Minério de Ferro

Minério cai a US$ 86,70 e acumula perda de 35% no ano

Preço do produto é o menor em dois anos.

Valor Online
03/09/2014 10:17
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O minério de ferro caiu pelo segundo dia seguido ontem e foi negociado a US$ 86,70 por tonelada no mercado à vista da China. O preço do produto é o menor em dois anos e exatamente o mesmo de 5 de setembro de 2012. Entre as razões para a continuidade da queda da commodity, analistas voltam a destacar a forte pressão do excesso global de oferta e o consumo da matéria-prima em estoque pelas siderúrgicas chinesas.
O aumento da produção global, principalmente na Austrália e no Brasil, tem contribuído para a forte queda do preço da commodity neste ano, de 35%.
O analista Ian Roper, do banco de investimento asiático CLSA, cita entre novas operações com baixos custos de produção o Minas-Rio, da Anglo American, com início de embarques previsto para este ano e produção anual de 26,5 milhões, e o projeto australiano Roy Hills, com produção estimada em 55 milhões de toneladas ao ano.
O preço médio do minério neste ano está em US$ 107 por tonelada, 21% abaixo da média de US$ 135 no ano passado. Quinze bancos consultados pelo Valor estimam uma média de US$ 105 por tonelada para 2014. Os valores são do minério com concentração de 62% de ferro. Em geral, analistas veem espaço para uma desvalorização ainda maior do preço no curto prazo, mas esperam uma leve recuperação nos últimos meses do ano.
Entre as principais notícias do setor nesta semana está a decisão do governo australiano de retirar impostos sobre o lucro de mineradoras. Analistas do Standard Bank e do Barclays acreditam que a medida não afeta o preço do minério de ferro e nem a Vale.
Segundo os analistas, as principais mineradoras da Austrália - Rio Tinto e BHP Billiton -, já não tinham suas operações afetadas pelo imposto, chamado de MRRT (Minerals Resource Rent Tax), pois tinham compensações fiscais. Eles avaliam, porém, que a isenção do imposto pode ser marginalmente positiva para o setor ao trazer facilidades para empresas em início de produção para levantar recursos.
Os analistas Bruno Rezende e Felipe Beraldi, da Tendências Consultoria, também afirmam que a decisão não deve gerar impactos significativos sobre o balanço entre a oferta e a demanda global do minério. "As mineradoras australianas já vêm aumentando sua produção ao longo dos últimos meses. Em geral, imposto sobre lucro econômico não afeta decisão de produção das empresas", dizem.
O imposto foi adotado em 2012 para ajudar a pagar contas de previdência, mas gerou discussões entre autoridades políticas. Na ocasião, mineradoras criticavam a iniciativa e alegavam que a taxa poderia reduzir investimentos no setor. Ontem, o governo australiano aprovou a abolição da taxa. Entre os fatores para a decisão, considerou a importância do setor mineral para o crescimento econômico do país.

O minério de ferro caiu pelo segundo dia seguido ontem e foi negociado a US$ 86,70 por tonelada no mercado à vista da China.

O preço do produto é o menor em dois anos e exatamente o mesmo de 5 de setembro de 2012.

Entre as razões para a continuidade da queda da commodity, analistas voltam a destacar a forte pressão do excesso global de oferta e o consumo da matéria-prima em estoque pelas siderúrgicas chinesas.

O aumento da produção global, principalmente na Austrália e no Brasil, tem contribuído para a forte queda do preço da commodity neste ano, de 35%.

O analista Ian Roper, do banco de investimento asiático CLSA, cita entre novas operações com baixos custos de produção o Minas-Rio, da Anglo American, com início de embarques previsto para este ano e produção anual de 26,5 milhões, e o projeto australiano Roy Hills, com produção estimada em 55 milhões de toneladas ao ano.

O preço médio do minério neste ano está em US$ 107 por tonelada, 21% abaixo da média de US$ 135 no ano passado. Quinze bancos consultados pelo Valor estimam uma média de US$ 105 por tonelada para 2014.

Os valores são do minério com concentração de 62% de ferro. Em geral, analistas veem espaço para uma desvalorização ainda maior do preço no curto prazo, mas esperam uma leve recuperação nos últimos meses do ano.

Entre as principais notícias do setor nesta semana está a decisão do governo australiano de retirar impostos sobre o lucro de mineradoras. Analistas do Standard Bank e do Barclays acreditam que a medida não afeta o preço do minério de ferro e nem a Vale.

Segundo os analistas, as principais mineradoras da Austrália - Rio Tinto e BHP Billiton -, já não tinham suas operações afetadas pelo imposto, chamado de MRRT (Minerals Resource Rent Tax), pois tinham compensações fiscais. Eles avaliam, porém, que a isenção do imposto pode ser marginalmente positiva para o setor ao trazer facilidades para empresas em início de produção para levantar recursos.

Os analistas Bruno Rezende e Felipe Beraldi, da Tendências Consultoria, também afirmam que a decisão não deve gerar impactos significativos sobre o balanço entre a oferta e a demanda global do minério. "As mineradoras australianas já vêm aumentando sua produção ao longo dos últimos meses. Em geral, imposto sobre lucro econômico não afeta decisão de produção das empresas", dizem.

O imposto foi adotado em 2012 para ajudar a pagar contas de previdência, mas gerou discussões entre autoridades políticas.

Na ocasião, mineradoras criticavam a iniciativa e alegavam que a taxa poderia reduzir investimentos no setor. Ontem, o governo australiano aprovou a abolição da taxa.

Entre os fatores para a decisão, considerou a importância do setor mineral para o crescimento econômico do país.

 

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