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Navegação Marítima

Norueguês DNB quer acelerar operações para óleo e gás no país

19/11/2013 | 10h40

 

Norueguês DNB quer acelerar operações para óleo e gás no país
Terça, 19 Novembro 2013 08:27
Navegação e Marinha
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O Brasil tornou-se um mercado importante na estratégia global do banco norueguês DNB, maior instituição financeira da Noruega. O foco do banco no mercado brasileiro é o apoio a clientes da área de navegação marítima que prestam serviços à indústria de petróleo e gás. O papel do DNB é ajudar essas empresas a estruturar operações financeiras para construir, no país, barcos de apoio "offshore", embarcações com alta tecnologia a bordo que prestam serviços às plataformas.
"O Brasil é um mercado muito importante para nós", disse Arne-Christian Haukeland, diretor do escritório de representação do DNB no Brasil. O escritório foi aberto há pouco mais de um ano, em outubro de 2012, no Rio. Antes, no fim dos anos de 1960, o DNB chegou a ter um escritório em São Paulo em parceira com outros bancos nórdicos. A partir do fim da década de 1980, a instituição manteve operações importantes com bancos brasileiros envolvendo a exportação de bacalhau norueguês para o Brasil. Na Noruega, o DNB é um banco comercial com atividades diversas que tem 34% do capital controlado pelo Estado.
Agora, o desenvolvimento da indústria de óleo e gás representou uma nova oportunidade no mercado brasileiro para o DNB e seus clientes. A estratégia global do banco foi crescer em segmentos nos quais a indústria de seu país é forte como navegação e energia, entre outros. "Houve decisão [do banco] de seguir essas indústrias", disse Haukeland. "O Brasil é importante e vai se tornar ainda mais importante para essas indústrias, em especial no segmento de navegação offshore", previu.
O DNB é o maior banco do mundo em termos de estruturação de financiamentos para a indústria de navegação, segmento em que tem tradição centenária. Entre os clientes chave para o DNB, estão empresas de navegação, petroleiras e fabricantes de equipamentos para a indústria de petróleo e gás.
Haukeland afirmou que o DNB vem trabalhando em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco de fomento brasileiro financia a parte local dos barcos de apoio offshore. Já o DNB complementa esse financiamento em operações que contam também com a participação das agências de crédito à exportação norueguesas Giek, que assume o risco, e Eksportkreditt, que fornece recursos.
Juntos, o DNB e as duas agências de crédito norueguesas, de controle estatal, montam operações de exportação de equipamentos para os barcos de apoio offshore construídos no Brasil. "Nosso trabalho é montar a melhor estrutura para a operação." Isso pode significar, inclusive, envolver bancos e instituições de garantia de outros países com tradição na área naval e offshore, como a Coreia, ou até mesmo incluir investidores privados no projeto se for o caso.
Haukeland não citou números de operações nem nomes de clientes apoiados pelo banco por questões de sigilo. Mas afirmou que entre 20% e 25% dos barcos de apoio offshore no Brasil pertencem a empresas norueguesas. A maior parte dessas empresas são clientes chave para o DNB. Uma das grandes corporações norueguesas presente no setor offshore no Brasil é o Grupo DOF. Recentemente, o DNB foi um dos coordenadores da operação de venda das ações que a Vale detinha na produtora de alumínio norueguesa Norsk Hydro.

O Brasil tornou-se um mercado importante na estratégia global do banco norueguês DNB, maior instituição financeira da Noruega. O foco do banco no mercado brasileiro é o apoio a clientes da área de navegação marítima que prestam serviços à indústria de petróleo e gás. O papel do DNB é ajudar essas empresas a estruturar operações financeiras para construir, no país, barcos de apoio "offshore", embarcações com alta tecnologia a bordo que prestam serviços às plataformas.

"O Brasil é um mercado muito importante para nós", disse Arne-Christian Haukeland, diretor do escritório de representação do DNB no Brasil. O escritório foi aberto há pouco mais de um ano, em outubro de 2012, no Rio. Antes, no fim dos anos de 1960, o DNB chegou a ter um escritório em São Paulo em parceira com outros bancos nórdicos. A partir do fim da década de 1980, a instituição manteve operações importantes com bancos brasileiros envolvendo a exportação de bacalhau norueguês para o Brasil. Na Noruega, o DNB é um banco comercial com atividades diversas que tem 34% do capital controlado pelo Estado.

Agora, o desenvolvimento da indústria de óleo e gás representou uma nova oportunidade no mercado brasileiro para o DNB e seus clientes. A estratégia global do banco foi crescer em segmentos nos quais a indústria de seu país é forte como navegação e energia, entre outros. "Houve decisão [do banco] de seguir essas indústrias", disse Haukeland. "O Brasil é importante e vai se tornar ainda mais importante para essas indústrias, em especial no segmento de navegação offshore", previu.

O DNB é o maior banco do mundo em termos de estruturação de financiamentos para a indústria de navegação, segmento em que tem tradição centenária. Entre os clientes chave para o DNB, estão empresas de navegação, petroleiras e fabricantes de equipamentos para a indústria de petróleo e gás.

Haukeland afirmou que o DNB vem trabalhando em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco de fomento brasileiro financia a parte local dos barcos de apoio offshore. Já o DNB complementa esse financiamento em operações que contam também com a participação das agências de crédito à exportação norueguesas Giek, que assume o risco, e Eksportkreditt, que fornece recursos.

Juntos, o DNB e as duas agências de crédito norueguesas, de controle estatal, montam operações de exportação de equipamentos para os barcos de apoio offshore construídos no Brasil. "Nosso trabalho é montar a melhor estrutura para a operação." Isso pode significar, inclusive, envolver bancos e instituições de garantia de outros países com tradição na área naval e offshore, como a Coreia, ou até mesmo incluir investidores privados no projeto se for o caso.

Haukeland não citou números de operações nem nomes de clientes apoiados pelo banco por questões de sigilo. Mas afirmou que entre 20% e 25% dos barcos de apoio offshore no Brasil pertencem a empresas norueguesas. A maior parte dessas empresas são clientes chave para o DNB. Uma das grandes corporações norueguesas presente no setor offshore no Brasil é o Grupo DOF. Recentemente, o DNB foi um dos coordenadores da operação de venda das ações que a Vale detinha na produtora de alumínio norueguesa Norsk Hydro.



Fonte: Valor Econômico
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