iorque, como as brasileiras, negociadoras dos American Depositary Receipts (ADRs).

Conforme o sócio-líder da KPMG no Sul do País, Pedro Jaime Cervatti, os três escritórios da companhia na região (Porto Alegre, Curitiba e Jaraguá do Sul) registraram crescimento médio de 33% no ano fiscal encerrado em setembro de 2006. A SOX puxou esta elevação, visto que os dois últimos anos foram de início dos procedimentos legais exigidos. A partir de 2007, esperamos uma consolidação e manutenção dos dispositivos de controle implantados, salienta.

O auditor explica que a SOX demanda que a própria companhia faça sua validação inicial dos controles internos. Muitas delas não estão preparadas para realizar o levantamento conforme os procedimentos da lei norte-americana. Uma empresa de grande porte, por exemplo, com faturamento de R$ 3 bilhões, pode encontrar até 20 mil pontos de controle que precisam ser testados. No final do trabalho, é possível reduzir para cinco mil, porque há diversos pontos que se sobrepõem, avalia Cervatti.

Um dos temas mais sensíveis da SOX é o custo do processo. É oneroso, pois as empresas contratam consultores e desenvolvem novos sistemas de controle. Além disto, é necessário também que as companhias mantenham equipes próprias, ressalta Cervatti. A principal novidade da SOX é que os administradores da companhia são obrigados a assinar os documentos contábeis, provando que estão cientes da veracidade dos dados registrados.

Lúcia Casasanta, responsável de gestão de riscos da Deloitte para o Sul, ressalta que a chegada da SOX abriu os horizontes da governança corporativa. A lei determinou que as companhias dessem mais transparência às informações, hoje item obrigatório para uma empresa globalizada, explica.Sobre o alto custo, Lúcia pondera que vale a pena, visto que ele é necessário em um primeiro momento, quando se realiza a adequação dos controles e sistemas de informação. As empresas sempre tiveram seus controles. Agora, precisam investir em sistemas e ferramentas de consultoria. Depois, vem a manutenção, mais barata, diz.

O Itaú foi uma das companhias brasileiras pioneiras na entrega do relatório que estabelece o cumprimento das normas, realizado em junho de 2006. O arquivamento, juntamente com o relatório anual 20-F, foi feito antes do prazo concedido pela jurisdição norte-americana e tornou o Itaú o primeiro banco estrangeiro com ações negociadas na bolsa de Nova Iorque a contar com a certificação.Vimos a Sarbanes-Oxley como uma oportunidade para aprimorarmos ainda mais nossos controles e fortalecermos nossa governança corporativa, afirma Henri Penchas, vice-presidente de controle econômico do Itaú.

O banco não informou o custo da operação, mas salientou que cumpriu a exigência do item 404 da SOX, o mais dispendioso da legislação. Ele estabelece que a administração da empresa documente, avalie e certifique a eficácia do desenho e da operação dos seus controles internos relativos às demonstrações financeiras, além de determinar que um auditor externo certifique a avaliação da administração e os controles.

Fonte: Jornal do Comércio - RS

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
GNV
Sindirepa: preço do GNV terá redução de até 12,5% no Rio...
30/01/26
Descomissionamento
SLB inaugura Centro de Excelência em Descomissionamento
30/01/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Gás Natural
Firjan lança publicação e promove debate sobre futuro do...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
28/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
28/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Gás Natural
Petrobras reduz preços do gás natural para distribuidoras
28/01/26
Gás Natural
Renovação das concessões de gás no Rio exige transparênc...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 antecipa grandes debates e inicia cont...
27/01/26
Gás Natural
Firjan: Rio de Janeiro consolida papel de "hub do gás" e...
27/01/26
Combustíveis
Petrobras reduz preços de gasolina em 5,2% para distribu...
26/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.