acesso a redes sociais
  • tumblr.
  • twitter
  • Youtube
  • Linkedin
  • flickr
conecte-se a TN
  • ver todas
  • versão online
  • Rss
central de anunciante
  • anunciar no site
  • anunciar na revista
Energia Elétrica

Modelo muda e fica mais dependente

15/10/2010 | 10h16
O Brasil passa atualmente por uma mudança de modelo de geração de energia elétrica, que significa uma dependência cada vez maior das usinas térmicas ou de outras fontes alternativas no período seco do ano - de abril a novembro - e também um custo mais elevado, que será incorporado ao sistema.
 

A avaliação é de Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ). Segundo ele, isso ocorre porque, com a opção de construir hidrelétricas a fio d'água (sem reservatório) a capacidade de armazenamento não acompanhará o crescimento da demanda.


"As usinas hidrelétricas devem seguir esse modelo de pequenos reservatórios, e assim não é possível 'guardar' água para os meses sem chuva", diz Castro. Para ele, a saída em relação à pressão de custo deve se dar na escolha das fontes alternativas, buscando combustíveis mais baratos. "O problema é que hoje não temos a melhor solução, pois foram leiloados 7 mil MW de termelétricas a óleo de 2005 a 2008." Para o especialista, dificilmente o Operador Nacional do Sistema (ONS) conseguirá fugir do uso das térmicas este ano.


Carlos Cavalcanti, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), elogia a capacidade de gerenciamento que o governo possui no setor elétrico, mas reclama do custo que a opção por usinas a fio d'água representa para as empresas. "O Brasil tem mais 190 mil MW para explorar em energia hídrica e estamos aproveitando esse potencial pela pior hipótese", diz ele, referindo-se às usinas em construção no rio Madeira - Jirau e Santo Antônio - e à futura usina de Belo Monte.


Segundo Cavalcanti, existe uma tendência de alta do preço da energia que afeta o setor produtivo. "O impacto da falta de chuva tende a ser cada vez mais forte, apesar de não haver risco de racionamento."


Fonte: Valor Econômico
Seu Nome:

Seu Email:

Nome do amigo:

Email do amigo:

Comentário:


Enviar