Leilão

Jirau deve ter só 2 consórcios

Jornal do Commercio
07/05/2008 09:03
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Apenas dois consórcios deverão participar do leilão da segunda usina do rio Madeira (RO), Jirau, previsto para acontecer no próximo dia 19. Um dos grupos será formado por Furnas, Cemig e Odebrecht e o outro por Chesf, Eletrosul, Camargo Corrêa e Suez Energy. Em reunião em Brasília ontem, a Eletrobrás pretende bater o martelo para juntar dois consórcios que perderam a disputa no primeiro leilão, da usina de Santo Antônio, e com isso garantir alguma concorrência para Furnas e Odebrecht, que saíram vencedoras.

 

Segundo participantes do segundo consórcio, a idéia é criar mais força para enfrentar Furnas e Odebrecht, parceiras desde 2001 na formação do projeto do complexo hidrelétrico do rio Madeira. As duas empresas, junto com a Cemig e a Andrade Gutierrez, conseguiram comprar a concessão da primeira usina, com capacidade para 3,1 mil megawatts, com deságio de 35% sobre o preço inicial do leilão. Segundo o presidente de Furnas, Luiz Paulo Conde, a oferta para a segunda usina, de 3,3 mil megawatts, poderá ser ainda mais baixa.

 

Para construir uma proposta mais agressiva, o consórcio Energia Sustentável, liderado pela Suez, anunciou, ontem, a realização de um leilão no dia 16 para venda de energia de Jirau no mercado livre, condicionada à vitória do grupo no certame. O vencedor do leilão terá direito a vender 30% dos 1.908 megawatts médios da energia firme de Jirau para o mercado livre.

 

O leilão do consórcio é aberto a consumidores livres e geradores. Para cada participante, será oferecido um valor mínimo de 50 megawatts médios, a serem entregues nos submercados Sul e Sudeste sem distinção de valores entre eles, informou a convocação para o leilão. "Com esse leilão é possível se ter uma idéia de até que preço se pode descer em Jirau", disse uma fonte próxima ao consórcio.

 

Na mesma reunião em que a Eletrobrás vai decidir sobre os consórcios que disputarão Jirau, a estatal também nomeará o engenheiro Flavio Decat, ex-presidente da Eletronuclear durante o governo Fernando Henrique Cardoso, para presidir as sete distribuidoras de energia federalizadas e que serão saneadas pelo governo em vez de privatizadas. Decat será nomeado diretor da Eletrobrás para cumprir essa função, informou uma fonte.

 

Apesar de integrarem o programa de privatização do governo passado, as distribuidoras EletroAcre, Ceron (Rondônia), Manaus Energia, Boavista e CER (Roraima), CEA (Amapá), Cepisa (Piauí) e Ceal (Alagoas) não encontraram interessados e ficaram com a União.

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