Gás Natural

Mexilhão tem menos gás do que se imaginava

Perspectiva de menos gás em Mexilhão e incertezas na Bolívia vão atrasar o Gasene, informou a secretária de Petróleo e Gás do Ministério das Minas e Energia, Maria das Graças Foster. Segundo a Secretária, a opção do Brasil ainda é a importação.


01/07/2005 00:00
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A secretária de Petróleo e Gás do Ministério das Minas e Energia, Maria das Graças Foster, informou que os estudos realizados no campo de Mexilhão revelam que as reservas do campo não são tão grandes quanto se especulava inicialmente. Em função da redução das expectativas sobre o campo e as constantes incertezas de suprimento a partir do gás boliviano, o projeto do Gasoduto Sudeste-Nordeste, o Gasene, poderá ser adiado. A confirmação do volume das resevas de Mexilhão será divulgado em agosto ou setembro.
A Secretária esclareceu, no entanto, que o adiamento do projeto seria de alguns meses e manteve a previsão de que o gasoduto seja construído em 2007. "Não há a menor possibilidade do Gasene não ser construído, a integração regional é fundamental", declarou.  Maria das Graças comentou ainda que o primeiro gás natural produzido a partir das possíveis descobertas decorrentes da Sétima Rodada só virá em 2012 ou 2013 e que até lá o Brasil precisa manter o relacionamento com outros fornecedores como Bolívia, Argentina e o Peru, futuramente. 
A Secretária descartou a idéia de que o projeto de integração a partir do gás de Camisea envolvendo Peru, Argentina, Chile e o Brasil, teria qualquer antagonismo em relação à Bolívia. "Não há nenhum problema de relacionamento entre Brasil e Bolívia, há uma pausa de investimentos", admitiu. Maria das Graças afirmou que o Brasil precisa aumentar a importação de gás da Bolívia em 8 milhões de m³ por dia. "Precisamos de mais 4 milhões de m³ para atender à demanda, caso as termelétricas precisem despachar ao 100%. Para ficar confortável, precisamos de 8 milhões m³/dia", disse.
O argumento da Secretária se opõe à tese defendida pelo secretário estadual de energia Wagner Victer durante o Seminário de Petróleo e Gás promovido pela Câmara Britânica de Comércio (Britcham) e realizada nesta sexta-feira (01/07), no Hotel Glória, no Rio de Janeiro.
Victer caracterizou como "medida totalmente atrapalhada" a decisão de optar pelo anel energético. "Esse projeto pode forçar a Bolívia a se integrar com Camisea, no Peru, e ambos exportarem para os Estados Unidos.  É transformar um problema geo-político (o da Bolívia) em três (Peru, Chile e Argentina)", criticou o Secretário, que considera que a opção do Brasil é acelerar a produção nacional de gás natural.

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