Segurança

Indústria químicas e petroquímicas requerem plano executivo preventivo para minimizar os riscos de acidentes de grandes proporções

Redação TN Petróleo/Assessoria
27/12/2022 13:11
Indústria químicas e petroquímicas requerem plano executivo preventivo para minimizar os riscos de acidentes de grandes proporções Imagem: Divulgação Visualizações: 2009

Os incêndios estruturais tradicionalmente acontecem devido à diversos fatores: qualidade de equipamento, falta de manutenção, erros de projetos e de instalação, falta de treinamento de mão de obra, etc. As principais causas estão ligadas à sobrecarga elétrica, curto-circuito e superaquecimento; combustão espontânea; líquidos ou gases inflamáveis com risco de contato com fonte de calor; centelha ou faísca exposta em ambientes com materiais combustíveis. Porém, se a empresa dispor de um plano executivo de prevenção e detecção e alarme de incêndio completo e atuante, as chances de detectar os focos iniciais e controlá-los são maiores, evitando danos à vida e ao patrimônio.

Para o diretor de Negócios de Incêndio e Segurança da Carrier Fire & Security para América Latina, Ignácio De La Rosa, um plano executivo com dimensionamentos assertivos pode ajudar a reduzir estes incidentes. “Em alguns casos, os processos projetados já estão obsoletos, necessitam de uma modernização e de uma manutenção preventiva ativa. Um dos problemas mais recorrentes se refere à qualidade da instalação e dos equipamentos, que muitas vezes estão subdimensionados”, explica.

Segundo De La Rosa, a continuidade dos processos é essencial, para que a empresa possa oferecer segurança aos seus colaboradores e seu negócio esteja seguro. “Se a empresa possui um plano de mitigação de riscos, uma equipe treinada, manutenção preventiva ativa, estoque de peças, as chances de acontecer um incidente podem ser menores. Ou seja, evita a interrupção abrupta do funcionamento do sistema e prejuízo para a empresa”. Veja abaixo algumas dicas:

Modernização de equipamentos e sistema de combate ao incêndio: Muitos gestores ficam com dúvidas na hora de fazer a modernização de seus equipamentos e sistema de combate ao incêndio. A maioria não sabe se deve realizar a modernização com a fabricante do equipamento ou se pode trocar de fornecedor. A resposta é: depende. Se o fornecedor tiver disponibilidade para realizar a integração com os sistemas existentes, não há restrição. Caso contrário, somente com o fabricante.

Cuidado elevado com as indústrias químicas e petroquímicas: É um setor que investe muito em segurança de combate ao incêndio. Porém, são necessários cuidados redobrados, principalmente, por possuírem grande quantidade estocada de material volátil e por produzirem substâncias que, devido à sua composição química, podem gerar gases tornando a atmosfera explosiva. Qualquer incidência pode ocasionar danos ao meio ambiente e comprometer a segurança das pessoas.

Falha no sistema de combate ao incêndio: Em muitos casos, as falhas acontecem devido a três fatores: erro humano, falta de manutenção nos equipamentos ou não há conhecimento de manuseio. Caso contrário, é difícil acontecer. Mas é preciso, sempre, uma manutenção preventiva em todos os equipamentos e que sejam inspecionados e controlados periodicamente.

Este tipo de indústria requer muita atenção da equipe, principalmente, pela alta concentração de produtos inflamáveis, e onde há acúmulo de energia, o potencial explosivo é muito grande; supersuperaquecimento, curtos-circuitos, etc, que contribuem, para uma situação de risco; vazamento de líquidos e gases inflamáveis, seja no transporte ou no armazenamento.

Portanto, é importante a contratação de uma empresa idônea, como a Carrier, com produtos de alta qualidade e segurança, reconhecidas por órgãos competentes para realizar os processos.

Causa de incêndio - Subdimensionamento: é uma das principais causas de incêndio, ou seja, ou ele protege por pouco tempo ou não é projetado para proteger a área total. Para esta situação ficar mais lúcida, vamos entender, de forma sucinta, como deve ser um sistema de resfriamento de um tanque de combustível. Primeiro, o sistema deve proteger todo o tanque e resfriá-lo pelo tempo que for necessário até que o fogo se apague. Outro fator importantíssimo: do lado deste tanque, é necessário que tenha um sistema de espuma específico, com a quantidade correta para combater o incêndio de forma eficaz. Isto só é possível se a empresa dispor de um projeto de dimensionamento correto e funcional.

Portanto, é imprescindível que o fornecedor desenvolva um projeto executivo detalhado, onde são sinalizados cada ponto, cada necessidade. A empresa contratante precisa entender a funcionalidade total do sistema e respeitar todos os pontos evidenciados, para que reduza, ao máximo, as chances de acontecer um incêndio e, caso ocorra, é possível controlá-lo com mais eficiência e assertividade.

Para finalizar, Ignácio ressalta que, as empresas, de um modo geral, têm se preocupado mais com seus processos de combate ao incêndio. “Mas sinto que precisamos de mais conscientização, de adotar tecnologias avançadas, de realizar uma manutenção preventiva e treinar com efetividade as pessoas que estão envolvidas no processo”.

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