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Aço

Nova companhia da Usiminas mira a América Latina

13/11/2009 | 10h04
A nova empresa Usiminas, voltada para o mercado de distribuição, centro de serviços e tubos de aços planos, já nasce com planos de atuação forte fora do Brasil. “Já estamos em países do Mercosul, mas queremos uma presença em outros países, como Colômbia, Peru, Chile e Equador”, afirmou Sérgio Leite, vice-presidente de negócios. Ontem, foi anunciada a formalização da Soluções Usiminas que, juridicamente, estará completada no último dia do ano.
 
Com participação de 68,9% da Usiminas, 20% da Metal One Corp. (grupo japonês) e 11,1% da família Sleumer, ex-controlador da Fasal, a empresa tem expectativa de faturar R$ 3,6 bilhões em 2010 movimentando 1,2 milhão de toneladas de produtos. A Soluções Usiminas está juntando Dufer, que incorporou a Rio Negro em agosto, Fasal e Zamprogna (adquirida há um ano), além de duas unidades da Usiminas – Usicorte (centro de serviço para atender a Fiat) e Usial, outro centro, no Espírito Santo.
 
Para dar continuidade ao plano da Usiminas de ganhar vantagem comparativa com o fornecimento de aço de maior valor agregado, a Soluções Usiminas inicia suas operações com uma base de mais de 10 mil clientes. O objetivo, explicou Leite, foi ganhar sinergias nas operações (comerciais, operacionais e de gestão), reunindo sob uma mesmo guarda-chuva os negócios de processamento e transformação do aço. São 14 fábricas e 2,5 mil funcionários espalhadas em cinco estados – RS, SP, MG, ES e PE. A união não envolveu investimento da Usiminas, que tinha participações acionárias em cada um dos ativos, mas apenas um processo de negociação com os demais acionistas que durou um ano. Em distribuição e centro de serviços, a empresa nasce líder, com 22% de participação de mercado no país.
 
O plano da Usiminas é se consolidar uma plataforma de fornecimento de serviço mais completo ao cliente para enfrentar a concorrência das importações com produtos que forneçam diferenciação pelo maior valor agregado. “Queremos concentrar o serviço de aço, nos termos do conceito de ‘one stop shop’”, afirmou o diretor-executivo da nova empresa, Luiz Ernesto Migliora, que veio da rival CSN para assumir o negócio. Desde março, opera de forma integrada.
 
A Usiminas vivencia, como toda a siderurgia, uma situação difícil por conta da crise mundial. Além de ter sido duramente atingido, o setor enfrenta uma saturação no mercado de aço (laminados e semi-acabados). No Brasil, a produção é praticamente o dobro consumo interno, o que faz com que o segmento fique dependente do mercado externo. Além disso, a China tem uma produção agressiva e entra vendendo nos mercados mundiais a preço competitivo.
 
Diante desse quadro, a Usiminas quer voltar seus investimentos para que a produção de laminados seja comercializada com agregação de valor e chegar em 2015 com 50% da venda interna com esse perfil (o nível hoje é de 24%). A criação da nova empresa visa esse caminho. “A estratégia de agregação de valor está presente tanto nos negócios internos, quanto nos externos”, enfatizou Leite.
 
A Soluções Usiminas terá uma estrutura de comando enxuta: três diretores e um superin Vanessa Dezem e Ivo Ribeiro, de São Paulo)tendente para cada área de negócio. A Metal One, com ampla experiência em centros de serviços, indicou o diretor de planejamento estratégico, que vai dar suporte tecnológico.


Fonte: Valor Econômico
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