Inflação

Inflação sobe para 7,56% este ano, segundo instituições financeiras


10/02/2016 12:50
Inflação sobe para 7,56% este ano, segundo instituições financeiras Imagem: Divulgação Visualizações: 552

No sexto ajuste seguido, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 7,26% para 7,56%. Para 2017, a estimativa sobe por quatro semanas consecutivas. Desta vez, passou de 5,80% para 6%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

As estimativas de inflação estão distantes do centro da meta, de 4,5%, e neste ano supera o teto, de 6,5%. O limite superior da meta em 2017 é 6%.

Depois da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de o BC de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano, os analistas não esperam mais por aumento dos juros básicos em 2016. A mediana das expectativas (que desconsidera os extremos nas projeções) para o final de 2016 segue em 14,25% ao ano. Em 2017, a expectativa é de que a Selic seja reduzida e encerre o período em 12,50% ao ano. A projeção anterior era 12,75% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu de 7% para 7,72% este ano. A estimativa para 2017 segue em 5,50%. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,18% para 7,29% este ano, e de 5,49% para 5,50% em 2017.

A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), foi alterada de 6,27% para 7,% em 2016. Para o próximo ano, a projeção subiu de 5,18% para 5,30%.

A projeção para os preços administrados permanece em 7,70% este ano e em 5,50% em 2017.

Atividade econômica

Além de inflação alta, as instituições financeiras projetam retração da economia em 2016. A estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, piorou pela terceira vez seguida, ao passar de 3,01% para 3,21%. Para 2017, as instituições financeiras esperam por uma recuperação da economia, mas a projeção de crescimento está cada vez menor. No terceiro ajuste seguido, a estimativa de expansão foi alterada de 0,70% para 0,60%.

A projeção para a retração da produção industrial este ano passou de 3,80% para 4%. Em 2017, o setor deve se recuperar, com projeção de crescimento de 1,5%, a mesma há duas semanas.

Contas externas

A estimativa para o déficit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços do país com o mundo, passou de US$ 33,55 bilhões para US$ 33 bilhões este ano, e de US$ 27,25 bilhões para US$ 28 bilhões em 2017. A projeção para o superávit comercial (exportações maiores que importações) foi alterada de US$ 37,90 bilhões para US$ 36,35 bilhões este ano, e de US$ 40 bilhões para US$ 39,3 bilhões em 2017.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 4,35, ao fim de 2016, e em R$ 4,40 ao fim de 2017.

Na avaliação das instituições financeiras, o investimento direto no país (recursos estrangeiros que vão para o setor produtivo) deve chegar a US$ 55 bilhões este ano e a US$ 60 bilhões em 2017.

A projeção para a dívida líquida do setor público passou de 40% para 40,2% do PIB este ano. Para 2017, a expectativa é que essa relação fique em 43% do PIB.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Portos do Sudeste movimentam 635 milhões de toneladas at...
12/01/26
Negócio
Vallourec conquista contrato expressivo com a Shell no B...
12/01/26
Brasil e Venezuela
Petróleo venezuelano vira peça-chave da disputa geopolít...
12/01/26
Combustíveis
Etanol mantém trajetória de alta no início de 2026, apon...
12/01/26
Navegação
Shell obtém licença inédita como Empresa Brasileira de N...
09/01/26
Resultado
Petróleo é o principal produto da exportação brasileira ...
09/01/26
Petrobras
Revap irá ampliar em 80% produção de diesel S-10
09/01/26
Reconhecimento
ENGIE Brasil obtém nota máxima no CDP, entidade global q...
08/01/26
Ceará
Empresas cearenses lideram projeto H2MOVER-Pecém, seleci...
07/01/26
Apoio Marítimo
Ambipar realiza mais de 600 atendimentos no ano em respo...
06/01/26
Santos
Petrobras celebra 20 anos da Unidade da Bacia de Santos
06/01/26
Bacia de Pelotas
TGS disponibiliza aplicativo de segurança marítima para ...
06/01/26
Diesel
Petrobras e Vale avançam com parceria no fornecimento de...
05/01/26
ANP
Em novembro o Brasil produziu 4,921 milhões de barris boe/d
05/01/26
Negócio
KPMG: fusões e aquisições em petróleo têm recuo de quase...
05/01/26
Etanol
Anidro e hidratado iniciam o ano em alta pelo Indicador ...
05/01/26
Pré-Sal
Com a FPSO P-78, Petrobras inicia produção de Búzios 6
02/01/26
Pré-Sal
Seatrium conquista primeiro marco do escopo completo da ...
02/01/26
Biometano
Edge e Orizon obtêm autorização da ANP para comercializa...
02/01/26
Biodiesel
ANP prorroga suspensão da comercialização de biodiesel e...
30/12/25
Portos
Governo Federal aprova estudos finais para arrendamento ...
30/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.