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Ações

Lopes Filho sugere adesão à Petrobras

10/09/2010 | 10h14
A consultoria Lopes Filho recomenda aos atuais acionistas da Petrobras a adesão à oferta prioritária de ações da companhia. Em relatório enviado a clientes assinado pelas analistas Leila Almeida e Cássia Inez, a instituição também recomenda que os acionistas fiquem atentos aos pedidos de reserva de sobras de ações e assinala que os investidores devem participar da oferta de varejo, como forma de reduzir uma potencial diluição.


Dividida em prioritária (para os acionistas) e varejo (para os demais investidores), a oferta de ações da Petrobras será inicialmente de R$ 116,8 bilhões, mas poderá atingir até R$ 134,3 bilhões, dependendo do apetite dos investidores. A parte do governo no valor total será de R$ 74,8 bilhões, equivalente ao preço que a estatal pagará pelos 5 bilhões de barris na cessão onerosa.


A consultoria ainda sugere a adesão dos cotistas dos fundos de privatização na oferta prioritária e, aos investidores em geral, a participação na oferta de varejo. O período de reserva da oferta prioritária e da oferta de varejo terá início na segunda-feira, 13 de setembro, e a previsão é de que o "road show" termine em 23 de setembro, quando o preço por ação será definido.


Ao ressaltar que os preços dos papéis ordinários (ON, com voto) e preferenciais (PN, sem voto) da Petrobras recuaram mais de 19% do início do ano até 1º de setembro, enquanto o Ibovespa caiu apenas 2,8% no período, a Lopes Filho assinala que considera boa a oportunidade para os investidores em geral, visto que os preços das ações estão bastante descontados.


A projeção de longo prazo da consultoria indica um preço justo de R$ 55 por ação PN da Petrobras, o que embute um potencial de valorização de 99,27% em relação ao fechamento de ontem, a R$ 27,60. "As perspectivas de longo prazo seguem favoráveis para a Petrobras, dado seu grande potencial de reposição de reservas e de crescimento da produção, especialmente com o desenvolvimento das reservas do pré-sal", ressalta a Lopes Filho. "Após a operação, a pressão baixista sobre a ação deverá cessar, com a cotação voltando a seguir os fundamentos e resultados".


Fonte: Valor Econômico
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