Estimativa

Investimentos vão a US$ 116 bilhões até 2013

Jornal do Commercio
25/05/2009 03:47
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A indústria do petróleo, mesmo com a crise mundial, deve continuar crescendo recebendo investimentos para expansão de capacidade produtiva, segundo planos de investimentos anunciados esse ano. O Brasil terá cerca de US$ 116 bilhões em exploração e produção (E&P) de petróleo no período de 2009 a 2013, estima o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Desta cifra, cerca de US$ 91 bilhões deverão vir da Petrobras 79% do total.

 


Este valor deverá dar intenso movimento a toda a cadeia industrial ligada ao petróleo na semana passada, por exemplo, o diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, avisou que os fornecedores do setor de petróleo vão precisar de no mínimo US$ 5 bilhões em investimentos para atender à crescente demanda vinda das empresas dedicadas à exploração e produção de óleo e gás.

 


Se forem considerados somente os campos da camada do pré-sal, os investimentos das petrolíferas devem chegar a aproximadamente US$ 40 bilhões no período. Deste montante, a Petrobras entraria com aporte de cerca de US$ 28 bilhões (70%) e as outras companhias com aproximadamente US$ 12 bilhões (30%). A descoberta das jazidas de petróleo na região do pré-sal já movimenta diversos segmentos da cadeia produtiva, interessados em lucrar com novas encomendas. Os primeiros requisitados serão os estaleiros, que já sentem a expansão da demanda e a pressa do mercado em gerar infraestrutura para novos projetos. Plataformas e embarcações já estão na linha de montagem.

 


O secretário executivo do IBP, Álvaro Teixeira, afirmou, no entanto, que esses números - sobretudo os que se referem ao pré-sal - tendem a crescer em estimativas futuras do instituto. “A cada revisão dessas projeções para os próximos anos, vamos observar maior peso das reservas do pré-sal em relação às demais províncias produtoras nacionais”, disse.

 


Segundo ele, o ritmo de investimentos nos prospectos da camada deverá permanecer intenso a partir de 2013, o que levará o pré-sal a assumir importância cada vez maior para o setor de petróleo mundial.

 


No que se refere à participação de companhias estrangeiras como investidoras no mercado nacional, duas mudanças fundamentais são esperadas pelo instituto. Por um lado, segundo Teixeira, o volume de recursos dessas empresas vai se expandir em termos absolutos, se comparados aos números atuais. Por outro, no entanto, a participação relativa da Petrobras em aportes totais tende a aumentar, o que levaria a uma diminuição na participação de companhias estrangeiras como empresas operadoras.

 


“O ritmo de investimentos no pré-sal vai permanecer elevado, com potencial para crescimento tanto absoluto como relativo das demais empresas, caso o ambiente regulatório e de negócios permaneça favorável”, afirmou Teixeira. Ele lembrou que o IBP continua aguardando proposta do Governo Federal para a nova regulação da camada pré-sal, além da retomada das licitações nas áreas offshore.

 


De acordo com a professora e especialista em energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Goret Paulo, falar em investimentos em exploração e produção de petróleo para os próximos anos ainda é complicado. Para ela, os custos elevados inerentes aos campos do pré-sal, atrelados à imprevisibilidade da cotação do petróleo, tornam difícil prever gastos, tanto para empresas nacionais quanto estrangeiras.

 


“O importante é a expectativa quanto ao preço do óleo futuro. Dependendo desta variável, podemos inferir se mais reservas se tornarão viáveis para as companhias ou não”, afirmou. A professora não vê, por enquanto, movimentação intensa por parte do mercado como resposta às descobertas no pré-sal. Segundo ela, a crise ainda é um fator determinante para a contenção de gastos e, pelo menos até que haja expressiva recuperação econômica mundial, as empresas continuarão reavaliando seus planos de investimentos no setor.

 


Já na opinião do economista do IBP Felipe Dias, as estimativas de investimentos em exploração e produção de petróleo e gás para os próximos anos contam com uma baixa margem de erro e são, portanto, bastante confiáveis. O motivo, segundo ele, é que os principais projetos a serem desenvolvidos já são conhecidos. “Os volumes de investimento nos próximos anos, com a entrada do pré-sal, serão enormes. Serão mais de US$ 20 bilhões ao ano, em média, cerca de três vezes mais do que aquilo que era investido poucos anos atrás”, afirmou.

 

 

De acordo com o economista, a questão principal a ser compreendida é que o crescimento do setor de petróleo brasileiro e o advento do pré-sal exigirão, além de investimentos elevados em infraestrutura, tecnologia e recursos humanos. Com isso, segundo ele, torna-se necessária uma postura pragmática na definição de um ambiente que favoreça a participação de todos os atores.

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