Petróleo e Gás

Negociações bilionárias a poucos dias da 11ª Rodada

Propostas englobam ativos no pré-sal.

Valor Econômico
26/04/2013 11:53
Visualizações: 539

 

O setor de óleo e gás no Brasil está vivendo intensa movimentação de negócios antes da realização da 11ª Rodada de Licitações da ANP, prevista para maio. Apesar dos últimos desmentidos em Kuala Lumpur, Moscou e Rio de Janeiro, o empresário Eike Batista está, sim, negociando simultaneamente com a estatal malaia Petronas e a russa Lukoil. A Petronas deve ficar com 40% do campo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, em um negócio estimado na casa de US$ 1 bilhão. Com a Lukoil, as conversas estão ocorrendo na Europa.
Já os fundos First Reserve e Riverstone estão vendendo a Barra Energia, que tem 10% do bloco BM-S-8, próximo ao polo de Tupi, no pré-sal, e 30% no bloco BS-4, ambos na Bacia de Santos. O negócio está sendo avaliado até por companhias chinesas.
Os sócios da Barra no BM-S-8 são a Petrobras (operadora com 66%), Petrogal Brasil (14%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%). No BS-4, onde foram encontrados os campos Atlanta e Oliva com depósitos de óleo pesado no pós-sal, os sócios são de novo a Queiroz Galvão (operadora, com 30%) e a OGX (40%). Quando foi criada, em 2010, a Barra recebeu US$ 1,2 bilhão em aportes. Uma estimativa conservadora é que os reservatórios nos quais ela tem participação tenham reservas superiores a 2 bilhões de barris "in place", dos quais podem ser recuperados entre 15% e 35%.
Um fato curioso sobre a Barra é que a definição de preço do negócio envolvendo o BM-S-8 dará ao mercado mais uma projeção de valor para uma área no pré-sal, onde existem poucos negócios já que a Petrobras é a principal operadora. Nesse bloco já foram encontrados os reservatórios Bem-Te-Vi, Biguá e Carcará, esse último com uma coluna de 471 metros de óleo leve.
Já a Petrobras recebeu na quarta-feira (24) as propostas dos interessados em comprar as 14 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) que foram colocadas à venda. O 'Valor' apurou que a participação de 49% da estatal na Brasil PCH, que tem 13 usinas, recebeu quatro propostas.
Até o fim do mês são esperadas as propostas para os ativos de exploração e produção no Brasil, América Latina, Golfo do México, África e Japão. Aqui estão à venda blocos e campos na Bacia de Campos, entre eles Xerelete, Maromba e o conjunto Ostra, Abalone, Argonauta e Nautilus, que formam o Parque das Conchas, operado pela Shell.

O setor de óleo e gás no Brasil está vivendo intensa movimentação de negócios antes da realização da 11ª Rodada de Licitações da ANP, prevista para maio. Apesar dos últimos desmentidos em Kuala Lumpur, Moscou e Rio de Janeiro, o empresário Eike Batista está, sim, negociando simultaneamente com a estatal malaia Petronas e a russa Lukoil. A Petronas deve ficar com 40% do campo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, em um negócio estimado na casa de US$ 1 bilhão. Com a Lukoil, as conversas estão ocorrendo na Europa.


Já os fundos First Reserve e Riverstone estão vendendo a Barra Energia, que tem 10% do bloco BM-S-8, próximo ao polo de Tupi, no pré-sal, e 30% no bloco BS-4, ambos na Bacia de Santos. O negócio está sendo avaliado até por companhias chinesas.


Os sócios da Barra no BM-S-8 são a Petrobras (operadora com 66%), Petrogal Brasil (14%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%). No BS-4, onde foram encontrados os campos Atlanta e Oliva com depósitos de óleo pesado no pós-sal, os sócios são de novo a Queiroz Galvão (operadora, com 30%) e a OGX (40%). Quando foi criada, em 2010, a Barra recebeu US$ 1,2 bilhão em aportes. Uma estimativa conservadora é que os reservatórios nos quais ela tem participação tenham reservas superiores a 2 bilhões de barris "in place", dos quais podem ser recuperados entre 15% e 35%.


Um fato curioso sobre a Barra é que a definição de preço do negócio envolvendo o BM-S-8 dará ao mercado mais uma projeção de valor para uma área no pré-sal, onde existem poucos negócios já que a Petrobras é a principal operadora. Nesse bloco já foram encontrados os reservatórios Bem-Te-Vi, Biguá e Carcará, esse último com uma coluna de 471 metros de óleo leve.


Já a Petrobras recebeu na quarta-feira (24) as propostas dos interessados em comprar as 14 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) que foram colocadas à venda. O 'Valor' apurou que a participação de 49% da estatal na Brasil PCH, que tem 13 usinas, recebeu quatro propostas.


Até o fim do mês são esperadas as propostas para os ativos de exploração e produção no Brasil, América Latina, Golfo do México, África e Japão. Aqui estão à venda blocos e campos na Bacia de Campos, entre eles Xerelete, Maromba e o conjunto Ostra, Abalone, Argonauta e Nautilus, que formam o Parque das Conchas, operado pela Shell.

 

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