Equipamentos

Leilões devem estimular cadeia de fornecedores

Fabricantes de maquinário para o setor de energia têm motivos para comemorar.

Valor Online
22/09/2014 10:36
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A DYA importou dos EUA equipamentos para a produção dos módulos geradores fotovoltaicos - placas que convertem a luz solar em energia elétrica - e o time de engenheiros conta com profissionais que haviam atuado na Heliodinâmica, primeira fabricante de sistemas fotovoltaicos nacional, que já encerrou as atividades. "Nossa expectativa é que, dependendo da demanda, tenhamos uma fábrica funcionando com capacidade de até 50 MW. Nosso esforço foi o de desenvolver uma indústria capacitada para atender volumes de pedidos no momento em que houver demanda."
Num ano em que a produção nacional de máquinas e equipamentos vai de mal a pior, com queda de 8,3% no primeiro semestre, segundo o IBGE, o exemplo da DYA mostra como fabricantes de maquinário para o setor de energia têm motivos para comemorar. Enquanto a indústria da energia solar ainda engatinha, os fornecedores do setor eólico já se beneficiam do crescimento da demanda pelas usinas. De acordo com o presidente do Conselho de Energia Eólica da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Roberto Veiga, as encomendas de aerogeradores crescem na esteira da demanda gerada pelos leilões de 2013, que somaram 4,7 GW em energia contratada, o equivalente a cerca de 2.400 aerogeradores a serem entregues até 2018.
Some-se a isso a demanda gerada pelo leilão de junho de 2014 (551 MW contratados), além da expectativa com o leilão de energia de reserva de outubro e o A-5, reprogramado para novembro, quando mais 2 GW de energia eólica poderão ser contratados. "Todas essas contratações preveem a fabricação de aproximadamente 3.600 aerogeradores até o final de 2018, uma carga que se bem distribuída na cadeia produtiva pode movimentar R$ 22 bilhões aos fabricantes de aerogeradores", diz.
Quem já sente o aquecimento nas encomendas do setor de energia é a catarinense Weg. Em 2013, a empresa assinou um acordo tecnológico com a Northern Power Systems para a fabricação de aerogeradores de 2,1 MW de potência em seu parque de Jaraguá do Sul (SC). A primeira encomenda, de 11 aerogeradores, foi entregue em setembro para montagem em um parque eólico em Ibiapina (CE).
Também é prevista a entrega de outras 100 máquinas até o fim de 2015, incluindo 46 aerogeradores que serão instalados em cinco parques geradores em Aracati (CE). Conforme João Paulo Gualberto da Silva, diretor do Departamento de Energia Eólica da Weg, a empresa tem capacidade de entregar 100 aerogeradores de 2,1 MW por ano, com capacidade para chegar a 140 com pouco investimento. "Está em nosso planejamento estratégico de longo prazo aumentar essa capacidade, mas ainda é um planejamento", afirma.
A fabricante de pás para aerogeradores Tecsis, por sua vez, aposta em dois movimentos simultâneos para atender a demanda. O primeiro é a reestruturação do seu parque fabril no interior paulista - atualmente são 11 plantas em Sorocaba e Itu. A estratégia prevê enxugar seis dessas unidades visando simplificar a gestão operacional e transformá-las, até o final de 2015, em apenas uma, que será construída na região de Sorocaba e atenderá o Sul do país e o mercado externo. Ao mesmo tempo, já está em andamento a construção da nova unidade em Camaçari (BA).
Segundo o presidente do conselho de administração, Pércio de Souza, a planta terá capacidade de 1.600 pás/ano. Com isso, o total da Tecsis no Brasil deve passar das 5,4 mil atuais para 8 mil pás, em 2016.

A DYA importou dos EUA equipamentos para a produção dos módulos geradores fotovoltaicos - placas que convertem a luz solar em energia elétrica - e o time de engenheiros conta com profissionais que haviam atuado na Heliodinâmica, primeira fabricante de sistemas fotovoltaicos nacional, que já encerrou as atividades. "Nossa expectativa é que, dependendo da demanda, tenhamos uma fábrica funcionando com capacidade de até 50 MW.Nosso esforço foi o de desenvolver uma indústria capacitada para atender volumes de pedidos no momento em que houver demanda".

Num ano em que a produção nacional de máquinas e equipamentos vai de mal a pior, com queda de 8,3% no primeiro semestre, segundo o IBGE, o exemplo da DYA mostra como fabricantes de maquinário para o setor de energia têm motivos para comemorar.

Enquanto a indústria da energia solar ainda engatinha, os fornecedores do setor eólico já se beneficiam do crescimento da demanda pelas usinas. De acordo com o presidente do Conselho de Energia Eólica da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Roberto Veiga, as encomendas de aerogeradores crescem na esteira da demanda gerada pelos leilões de 2013, que somaram 4,7 GW em energia contratada, o equivalente a cerca de 2.400 aerogeradores a serem entregues até 2018.

Some-se a isso a demanda gerada pelo leilão de junho de 2014 (551 MW contratados), além da expectativa com o leilão de energia de reserva de outubro e o A-5, reprogramado para novembro, quando mais 2 GW de energia eólica poderão ser contratados. "Todas essas contratações preveem a fabricação de aproximadamente 3.600 aerogeradores até o final de 2018, uma carga que se bem distribuída na cadeia produtiva pode movimentar R$ 22 bilhões aos fabricantes de aerogeradores", diz.

Quem já sente o aquecimento nas encomendas do setor de energia é a catarinense Weg. Em 2013, a empresa assinou um acordo tecnológico com a Northern Power Systems para a fabricação de aerogeradores de 2,1 MW de potência em seu parque de Jaraguá do Sul (SC). A primeira encomenda, de 11 aerogeradores, foi entregue em setembro para montagem em um parque eólico em Ibiapina (CE).

Também é prevista a entrega de outras 100 máquinas até o fim de 2015, incluindo 46 aerogeradores que serão instalados em cinco parques geradores em Aracati (CE). Conforme João Paulo Gualberto da Silva, diretor do Departamento de Energia Eólica da Weg, a empresa tem capacidade de entregar 100 aerogeradores de 2,1 MW por ano, com capacidade para chegar a 140 com pouco investimento. "Está em nosso planejamento estratégico de longo prazo aumentar essa capacidade, mas ainda é um planejamento", afirma.

A fabricante de pás para aerogeradores Tecsis, por sua vez, aposta em dois movimentos simultâneos para atender a demanda. O primeiro é a reestruturação do seu parque fabril no interior paulista - atualmente são 11 plantas em Sorocaba e Itu.

A estratégia prevê enxugar seis dessas unidades visando simplificar a gestão operacional e transformá-las, até o final de 2015, em apenas uma, que será construída na região de Sorocaba e atenderá o Sul do país e o mercado externo. Ao mesmo tempo, já está em andamento a construção da nova unidade em Camaçari (BA).

Segundo o presidente do conselho de administração, Pércio de Souza, a planta terá capacidade de 1.600 pás/ano. Com isso, o total da Tecsis no Brasil deve passar das 5,4 mil atuais para 8 mil pás, em 2016.

 

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