Bolívia

Lula aliviado por ausência de medidas drásticas

Agência Estado
03/05/2007 00:00
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Depois de uma série de conversas com autoridades bolivianas para evitar que as refinarias da Petrobras fossem expropriadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou alívio ontem com a decisão do governo Evo Morales de não patrocinar nenhuma medida drástica no feriado do Dia do Trabalho. "Não houve novidades", disse Lula, segundo um assessor. "É a consolidação do processo. Não fomos pegos de surpresa."

Lula referia-se ao processo de nacionalização do gás boliviano, desencadeado no 1º de maio do ano passado, quando Evo Morales liderou tropas militares na ocupação de instalações da Petrobras em San Alberto. As medidas tomadas ontem, com a assinatura das atas dos contratos entre a estatal boliviana YPFB com as petrolíferas que atuam no país, apenas consolidam a política de nacionalização dos hidrocarbonetos, na avaliação de Lula.

O Palácio do Planalto espera, agora, ter tempo para buscar um acordo com o governo da Bolívia que não traga prejuízos políticos. Morales já estaria com um decreto pronto de expropriação das refinarias da Petrobras caso a estatal não aceite as exigências bolivianas. Ontem, o presidente brasileiro aproveitou um discurso na formatura de diplomatas, no Itamaraty, para reafirmar a importância do diálogo com países pobres, como é o caso da Bolívia. "As relações que mantemos com os nossos vizinhos nunca foram tão densas e intensas", disse. "O processo de integração pode ser às vezes turbulento, mas é indispensável."

No discurso, Lula salientou que defende um projeto de longo prazo com os países do continente. "Não podemos nos render aos interesses imediatistas ou às dificuldades conjunturais, mas a integração não pode ser assimétrica", disse. "A integração só será efetiva se tivermos a ousadia de buscar soluções que atendam aos objetivos de todos, especialmente os menos favorecidos."

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