Biodiesel

Mato Grosso debate biodiesel voluntário

Assessoria/Redação
02/05/2016 09:32
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A Federação das Indústrias no Estado do Mato Grosso (FIEMT) sedia na quarta feira da próxima semana (4/5) em Cuiabá, o seminário “Biodiesel: Oportunidades e Benefícios do Uso Voluntário”, promovido pelo Sindicato das Indústrias de Biodiesel no Estado do Mato Grosso (Sindibio-MT), a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

A ideia é promover o debate sobre o novo filão do mercado brasileiro do biocombustível, instituído por resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), do Ministério das Minas e Energia, em setembro do ano passado.

Agora, por meio dos leilões do regime autorizativo, que acontecem junto com os leilões para abastecimento de biodiesel previsto em lei, o B7, as distribuidoras podem adquirir lotes para venda em misturas superiores aos 7% por litro de óleo diesel.

Pela intensa atividade agropecuária, o estado de Mato Grosso concentra um potencial significativo deste tipo de consumo, que pode chegar a B20 nas frotas cativas de prefeituras, governos estaduais, empresas de transporte coletivo de passageiros, companhias de coleta de lixo etc., e mesmo a B30, no caso de tratores e máquinas agrícolas.

O objetivo é mobilizar lideranças de organizações empresariais, dirigentes de federações, cooperativas, sindicatos e grandes empresários do estado e região para apresentar as vantagens do uso de biodiesel em misturas acima do B7.

Vantagens

A indústria de biodiesel inclui em sua cadeia produtiva famílias de pequenos agricultores no fornecimento de matérias-primas, que emitem cerca de 70% menos gás carbônico desde a plantação das oleaginosas até a combustão do óleo nos motores.

Os benefícios também alcançam a saúde das pessoas com a melhoria da qualidade do ar, um dos ativos do governo brasileiro na proposta apresentada na COP 21, a conferência do clima das Nações Unidas, em Paris, em dezembro do ano passado.

Estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade, ligado à Universidade de São Paulo, mostra que só nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro e São Paulo, que reúnem quase 50 cidades, seria possível evitar a morte de mais de 13 mil pessoas até 2025 com o emprego progressivo de biodiesel até B20 (20% por litro de diesel).

O levantamento mostra que nas manchas urbanas de seis capitais, Rio e São Paulo incluídas, a economia de recursos nos sistemas de saúde públicos municipais e estaduais pode chegar a R$ 2 bilhões com a redução de internações hospitalares e mortes por problemas respiratórios causados pela poluição atmosférica.

Além das vantagens socioambientais, o Mato Grosso reúne externalidades positivas econômicas para o uso do biodiesel voluntário. Desde o ano passado, o biocombustível produzido no estado está com preço abaixo do diesel fóssil, devido à carga tributária incidente nos dois produtos e o custo do frete para transporte do diesel das refinarias da Petrobras até lá. O mesmo acontece em outras regiões.

O evento em Cuiabá tem o apoio dos ministérios de Minas e Energia (MME) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Depois de Mato Grosso, as entidades promotoras do seminário pretendem repetir o encontro em outros estados.

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