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Intervencionismo no setor elétrico do passado acabou, diz Paulo Pedrosa

Redação/Assessoria MME
11/11/2016 09:56
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O Ministério de Minas e Energia (MME) tem trabalhado para reinstitucionalizar o setor de energia elétrica, com regras mais claras e buscando a valorização da lógica econômica, defendeu o secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa, durante debate promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), nesta quinta-feira (10/11), em Brasília. 

Na avaliação de Pedrosa, o intervencionismo do setor elétrico no passado acabou criando sérias distorções. “Nos tornamos viciados em fazer o modelo de promover o bem localizado em troca de distribuir o mal, ou seja, intervenções pontuais que acabaram gerando distorções”, analisou. 

O secretário-executivo acredita que esse modelo intervencionista, apesar de muitas vezes bem intencionado, acabou se esgotando. “Não temos mais os instrumentos do passado. Por isso precisamos atuar em um caminho novo, o modelo anterior não tem mais espaço”, disse. 

Olhando para os desafios, Pedrosa defendeu regras que possam proporcionar um ambiente de negócios atrativo para os investidores. Além disso, segundo ele, é importante enfrentar a questão dos subsídios, que acabam promovendo ineficiências para os agentes do setor. 

Também participaram do debate o presidente do Ipea, Ernesto Lozardo; o reitor da Universidade de Brasília, Ivan Camargo; o sócio da AEA Consultoria, Eduardo Ellery; e o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, Gustavo Luedemann. A mediação da mesa foi feita pelo diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Alexandre Ywata, e pelo diretor do Centro de Estudos em Regulação de Mercados (Cerme/UnB), Paulo Coutinho.

 

 

 

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