Negócios

LLX tenta atrair setor de óleo e gás para o Açu

Alto custo das áreas seria entreve.

Valor Econômico
11/07/2013 12:15
Visualizações: 1120

 

A LLX, empresa de logística do grupo EBX, continua a buscar operadores de bases marítimas interessados em se instalar no Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. A intenção é atrair companhias que montem no empreendimento base de apoio para barcos offshore, embarcações que alimentam as plataformas de petróleo com bens e equipamentos. A base poderia atender Petrobras e outras petroleiras.
O 'Valor' apurou, no entanto, que a LLX estaria encontrando dificuldades de atrair esses operadores em função do alto custo do arrendamento cobrado pela empresa. As áreas oferecidas seriam grandes demais e o preço do aluguel da terra, por metro quadrado, elevado. Essa condição resultaria do fato de que a LLX precisaria garantir o retorno dos altos investimentos feitos no porto.
O Açu ainda tem áreas grandes disponíveis para arrendamento em contratos de longo prazo, algumas delas com saída direta para o mar, o que poderia interessar a algumas petroleiras. Em abril, LLX e Petrobras confirmaram que mantinham negociações segundo as quais a estatal analisava o uso do porto. Mas segundo fonte que conhece a LLX, hoje dificilmente alguém se engajaria em um projeto no Açu dada a falta de credibilidade do grupo EBX. Daí que o mercado considere também a possibilidade de venda do controle da LLX.
No fim de junho, a empresa informou ao mercado que havia contratado assessores financeiros para avaliação de eventuais oportunidades de negócios e operações societárias envolvendo ativos da companhia e ações. A fonte afirmou ainda que o Açu é um bom projeto e previu que, quando a Minas-Rio começar os embarques de minério de ferro, no fim de 2014, a LLX terá uma receita importante. "Serão 51% dos US$ 7,10 cobrados por tonelada de minério embarcada", disse essa fonte.
Até agora a LLX arrendou áreas para sete companhias, entre as quais NOV, Technip e Intermoor, fornecedores da indústria de petróleo que devem começar a operar ainda este ano no Açu. Juntas, as sete empresas mais a MPX geram para a LLX receita superior a R$ 80 milhões por ano, conforme já publicado pelo 'Valor'. Outras empresas que pagam aluguel no Açu são Wärtsilä, V&M, GE e OSX.
Até o momento foram investidos cerca de R$ 4 bilhões no Açu. A LLX Minas-Rio, parceria entre a LLX e a Anglo American para movimentação de minério de ferro, aportou R$ 974 milhões no porto, de acordo com dados da companhia do primeiro trimestre. O restante dos recursos foi aplicado pela própria LLX.
Procurada, a empresa disse que não iria comentar o que considerou "rumores de mercado". Na reestruturação do grupo EBX, ainda não está claro é o que será feito do Porto do Açu, conforme publicou o 'Valor' no início de julho. A estratégia prevista, segundo a reportagem, é ir renegociando as dívidas e fazer a implantação das diversas operações em fases. A avaliação é que o Açu é um megaprojeto que vai demandar pelo menos 15 anos para ficar pronto devido ao elevado aporte de capital necessário.
O problema maior do porto é de disponibilidade de recursos para viabilizar os investimentos, e não endividamento. Hoje, o principal credor é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com dados do próprio banco, os financiamentos contratados pela LLX envolvendo projetos no Açu somam R$ 1,8 bilhão. São R$ 518,5 milhões contratados pela LLX Açu Operações Portuárias, subsidiária da LLX, e R$ 1,3 bilhão contratados pela LLX Minas Rio Logística Comercial Exportadora.

A LLX, empresa de logística do grupo EBX, continua a buscar operadores de bases marítimas interessados em se instalar no Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. A intenção é atrair companhias que montem no empreendimento base de apoio para barcos offshore, embarcações que alimentam as plataformas de petróleo com bens e equipamentos. A base poderia atender Petrobras e outras petroleiras.


O 'Valor' apurou, no entanto, que a LLX estaria encontrando dificuldades de atrair esses operadores em função do alto custo do arrendamento cobrado pela empresa. As áreas oferecidas seriam grandes demais e o preço do aluguel da terra, por metro quadrado, elevado. Essa condição resultaria do fato de que a LLX precisaria garantir o retorno dos altos investimentos feitos no porto.


