Petroquímica

Investimentos na indústria química podem somar US$ 167 bilhões até 2020

O crescimento econômico do País, a expansão da indústria de base renovável e o aproveitamento das oportunidades a serem criadas pelo pré-sal, bem como a reversão do déficit na balança comercial de produtos químicos, podem elevar os investimentos na indústria química brasileira, até 2020

Redação/ Agências
21/06/2010 08:15
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O crescimento econômico do País, a expansão da indústria de base renovável e o aproveitamento das oportunidades a serem criadas pelo pré-sal, bem como a reversão do déficit na balança comercial de produtos químicos, podem elevar os investimentos na indústria química brasileira, até 2020, para US$ 167 bilhões.

 

Esses investimentos poderiam criar mais de 2 milhões de empregos e colocar o Brasil na liderança mundial em química verde. As projeções constam do estudo “Pacto Nacional da Indústria Química”, entregue pela Abiquim, nesta sexta-feira (18), ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

 


O estudo tem como base estimativas de crescimento médio do PIB brasileiro de 3%, de 4% e de 5% ao ano nesta década. Para a taxa média de 4% de expansão do PIB, seriam necessários investimentos de US$ 87 bilhões no aumento da capacidade de produção, apenas para acompanhar o crescimento da demanda interna por produtos químicos.

Os investimentos previstos para a eliminação do déficit comercial, que em 2009 foi superior a US$ 15,7 bilhões, são estimados em US$ 45 bilhões. Outros US$ 20 bilhões seriam aplicados no desenvolvimento de uma indústria de base renovável, o que poderia fazer do Brasil o líder mundial em química verde. Estão previstos ainda investimentos de US$ 15 bilhões para a agregação de valor e conteúdo industrial às matérias-primas extraídas do pré-sal.  

 


O estudo, que prevê ainda a aplicação de US$ 32 bilhões em pesquisa e inovação, relaciona os compromissos da indústria química com o desenvolvimento do País, como o de impulsionar o crescimento e a sustentabilidade econômica de longo prazo, a partir da realização de investimentos; desenvolver tecnologias e inovar com produtos e soluções avançadas e elevar os padrões de gestão, de responsabilidade fiscal e de produtividade. Para a concretização dos investimentos previstos, a indústria química solicita a garantia de disponibilidade de matérias-primas competitivas, em preço e volume; a correção das distorções do sistema tributário, melhoria na infraestrutura logística e o apoio decisivo do Estado ao desenvolvimento tecnológico e à inovação, além de maior acesso ao crédito.

 

 


A aplicação das medidas previstas no Pacto traria como benefícios o aumento da atratividade do País para investimentos externos diretos, a redução da vulnerabilidade externa, a agregação de valor aos insumos oriundos do pré-sal, o estímulo ao desenvolvimento do setor de bens de capital, a ampliação do potencial de aproveitamento dos recursos da biomassa, a criação e desenvolvimento de tecnologia e o aumento da importância do Brasil no comércio internacional.

 


A indústria química é o terceiro setor em importância na formação do PIB Industrial do País, com uma participação de 10,3%, segundo os dados do IBGE. Em 2009, o faturamento do setor alcançou US$ 103,3 bilhões.  Com o crescimento previsto para o País nos próximos anos e os investimentos potenciais a serem realizados pelo setor, a indústria química brasileira poderá tornar-se uma das cinco maiores do mundo.

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