Economia

Intenção de investimento das empresas é a menor em 4 anos

85,4% pretendem realizar investimentos.

G1
16/01/2013 10:51
Visualizações: 718

 

Em 2013, 85,4% das empresas industriais pretendem realizar investimentos, valor que, mesmo alto, é o menor em quatro anos, segundo pesquisa realizada entre 25 de outubro e 30 de novembro do ano passado com 584 empresas do país, e divulgada na terça-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A perspectiva de investimentos para 2010, 2011 e 2012, respectivamente, foi de 86,6%, 92% e 86,6%, lembrou a entidade. A série histórica da CNI começa justamente em 2010. De acordo com a CNI, a grande maioria das empresas que pretende investir em 2013 (60%) o fará prioritariamente na continuação de projetos já em andamento. Outros 40% pretendem investir em novos projetos - percentuais praticamente iguais aos informados em 2012.
"Os empresários industriais acreditam que a capacidade instalada [parque industrial já em produção] estará de acordo coma  previsão de demanda para 2013", informou a entidade. Dentre as empresas pesquisadas, 61,8% responderam que sua capacidade produtiva está adequada para atender à demanda prevista, enquanto que 17,9% informaram que a capacidade é "mais do que adequada". "Uma em cada cinco empresas (20,3%) acredita que sua capacidade produtiva está pouco adequada para atender a demanda futura", acrescentou.
Das empresas consultadas, 57,9% pretendem comprar máquinas e equipamentos em 2013, percentual acima dos 45,9% de 2012. Apenas 17,8% vão reduzir a compra de máquinas e equipamentos neste ano, diz o levantamento, enquanto outras 24,4% informaram que vão manter o mesmo ritmo do ano passado. Entretanto, 38,5% dos empresários industriais disseram que pretendem aumentar a aquisição destes produtos no exterior.
Resultado de 2012
A CNI lembra que a mesma pesquisa, realizada no fim de 2011, apontou que 86,6% das empresas informaram que pretendiam realizar investimento no ano passado. Entretanto, segundo a entidade, apenas metade (50,2%) das empresas investiu conforme o planejado - percentual menor do que os 57,8% de 2011.
"A incerteza econômica [44%] continua sendo o maior risco para a não realização do investimento. A reavaliação da demanda [34,7%], ou a elevada ociosidade do parque industrial, foi a segunda razão mais levantada pelas empresas", avaliou a Confederação Nacional da Indústria, observando que o terceiro fator mais apontado foi custo do crédito.
Foco no mercado externo é o menor em 10 anos
O levantamento da CNI mostra ainda que o foco principal das empresas ao realizarem investimentos, com 80,6% de indicações, é somente, ou principalmente, o mercado interno. De acordo com a entidade, apenas 4,7% das empresas pretendem investir, neste ano, para vender seus produtos principalmente no mercado externo.
O chamado "índice de difusão" entre mercado externo e interno recuou para 20,5 pontos para 2013 - o menor percentual em dez anos. Valores acima de 50 pontos, neste caso, indicam foco de investimento no mercado externo, enquanto que, abaixo disso, representam investimentos para venda de produtos no Brasil.

Em 2013, 85,4% das empresas industriais pretendem realizar investimentos, valor que, mesmo alto, é o menor em quatro anos, segundo pesquisa realizada entre 25 de outubro e 30 de novembro do ano passado com 584 empresas do país, e divulgada na terça-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).


A perspectiva de investimentos para 2010, 2011 e 2012, respectivamente, foi de 86,6%, 92% e 86,6%, lembrou a entidade. A série histórica da CNI começa justamente em 2010. De acordo com a CNI, a grande maioria das empresas que pretende investir em 2013 (60%) o fará prioritariamente na continuação de projetos já em andamento. Outros 40% pretendem investir em novos projetos - percentuais praticamente iguais aos informados em 2012.


"Os empresários industriais acreditam que a capacidade instalada [parque industrial já em produção] estará de acordo com a previsão de demanda para 2013", informou a entidade. Dentre as empresas pesquisadas, 61,8% responderam que sua capacidade produtiva está adequada para atender à demanda prevista, enquanto que 17,9% informaram que a capacidade é "mais do que adequada". "Uma em cada cinco empresas (20,3%) acredita que sua capacidade produtiva está pouco adequada para atender a demanda futura", acrescentou.


Das empresas consultadas, 57,9% pretendem comprar máquinas e equipamentos em 2013, percentual acima dos 45,9% de 2012. Apenas 17,8% vão reduzir a compra de máquinas e equipamentos neste ano, diz o levantamento, enquanto outras 24,4% informaram que vão manter o mesmo ritmo do ano passado. Entretanto, 38,5% dos empresários industriais disseram que pretendem aumentar a aquisição destes produtos no exterior.



Resultado de 2012


A CNI lembra que a mesma pesquisa, realizada no fim de 2011, apontou que 86,6% das empresas informaram que pretendiam realizar investimento no ano passado. Entretanto, segundo a entidade, apenas metade (50,2%) das empresas investiu conforme o planejado - percentual menor do que os 57,8% de 2011.


"A incerteza econômica [44%] continua sendo o maior risco para a não realização do investimento. A reavaliação da demanda [34,7%], ou a elevada ociosidade do parque industrial, foi a segunda razão mais levantada pelas empresas", avaliou a Confederação Nacional da Indústria, observando que o terceiro fator mais apontado foi custo do crédito.



Foco no mercado externo é o menor em 10 anos


O levantamento da CNI mostra ainda que o foco principal das empresas ao realizarem investimentos, com 80,6% de indicações, é somente, ou principalmente, o mercado interno. De acordo com a entidade, apenas 4,7% das empresas pretendem investir, neste ano, para vender seus produtos principalmente no mercado externo.


O chamado "índice de difusão" entre mercado externo e interno recuou para 20,5 pontos para 2013 - o menor percentual em dez anos. Valores acima de 50 pontos, neste caso, indicam foco de investimento no mercado externo, enquanto que, abaixo disso, representam investimentos para venda de produtos no Brasil.

 

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