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Meio ambiente

Mais custos: emissões de metano da indústria de petróleo e gás geram riscos aos investidores

31/10/2016 | 16h01

Os investidores da indústria de petróleo e gás enfrentam crescentes riscos financeiros, de reputação e de regulação oriundos de grandes emissões de metano. Principal componente do gás natural, ele tem um efeito estufa 84 vezes mais potente que o gás carbônico ao longo de um período de 20 anos, sendo atualmente responsável por um quarto do aquecimento global. O setor de petróleo e gás, que enfrentam perdas anuais estimadas em em US$ 30 bilhões com vazamentos de metano, é sua maior fonte industrial de emissões globais.

Fundo de Defesa Ambiental (EDF)

Embora algumas empresas estejam começando a se envolver mais profundamente com a questão, um relatório elaborado pelo Fundo de Defesa Ambiental (EDF) constatou que no início de 2016 nenhuma das 65 principais empresas upstream e midstream que operam nos Estados Unidos divulgaram metas de redução de metano e menos de um terço divulgaram informações básicas sobre as emissões por meios de fontes acessíveis aos investidores. "Os investidores ficaram surpresos com a subnotificação generalizada da gestão de emissões de metano comprovada por esse relatório e pediram um guia prático para envolver as empresas de petróleo e gás. Este guia pode ajudar os investidores a gerir os riscos do metano e manter o produto mais vendáveis no pipeline - um ganha-ganha para investidores, empresas e comunidades ", explicou Sean Wright, gerente sênior da EDF e principal autor do guia An Investor’s Guide to Methane: Engaging with Oil and Gas Companies to Manage a Rising Risk, que acaba de ser lançado pelo EDF e pelos Princípios para o Investimento Responsável (PRI). Trata-se do primeiro guia deste tipo, que vem para ajudar os investidores a gerir os riscos apresentados pelo metano por meio do engajamento empresarial.

"Com a crescente ação global para abrandar as alterações climáticas e as novas abordagens regulatórias, as empresas estão cada vez mais expostas a riscos financeiros, regulamentares e de reputação por causa do metano. As empresas não podem fechar os olhos para metas de divulgação e de redução ", lembra Gemma James, gerente de questões ambientais na PRI. “O ímpeto político e de mercado para enfrentar as mudanças climáticas está aumentando. Como os países procuram meios para cumprir os compromissos internacionais de redução de gases de efeito estufa decorrentes do histórico Acordo de Paris, reduzir as emissões de metano surge como uma opção rápida e de baixo custo para reduzir a taxa de aquecimento agora."

"A evidência é clara de que as emissões de metano são um risco financeiro e ambiental importante na indústria de petróleo e gás", disse Jonas Kron, Vice-Presidente Sênior da Trillium Asset Management. "Este guia fornece aos investidores uma ferramenta extremamente valiosa para compreender tais riscos. Mas ainda mais importante, lhes dá a capacidade de se envolver com a alta administração num diálogo construtivo para identificar ações concretas para melhorar o desempenho de metano."

US$ 3,6 tri em ativos

Em abril deste ano, investidores globais que respondem por US$ 3,6 trilhões em ativos destacaram as emissões de metano como um risco crescente aos investimentos e apoiaram os Estados Unidos e o Canadá a adotar metas de redução de emissões de metano em até 45% em 2025.

O Fundo de Defesa Ambiental (EDF), organização internacional sem fins lucrativos, cria soluções transformadoras para os mais graves problemas ambientais. EDF une ciência, economia, direito e parcerias inovadoras do setor privado.

Princípios para o Investimento Responsável (PRI) é uma iniciativa de investidores que tem apoio das Nações Unidas e conta com uma rede internacional de signatários que trabalham para compreender as implicações de investimento de fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) e para apoiar sua rede internacional de investidores signatários na incorporação desses fatores em suas decisões de investimento e de aquisição.



Fonte: Redação/Assessoria
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