Comperj

Mais verba para o Comperj

Jornal do Commercio
05/08/2009 04:57
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O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse ontem que os números previstos para investimentos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) deverão ser revistos para cima. Segundo ele, os investimentos iniciais, de US$ 8,5 bilhões, ficaram defasados com os reajustes de equipamentos e serviços no período.

Costa, no entanto, não quis entrar em maiores detalhes sobre o novo valor, porque "isso pode influenciar nas licitações dos 20 grandes pacotes que devem ser lançados para a construção da unidade." Segundo o executivo, o cronograma do Comperj está correndo normalmente, apesar dos dias de paralisação da obra há duas semanas.

O diretor afirmou que a estatal está renegociando o contrato com os empreiteiros responsáveis pela obra devido ao excesso de chuvas ocorrido este ano. Por conta deste problema, o andamento da terraplenagem foi mais lento do que o previsto e a verba destinada a esta etapa se esgotou antes do término do contrato.

"Como temos um acompanhamento do investimento feito pelo Tribunal de Contas da União, houve este questionamento sobre o valor a ser pago a mais", disse. Dentro dos próximos 60 dias, enquanto correr o prazo em que o contrato foi prorrogado temporariamente, haverá uma negociação dos valores.

Ainda segundo Costa, a Petrobras não está reavaliando os investimentos por conta de queda na demanda mundial em consequência da crise financeira. "Não dá para imaginar a crise se arrastando até 2013, quando este empreendimento entra em operação", comentou, lembrando que vários mercados já estão em "plena recuperação".

refinaria. A Refinaria Abreu e Lima, de Pernambuco, investimento conjunto entre a Petrobras e PDVSA, da Venezuela, deve começar a operar no primeiro trimestre de 2011. O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, confirmou ontem que não há mais obstáculos para a composição da parceria entre a estatal e a petroleira venezuelana para os investimentos na refinaria.

Segundo ele, "todos os pontos pendentes" foram equacionados na última reunião realizada em Caracas, com os principais executivos das duas estatais. Com isso, ele garantiu que foram mantidas tanto a participação das empresas nas porcentagens iniciais - Petrobras com 60% e PDVSA, 40% - como também o cronograma de entrada em operação da refinaria.

A unidade vai processar 230 mil barris por dia, sendo 50% de óleo pesado da Bacia de Campos e o restante vindo da Venezuela. Entre os principais obstáculos que estavam impedindo o andamento do acordo entre as duas companhias estavam o preço do petróleo e a possibilidade de a PDVSA vender sua parte de combustível processado na refinaria diretamente no varejo brasileiro.

Costa afirmou que a estatal venezuelana cedeu nessas exigências. "A PDVSA vai seguir as regras do mercado brasileiro para a distribuição de combustíveis e aceitou ter como preço pago pelo seu petróleo o valor do barril cotado no mercado internacional", disse Costa.

Anteriormente, a PDVSA reivindicava o acréscimo de um fator X sobre o preço final para elevar o valor do seu produto. Segundo ele, a expectativa é de que o acordo seja assinado no próximo encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, em setembro.

Na ocasião, a Venezuela aportará pelo menos cerca de R$ 800 milhões referentes ao que a Petrobras gastou na unidade até 31 de dezembro de 2008. Costa salientou, no entanto, que o valor apurado por uma auditoria no fim do ano passado deverá ser atualizado para até agosto. No total até este mês a Petrobras diz já ter investido na unidade R$ 3,5 bilhões.

O diretor acredita que o valor previsto inicialmente para o total da refinaria, de US$ 4 bilhões, "vai certamente aumentar". "A previsão dos valores era de três anos atrás e muita coisa mudou neste período. Só não podemos dar mais detalhes para não atrapalhar os contratos que ainda estão sendo negociados", disse, após participar de evento promovido pela Organização Nacional das Indústrias do Petróleo (Onip) com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e fornecedores da cadeia petrolífera nacional. Dos 15 principais contratos para a refinaria, dez já foram assinados, disse o diretor. Os demais estão sendo renegociados por terem apresentado preços superiores ao orçamento inicial. "Esta renegociação já nos trouxe uma redução substancial, superior a 10%", disse Costa.

PIB. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse ontem que a Refinaria Abreu e Lima, no Porto de Suape, deverá aumentar consideravelmente o PIB do estado após sua entrada em operação em 2011. "A previsão é de que o PIB, hoje de R$ 70 bilhões, dobre em 15 anos com a refinaria", comentou o governador.

Segundo ele, além da refinaria há uma série de empreendimentos que devem também estimular o crescimento econômico do estado, entre eles a construção de um novo estaleiro no Porto de Suape. Atualmente existe no local o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) - consórcio formado por Camargo Corrêa (40%), Queiroz Galvão (40%) e PJMR (10%).

Fonte: Jornal do Commercio

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