Oriente Médio

Irã pretende criar bolsa de petróleo até agosto

Projeto inclui a participação de países integrantes da Opep. Ministro do Petróleo diz esperar ambiente de cooperação com mercados ocidentais.

Redação
23/02/2005 00:00
Visualizações: 403

O governo do Irã está finalizando estudos para lançar sua própria bolsa de negociação de petróleo até agosto, quando termina o mandato do presidente Mohammad Khatami. A informação foi dada pelo Ministro do Petróleo, Bijan Namdar Zanganeh, em entrevista publicada no jornal econômico Sobh-e Eqtesad. "Não existe nenhum obstáculo que nos impeça de lançar nosso mercado de petróleo", afirmou o ministro.
Segundo Zanganeh, o mercado pode representar transações econômicas mais vantajosas, e o petróleo e seus produtos não estão excluídos. "Nosso objetivo é o mercado de óleo cru, mas incluímos os petroquímicos como forma de compensarmos as nossas necessidades", disse.
O plano do governo iraniano é lançar o mais poderoso mercado de negociação do Oriente Médio, com a inclusão dos integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O projeto, uma vez concretizado, representaria o fim da supremacia das praças ocidentais nas transações internacionais de petróleo, mais especificamente a New York Mercantile Exchange (Nymex) e a International Petroleum Exchange (IPE), de Londres.
O ministro iraniano nomeou Mohammad Javad Asemipour como seu assessor especial, com a função de traçar o formato da bolsa de petróleo. "Estamos na fase final de decisões do que será um grande fator de desenvolvimento para nós e para a região", declarou Zanganeh.
Sobre o que a bolsa iraniana de petróleo poderia representar para os negócios da Nymex ou da IPE, o ministro fez questão de desfazer a imagem de ameaça, dizendo esperar um ambiente de cooperação. O otimismo de Bijan Namdar Zanganeh se deve ao fato de o Irã exportar 2,7 milhões de barris de petróleo por dia e produzir 13 milhões de toneladas de produtos petroquímicos. O país detém a segunda maior reserva de petróleo do mundo, ficando atrás apenas da Arábia Saudita.

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