Corrupção no Rio

Junto com o Maranhão, o Rio é o pior ambiente de negócios do Brasil

Redação/Agência Brasil
06/03/2017 14:09
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O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, disse hoje (6) que os casos de corrupção podem impactar a atividade econômica ao diminuir o desempenho dos setores.

“Nós, do Rio de Janeiro, sabemos muito bem os efeitos danosos e deletérios que o descaso e a corrupção trazem para a nossa sociedade. Ostentamos, juntamente com o estado do Maranhão, o posto de pior ambiente de negócios do Brasil. As principais mazelas e fraudes ocorrem aqui em nosso estado. Precisamos reverter urgentemente esta realidade recuperando este meio degradado que gera tanta descrença e revolta por parte da população”, afirmou Gussem.

O procurador-geral do estado deu a declaração durante o discurso de abertura do seminário de cooperação franco-brasileira Combate ao tráfico de entorpecentes, na sede do Ministério Público estadual, no Rio de Janeiro.

O estado do Rio enfrenta uma grave crise nas contas públicas e decretou estado de calamidade financeira. Desde o ano passado, o governo estadual tem atrasado o pagamento dos servidores e de fornecedores por causa do déficit, que pode chegar a R$ 26,132 bilhões este ano.

Lava-Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participou da abertura do seminário, mas saiu sem falar com a imprensa. Há expectativa de que seja divulgada em breve uma nova lista de investigados pela Procuradoria-Geral da República no âmbito da Operação Lava-Jato após a homologação das delações de 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Janot e sua equipe começaram a trabalhar no fim de janeiro nos pedidos de investigação contra os políticos e empresários citados nos depoimentos de colaboração com a Justiça, mas não há prazo para que eventuais pedidos de investigação ou arquivamento cheguem à Corte.

Nesta segunda-feira, faz dois anos que Janot pediu a abertura de 28 inquéritos no STF sobre 55 investigados na Operação Lava Jato. Na mesma ocasião, foram pedidos sete arquivamentos e alguns declínios de atribuição para outros tribunais. A atuação foi motivada pelo envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro citadas em depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do operador financeiro Alberto Youssef.

Jorge Picciani

O procurador Eduardo Gussem confirmou que a investigação contra o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, por suspeita de enriquecimento ilícito, está sob sigilo.

“O inquérito tornou-se sigiloso porque, por meio de pedidos de conselheiros da relatora que conduz o processo no Conselho Superior do Ministério Público, novas testemunhas estão sendo ouvidas. Para que isso não acabe interferindo nos depoimentos, temporariamente o procurador que está conduzindo o caso resolveu estabelecer o sigilo da condução do processo. Tão logo essa fase seja superada, o processo, obviamente, se tornará público”, disse Gussem.

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