Decisão

Justiça considera válido licenciamento ambiental de Belo Monte

Paralisação das obras atentam contra a ordem e a economia.

Agência Brasil
16/07/2013 09:40
Visualizações: 561

 

A Justiça considerou legais os procedimentos usados para o licenciamento da Usina Hidrelétrica (UHE) de Belo Monte, no Pará. A decisão da 9ª Vara da Seção Judiciária do Pará julgou improcedente o pedido do Conselho Indigenistas Missionário (Cimi) para paralisar as obras sob o argumento de que seria necessário aguardar a elaboração de uma lei específica sobre exploração de potenciais projetos energéticos dentro de terras indígenas, conforme determina o Artigo 176 da Constituição Federal. O juiz Marcelo Honorato considerou que a paralisação da obra atenta contra a ordem e a economia públicas.
Segundo o Cimi, a obra afeta as terras indígenas de Paquiçamba e Arara da Volta Grande, prejudicando a navegação, pesca e a realização de rituais das comunidades indígenas e ribeirinhas da região. A entidade também argumenta a insuficiência dos estudos e das medidas mitigadoras sobre a qualidade e vazão da água do reservatório e do leito do rio.
A decisão, expedida na última quarta-feira (10), considerou a argumentação da Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão explica que o empreendimento será construído fora de território indígena e por isso não precisa de nova legislação. "Não se pode confundir a localização do empreendimento com a área de abrangência dos impactos ambientais causados por ele", diz um trecho da decisão.
Segundo a AGU, os estudos de licenciamento estabeleceram diversas medidas mitigatórias e compensatórias voltadas a minimizar os impactos sobre o modo de vida tradicional das populações locais e garantir equilíbrio às terras indígenas que estão próximas da usina.
O advogado do Cimi, Adelar Cupsinski, disse que a entidade vai recorrer da decisão até a próxima semana. "Nós vamos entrar com um recurso de apelação até a próxima semana e levar este debate para uma instância colegiada, disse à Agência Brasil.

A Justiça considerou legais os procedimentos usados para o licenciamento da Usina Hidrelétrica (UHE) de Belo Monte, no Pará. A decisão da 9ª Vara da Seção Judiciária do Pará julgou improcedente o pedido do Conselho Indigenistas Missionário (Cimi) para paralisar as obras sob o argumento de que seria necessário aguardar a elaboração de uma lei específica sobre exploração de potenciais projetos energéticos dentro de terras indígenas, conforme determina o Artigo 176 da Constituição Federal. O juiz Marcelo Honorato considerou que a paralisação da obra atenta contra a ordem e a economia públicas.


Segundo o Cimi, a obra afeta as terras indígenas de Paquiçamba e Arara da Volta Grande, prejudicando a navegação, pesca e a realização de rituais das comunidades indígenas e ribeirinhas da região. A entidade também argumenta a insuficiência dos estudos e das medidas mitigadoras sobre a qualidade e vazão da água do reservatório e do leito do rio.


A decisão, expedida na última quarta-feira (10), considerou a argumentação da Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão explica que o empreendimento será construído fora de território indígena e por isso não precisa de nova legislação. "Não se pode confundir a localização do empreendimento com a área de abrangência dos impactos ambientais causados por ele", diz um trecho da decisão.


Segundo a AGU, os estudos de licenciamento estabeleceram diversas medidas mitigatórias e compensatórias voltadas a minimizar os impactos sobre o modo de vida tradicional das populações locais e garantir equilíbrio às terras indígenas que estão próximas da usina.


O advogado do Cimi, Adelar Cupsinski, disse que a entidade vai recorrer da decisão até a próxima semana. "Nós vamos entrar com um recurso de apelação até a próxima semana e levar este debate para uma instância colegiada, disse à Agência Brasil.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
ANP
Oferta Permanente de Concessão (OPC): edital com inclusã...
14/04/26
Refino
Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (...
14/04/26
Cana Summit
Diesel sob pressão no campo acelera corrida por novas fo...
14/04/26
Pessoas
Eduardo Beser é o novo diretor-geral de Operações no Bra...
13/04/26
Evento
Promoção da Infis, 4º Seminário Tributação em Óleo e Gás...
13/04/26
Investimento
Camorim investe R$ 52 mi na construção de uma das maiore...
13/04/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no...
13/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste es...
10/04/26
ANP
Fiscalização: aprovada consulta pública para revisão de ...
10/04/26
ANP
Reservas provadas de petróleo no Brasil cresceram 3,84% ...
10/04/26
Bacia de Campos
Petrobras retoma 100% de participação no campo de Tartar...
10/04/26
Oportunidade
Por que formar profissionais para funções críticas se to...
09/04/26
Energias Renováveis
Crise energética global impulsiona protagonismo do Brasi...
09/04/26
Pessoas
Alcoa e Posidonia reforçam avanços na equidade de gênero...
08/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23