O Açu ainda tem áreas grandes disponíveis para arrendamento em contratos de longo prazo, algumas delas com saída direta para o mar, o que poderia interessar a algumas petroleiras. Em abril, LLX e Petrobras confirmaram que mantinham negociações segundo as quais a estatal analisava o uso do porto. Mas segundo fonte que conhece a LLX, hoje dificilmente alguém se engajaria em um projeto no Açu dada a falta de credibilidade do grupo EBX. Daí que o mercado considere também a possibilidade de venda do controle da LLX.


No fim de junho, a empresa informou ao mercado que havia contratado assessores financeiros para avaliação de eventuais oportunidades de negócios e operações societárias envolvendo ativos da companhia e ações. A fonte afirmou ainda que o Açu é um bom projeto e previu que, quando a Minas-Rio começar os embarques de minério de ferro, no fim de 2014, a LLX terá uma receita importante. "Serão 51% dos US$ 7,10 cobrados por tonelada de minério embarcada", disse essa fonte.


Até agora a LLX arrendou áreas para sete companhias, entre as quais NOV, Technip e Intermoor, fornecedores da indústria de petróleo que devem começar a operar ainda este ano no Açu. Juntas, as sete empresas mais a MPX geram para a LLX receita superior a R$ 80 milhões por ano, conforme já publicado pelo 'Valor'. Outras empresas que pagam aluguel no Açu são Wärtsilä, V&M, GE e OSX.


Até o momento foram investidos cerca de R$ 4 bilhões no Açu. A LLX Minas-Rio, parceria entre a LLX e a Anglo American para movimentação de minério de ferro, aportou R$ 974 milhões no porto, de acordo com dados da companhia do primeiro trimestre. O restante dos recursos foi aplicado pela própria LLX.


Procurada, a empresa disse que não iria comentar o que considerou "rumores de mercado". Na reestruturação do grupo EBX, ainda não está claro é o que será feito do Porto do Açu, conforme publicou o 'Valor' no início de julho. A estratégia prevista, segundo a reportagem, é ir renegociando as dívidas e fazer a implantação das diversas operações em fases. A avaliação é que o Açu é um megaprojeto que vai demandar pelo menos 15 anos para ficar pronto devido ao elevado aporte de capital necessário.


O problema maior do porto é de disponibilidade de recursos para viabilizar os investimentos, e não endividamento. Hoje, o principal credor é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). De acordo com dados do próprio banco, os financiamentos contratados pela LLX envolvendo projetos no Açu somam R$ 1,8 bilhão. São R$ 518,5 milhões contratados pela LLX Açu Operações Portuárias, subsidiária da LLX, e R$ 1,3 bilhão contratados pela LLX Minas Rio Logística Comercial Exportadora.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Crise
Conflito entre EUA e Irã: alta do petróleo pressiona cus...
20/03/26
P&D
Pesquisadores da Coppe desenvolvem técnica inovadora par...
20/03/26
Leilão
TBG avalia como positivo resultado do LRCAP 2026 e desta...
20/03/26
Macaé Energy
Lumina Group marca presença na Macaé Energy 2026
20/03/26
Resultado
Gasmig encerra 2025 com lucro líquido de R$ 515 milhões ...
20/03/26
Combustíveis
Fiscalização nacional alcança São Paulo e amplia ações s...
20/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 encerra com público recorde de 15 mil ...
19/03/26
Exportações
Firjan manifesta preocupação com a oneração das exportaç...
19/03/26
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Combustíveis
Diesel chega a R$ 7,17 com conflito entre EUA e Irã, apo...
19/03/26
Petrobras
Museu do Petróleo e Novas Energias irá funcionar no préd...
19/03/26
Pesquisa e Inovação
MODEC impulsiona inovação e P&D com ideias que apontam o...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy: debates focam no papel estratégico do gás ...
18/03/26
Economia
Firjan vê início da queda da Selic como positivo para a ...
18/03/26
Internacional
Petrobras confirma nova descoberta de gás na Colômbia
18/03/26
Publicações
IBP fortalece editora institucional, amplia publicações ...
18/03/26
Macaé Energy
Acro Cabos de Aço participa da Macaé Energy 2026
18/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
Macaé Energy
Com recorde de público, feira e congresso do Macaé Energ...
17/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23