Energia

Mercado livre precisa de investimentos mais acessíveis do BNDES

Já que não tem contratos de alocação de longo prazo.

Ascom Trade Energy
29/07/2013 15:46
Visualizações: 664

 

As recentes concessões de energia renovadas no Brasil, que foram inteiramente destinadas ao mercado cativo, e as demandas insuficientes nos últimos leilões de energia nova impactam no mercado livre de energia. "O conjunto da oferta nacional já não apresenta folga significativa em relação à demanda total. Para reverter esse cenário é preciso a atuação conjunta dos órgãos de planejamento, dos bancos de fomento e de investidores", afirma Regina Pimentel, assessora de gestão de risco na Trade Energy, comercializadora independente de energia.
A atual carteira de projetos do setor elétrico financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chega a quase R$ 120 bilhões, com 158 projetos para o segmento energético. "Entendemos que o papel primordial do BNDES como fomentador é investir em infraestrutura. O problema é que o mecanismo utilizado majoritariamente para o setor elétrico exige contratos de alocação de energia de, no mínimo, dez anos, o que fica impraticável no mercado livre", ressalta a executiva.
Os consumidores livres trabalham com horizontes de previsibilidade menores. É importante notar que a demanda vai existir, mas a energia será vendida com risco de mercado alto, devido à volatilidade na percepção de preços. De acordo com Regina, devem ser desenvolvidos novos formatos de acesso do mercado livre a recursos do BNDES, como as debêntures de infraestrutura, acessíveis também ao gerador que investe para atender ao mercado livre. Este  representa quase um terço do consumo nacional, abrangendo o, segmentos cujo desempenho se reflete na riqueza nacional.
"Cedo ou tarde os órgãos reguladores deverão incorporar no planejamento e incentivo a expansão desta parcela significativa da demanda nacional. O BNDES, pela sua natureza pública, deverá ser instrumento importante para isso", finaliza Regina Pimentel.

As recentes concessões de energia renovadas no Brasil, que foram inteiramente destinadas ao mercado cativo, e as demandas insuficientes nos últimos leilões de energia nova impactam no mercado livre de energia. "O conjunto da oferta nacional já não apresenta folga significativa em relação à demanda total. Para reverter esse cenário é preciso a atuação conjunta dos órgãos de planejamento, dos bancos de fomento e de investidores", afirma Regina Pimentel, assessora de gestão de risco na Trade Energy, comercializadora independente de energia.


A atual carteira de projetos do setor elétrico financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chega a quase R$ 120 bilhões, com 158 projetos para o segmento energético. "Entendemos que o papel primordial do BNDES como fomentador é investir em infraestrutura. O problema é que o mecanismo utilizado majoritariamente para o setor elétrico exige contratos de alocação de energia de, no mínimo, dez anos, o que fica impraticável no mercado livre", ressalta a executiva.


Os consumidores livres trabalham com horizontes de previsibilidade menores. É importante notar que a demanda vai existir, mas a energia será vendida com risco de mercado alto, devido à volatilidade na percepção de preços. De acordo com Regina, devem ser desenvolvidos novos formatos de acesso do mercado livre a recursos do BNDES, como as debêntures de infraestrutura, acessíveis também ao gerador que investe para atender ao mercado livre. Este  representa quase um terço do consumo nacional, abrangendo o, segmentos cujo desempenho se reflete na riqueza nacional.


"Cedo ou tarde os órgãos reguladores deverão incorporar no planejamento e incentivo a expansão desta parcela significativa da demanda nacional. O BNDES, pela sua natureza pública, deverá ser instrumento importante para isso", finaliza Regina Pimentel.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Conteúdo Local
ANP abre consulta prévia sobre regras de preferência a f...
15/05/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
15/05/26
Descomissionamento
ANP aprova realização de consulta e audiência públicas p...
15/05/26
Resultado
Vallourec registra alta eficiência operacional no Brasil...
15/05/26
Energia Elétrica
Encontro das Indústrias do Setor Elétrico reúne mais de ...
15/05/26
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Hidrogênio
ANP e OCDE realizam wokshop sobre gerenciamento de risco...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Resultado
No primeiro trimestre de 2026 Petrobras registra lucro l...
13/05/26
Biometano
CNPE fixa meta inicial de 0,5% para biometano no gás nat...
13/05/26
Mão de Obra
Setor de Óleo & Gás enfrenta apagão de talentos diante d...
13/05/26
Evento
"Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira", diz...
13/05/26
Evento
Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown realiz...
13/05/26
Combustíveis
ANP fará consulta e audiência públicas sobre serviço de ...
12/05/26
Evento
IBP promove evento em São Paulo para debater futuro da e...
12/05/26
Internacional
Nos Estados Unidos, Firjan participa do Brasil-U.S. Indu...
12/05/26
Pessoas
MODEC anuncia Yosuke Kosugi como novo CEO no Brasil
11/05/26
BOGE 2026
John Crane oferece manutenção preditiva por meio de solu...
11/05/26
Gás Natural
Compass realiza IPO na B3
11/05/26
Crise
Estreito de Ormuz, sustentabilidade e arbitragem serão d...
11/05/26
Indústria Naval
Ghenova lidera engenharia dos navios gaseiros da Ecovix ...
11/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23