Economia

Inflação teve aceleração em maio e chega a 8,47% em 12 meses

Agência Brasil
11/06/2015 15:01
Inflação teve aceleração em maio e chega a 8,47% em 12 meses Imagem: Divulgação Visualizações: 823

A inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA, teve aceleração em maio, e chega a 8,47% em 12 meses. Se considerado apenas o mês de maio, a alta foi de 0,74% acima da apresentada em abril. O preço da energia elétrica subiu 58,47% em 12 meses. Seu preço avançou 2,77% no mês. Além da energia elétrica, o avanço dos preços dos alimentos e bebidas acelerou de 0,97% em abril para 1,37% em maio.

Determinação e perseverança são necessárias para impedir que a inflação permaneça alta por períodos longos, segundo avaliação do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Neste ano, o comitê reconhece que a inflação deve permanecer elevada, mas diz que a perspectiva de convergência para o centro da meta ao final de 2016 tem se fortalecido. A informação consta da ata da última reunião do Copom, divulgada hoje (11).

No último dia 3, o Copom elevou a taxa básica de juros, a Selic, pela sexta vez seguida para 13,75% ao ano. Com o reajuste, a Selic retornou ao patamar de janeiro de 2009.

As elevações da Selic são tentativas do BC de conter a inflação, que deve estourar o teto da meta para o ano. A projeção do próprio BC indica inflação este ano acima da meta, em 7,9%. A meta de inflação tem como centro 4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, o limite superior é 6,5%.

A taxa básica é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação. Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.

Para o Copom, a inflação está em patamares elevados, principalmente, devido ao processo de ajustes de preços relativos na economia, ou seja, realinhamento de preços domésticos em relação aos internacionais e de administrados em relação aos livres. “O comitê considera ainda que, desde sua última reunião, entre outros fatores, esses ajustes de preços relativos na economia tornaram o balanço de riscos para a inflação desfavorável para este ano”, destacou o comitê.

“Nesse contexto, conforme antecipado em notas anteriores, esses ajustes de preços fazem com que a inflação se eleve no curto prazo e tenda a permanecer elevada em 2015, necessitando determinação e perseverança para impedir sua transmissão para prazos mais longos”, acrescentou. O comitê destacou ainda que pode e deve conter os efeitos dos ajustes de preços. Nesse cenário, o comitê reafirmou que a política monetária deve manter-se vigilante.

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