Rio Grande

Licitação para estudo de viabilidade deve sair até o fim do ano

Foi realizada na manhã de ontem, na sala de reuniões da Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG), uma audiência pública que objetivou colher subsídios para o Estudo de Viabilidade Econômica e Ambiental (Evea) que deverá definir a melhor alt

Jornal Agora - RS
15/09/2009 07:10
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Foi realizada na manhã de ontem, na sala de reuniões da Superintendência do Porto do Rio Grande (SUPRG), uma audiência pública que objetivou colher subsídios para o Estudo de Viabilidade Econômica e Ambiental (Evea) que deverá definir a melhor alternativa para a travessia a seco entre Rio Grande e São José do Norte. A reunião contou com a participação do superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Vladimir Casa; do deputado federal Fernando Marroni; dos prefeitos do Rio Grande e São José do Norte, Fábio Branco e José Vicente Ferrari, respectivamente; da diretoria da SUPRG, e de técnicos da Enecom, responsável pelo projeto de duplicação da BR-392. Na ocasião, Vladimir Casa afirmou que até o final do ano será lançada a licitação para realização do Evea.

A maioria dos participantes se posicionou mais favorável à realização de uma ponte para a travessia a seco entre os dois municípios, sendo o principal argumento evitar impedimento para futuro aumento da profundidade do canal de acesso ao porto. A alternativa da ponte foi defendida, por exemplo, pelo superintendente do porto, Janir Branco, pelo prefeito Fábio Branco e por técnicos da SUPRG. O deputado Fernando Marroni também se mostrou na defesa da alternativa da ponte utilizando a Ilha do Terrapleno. Segundo ele, essa postura se deve à importância que tem a expansão do cais do Rio Grande, com a possibilidade de construção de dois cais nos lados da ilha, e a necessidade de não ser colocado limitador ao aprofundamento do canal. Além disso, alega que o túnel significará operação 24 horas.

O prefeito de São José do Norte não se posicionou a favor de nenhuma das duas alternativas. Disse desejar apenas que a travessia a seco se torne realidade o mais rápido possível, mas salientou que um túnel seria mais atraente. Já o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Jair Rizzo, defendeu a alternativa do túnel subaquático na Ponta do Pescador como a mais viável. Argumentou com os impactos ambientais, que são menores do que a construção de uma ponte, e com seu entendimento de que a profundidade do canal não deverá aumentar mais que 18 metros, entre outros fatores. O diretor técnico do porto, Carlos Rodrigues, considera a melhor alternativa uma ponte na Ilha dos Marinheiros. Porém, sua defesa principal é de que qualquer tipo de ligação, por ponte ou por túnel, seja realizada após a área do porto e não na sua entrada, o que poderia ser um limitador de seu crescimento.

O superintendente do Dnit disse, ao final da reunião, que ouviu as opiniões dos participantes e agora as levará para a diretoria do Departamento, mas que o tipo de solução a ser utilizada para a travessia a seco ainda não está definido. O estudo é que dirá se será um túnel subaquático ou uma ponte. "Estamos procurando aqui ideias, parâmetros que norteiem o estudo. O que procuramos não é subsídio técnico e sim administrativo e político. Neste primeiro encontro, se precisava ouvir as Prefeituras. Acho que todos deram uma ideia do que é bom para cada cidade e já são bons subsídios para um ponto de partida", explicou.

Ponte

A SUPRG apresentou duas novas alternativas ao Dnit. A primeira é a construção de uma ponte ligando a avenida Honório Bicalho à Ilha do Terrapleno (em frente ao Porto Novo) e a de outra ponte ligando essa ilha a São José do Norte. Assim, haveria um aproveitamento da ilha transformando-a em um terminal portuário, com a construção de cais dos seus dois lados. A outra alternativa seria o acesso pela Vila da Quinta (BR-392) até a Ilha dos Marinheiros ligando a localidade, por ponte, a São José do Norte. Desta forma, a SUPRG afirma que seria evitado o trânsito no centro do Rio Grande e de São José do Norte. "O fluxo de veículos que passaria por Rio Grande para acessar a BR-101, não teria que entrar na zona urbana da cidade. O mesmo aconteceria com as cargas que viessem para o porto rio-grandino via BR-101, que poderiam se deslocar pela BR-392 diretamente para os terminais privados, sem acessar o centro do Rio Grande", observou a SUPRG.

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