O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, avaliou que as medidas de estímulo à indústria nacional, anunciadas nesta terça-feira (3), “são positivas, mas não resolvem o problema de competitividade do Brasil”.
Para ele, o pacote anunciado pelo governo não reduz os juros que “ainda são altíssimos”, o custo da energia e do gás, os entraves de logística, e também não soluciona as dificuldades com o câmbio valorizado.
“Se o governo quer atender alguns setores, ele cumpriu. Se ele quer resolver o problema de competitividade da indústria, ele não conseguiu”, criticou.
Entre as medidas anunciadas, Skaf considerou a desoneração da folha de pagamento de mais 11 setores da indústria, além dos quatro ramos já beneficiados, o incremento financeiro e a criação de linhas de crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como as mais eficientes.
O presidente da Fiesp esteve presente nesta terça-feira no anúncio de novas medidas do Plano Brasil Maior e instalação dos Conselhos Setoriais de Competitividade, no Palácio do Planalto.
Questionado sobre a eficiência dos conselhos criados pelo governo, Skaf ironizou: “Precisa mesmo discutir se o câmbio está valorizado? Tem que discutir se a energia é cara?”