Indústria Naval

Navios-sonda podem ser fabricados no polo naval

Responsável pela fábrica de cascos orçada em US$ 3,75 bilhões, a Engevix Engenharia SA investe em nova megaobra no polo naval gaúcho. A partir do fim do mês, entra no processo de licitação da Petrobras para a construção de sete

Zero Hora
10/05/2010 21:03
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Responsável pela fábrica de cascos orçada em US$ 3,75 bilhões, a Engevix Engenharia SA investe em nova megaobra no polo naval gaúcho. A partir do fim do mês, entra no processo de licitação da Petrobras para a construção de sete navios-sonda em Rio Grande.

 

 

O investimento, estimado em US$ 6,3 bilhões pela empresa – cada embarcação custa até US$ 900 milhões –, pode gerar mais 7 mil empregos, entre diretos e indiretos, além dos outros 7 mil estimados para a fábrica de casco.

 

 

A proposta foi divulgada pelo vice-presidente do consórcio paulista, Gerson de Mello Almada, ontem à tarde, em Rio Grande. Hoje, às 14h15min, o empresário faz palestra no seminário Rio Grande – Onde o Rio Grande Renasce.

 

O plano da Engevix é concentrar suas operações da indústria naval no sul do Estado. Além da construção de oitos cascos para exploração no pré-sal, obra que já teve a carta de intenções assinada, o consórcio negocia ao lado da Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, a compra das ações da WTorre no Estaleiro Rio Grande 1 (ERG1), em fase de conclusão, e no ERG2, que aguarda o licenciamento ambiental. O valor do negócio não foi informado.

 

 

Ao concentrar sua operação em Rio Grande, a Engevix prevê maior competitividade na disputa por novas licitações, como os navios sondas. A construção faz parte de um projeto da Petrobras para 28 embarcações desse tipo, fabricadas em quatro lotes de sete unidades. Os navios farão perfurações para a descoberta de poços de petróleo pelo mundo.

 

Início de canteiro de obras para cascos começa em julho

 

Se vencer a licitação, que deve ter o resultado divulgado até o fim do ano, a Engevix prevê inclusive a construção de um novo estaleiro na cidade.

 

 

 

 

– O dique seco está comprometido por cinco anos com a fábrica de cascos, mesmo com o ERG2 construído. Já estamos vendo com a prefeitura novas áreas para adquirir. Queremos fazer os cascos e ainda vencer as licitações para construção de módulos e integração – adianta Almada.

 

 

Sobre a largada da fábrica de cascos, o empresário aguarda para no máximo no segundo semestre a assinatura do contrato definitivo da obra. A carta de intenções autorizou a iniciar os projetos de engenharia dos replicantes e a preparação do canteiro de obras no ERG1, prevista para julho, além da compra de chapas de aços que formarão os cascos, marcada para outubro. Cada casco terá 28 blocos de aço, com 500 toneladas.

 

 

 

Fonte: Zero Hora/GUILHERME MAZUI | Rio Grande/Correspondente  

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