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Capitalização

Minoritários devem injetar US$ 10 bilhões na Petrobras

09/12/2009 | 09h49
A capitalização da Petrobras vai injetar na companhia pelo menos US$ 10 bilhões vindo de minoritários, segundo estimativa do diretor financeiro e de relações com investidores da estatal, Almir Barbassa.

Entre os minoritários inclui-se o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que detém 7,7% do capital social da Petrobras, e o Soros Fund Management, fundo do bilionário George Soros, que no ano passado investiu US$ 811 milhões em ADRs (recibos de ações) da companhia.

A emissão de ações - detalhada no projeto de lei que tramita no Congresso e prevê a cessão onerosa de até 5 bilhões de barris de petróleo localizados em área da União - deve ocorrer durante o primeiro semestre de 2010. E o dinheiro que entrar deve reduzir a necessidade de captações da companhia no próximo ano.

"Se a capitalização for bem-sucedida e trouxer volumes acima de US$ 10 bilhões, o que é esperado que aconteça, e com os recursos que temos hoje, poderemos fazer captações à medida que aparecerem oportunidades boas. Mas se a empresa vá precisar eu acredito hoje que não", disse o diretor.

Mesmo os R$ 20 bilhões reservados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para 2010 podem não ser acessados devido à tranquila situação financeira, segundo Barbassa explicou. A Petrobras tem US$ 12 bilhões em caixa, sem contar com os US$ 10 bilhões que virão do China Development Bank e cuja primeira tranche, de US$ 3 bilhões, entra agora em dezembro. Isso, somado à capitalização de no mínimo US$ 10 bilhões, elevaria os recursos garantidos em 2010 para US$ 32 bilhões, disse o diretor.

O cálculo não inclui qualquer "sobra" de caixa de 2009. Além disso, a estatal acaba de receber empréstimo de R$ 25 bilhões do BNDES, recursos que estão praticamente intactos.

O volume previsto para 2010, de US$ 32 bilhões, é próximo aos US$ 34 bilhões contratados pela estatal em 2009. Neste ano, o valor total das captações deve chegar a US$ 40 bilhões. Nessa conta, no entanto, foram descontados os US$ 6 bilhões de um empréstimo-ponte já quitado com o dinheiro de outra captação de prazo mais longo. As estimativas de recursos da companhia vão depender, é claro, dos preços do petróleo no mercado internacional, hoje projetados por analistas para uma faixa entre US$ 70 e US$ 80 por barril.

A pergunta sem resposta continua sendo o valor final da capitalização da companhia, mas o próprio diretor financeiro diz que existe "muita especulação e poucos números" sobre o tema. Isso porque a Petrobras ainda vai ter de encontrar esses 5 bilhões de barris no pré-sal da União. Para isso, a companhia vai começar a perfurar um poço próximo à descoberta de Iara, ao norte do pré-sal da bacia de Santos. Depois, podem ser necessárias outras perfurações.

Descobertos os 5 bilhões de barris, será preciso estabelecer um valor para esse óleo. "Isso é uma referência importante para o volume a ser oferecido em ações ao mercado. Tudo vai depender do valor do barril como está lá, embaixo da terra", lembrou Barbassa.

A Petrobras vai contratar uma empresa certificadora e o governo terá outra. Um comitê de acionistas minoritários poderá obter uma terceira opinião. O comitê, que está em fase de formação, já tem dois representantes escolhidos entre os integrantes do conselho de administração da Petrobras. São eles Fábio Barbosa, representante dos acionistas minoritários detentores de ações ordinárias (ON, com direito a voto), e Jorge Gerdau Johannpeter, que representa os minoritários detentores de ações preferenciais (PN, sem voto). O terceiro representante do comitê de minoritários pode ser escolhido na próxima reunião do conselho de administração da Petrobras, marcada para o dia 17 de dezembro. Segundo Barbassa ele será um grande investidor individual da Petrobras.

Fonte: Valor Econômico

Fonte: Valor Econômico
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