Navalshore 2013

Indústria naval brasileira ainda precisa de competitividade

Avaliação foi feita por instituições no segundo dia do evento.

Revista TN Petróleo, Redação
15/08/2013 12:46
Indústria naval brasileira ainda precisa de competitividade Imagem: Presidente da Abenav, Augusto Mendonça. Divulgação Visualizações: 584

 

Essa foi a avaliação dos palestrantes do primeiro painel de ontem (14) na Navalshore 2013. De acordo com representantes da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e Caixa, a indústria naval brasileira está preparada para atender todas demandas dos próximos anos, mas ainda falta competitividade para que toda a cadeia de suprimento se desenvolva melhor. A questão do conteúdo local foi outro tema debatido na ocasião.
Augusto Mendonça, presidente da Abenav, disse que o Brasil está vivendo um momento mágico no setor de óleo e gás: "Há mercado com oportunidades, o governo está incentivando, a Petrobras está apoiando, o sistema financeiro está participando, os políticos estão se envolvendo e a indústria internacional quer vir para o país de diversas formas. Nossa indústria está estruturalmente preparada".
Entretanto, o executivo ressalta que é preciso ainda ter competitividade nos estaleiros, fornecedores de equipamentos e materiais, etc. "A competitividade deve se estender a toda a cadeia de produção e fornecimento", enfatiza.
Mendonça comentou sobre a grande mudança na questão de conteúdo local desde as primeiras rodadas de licitações. Da 1ª à 4ª, o conteúdo local era livre, depois na 5ª e 6ª foi introduzido o conteúdo local mínimo e posteriormente, da 7ª à 10ª rodadas, passou-se a exigir dos bens e serviços mais de 65% de conteúdo local certificados por terceiros.
"Não temos problemas para atingir o conteúdo local exigidos. Podemos observar isso nos navios petroleiros que já construímos com 70% de conteúdo local, mais de 60% nos barcos de apoio e 64% em plataformas. Nosso foco é atingir o conteúdo local com competitividade. O momento agora é de empreender", indica o presidente da Abenav.
Marcelo Mafra, coordenador de conteúdo local da ANP, disse que depois de consolidado a aplicação do conteúdo local, o próximo passo é de investir em sustentabilidade e competitividade. Segundo ele, a busca pela implantação de um conceito de cluster indutrial envolvendo o segmento é o caminho ideal para que as empresas vivenciem um ambiente de previsibilidade de demanda, já que planejamento não tem sido o forte da cadeia nacional e óleo e gás.
Mafra afirmou ainda que a certificação é uma estratégia de apuração de conteúdo local de longo prazo, sendo uma vantagem competitiva para o mercado. "Neste segundo trimestre batemos o recorde de 34.000 certificações. Os dados da certificação são elementos indutores de políticas de desenvolvimento", informou.
De acordo com o representante da ANP, ainda é necessário a redução do Custo Brasil, a integração da cadeia de suprimentos, investimento em infra-estrutura e pesquisa e desenvolvimento (P&D), modernização das relações entre universidades e cadeia supridora e alavancagem da inovação em áreas foco do setor.
Na ocasião, participaram também das discussões, Cesar Prata, presidente da Abimaq e Antonio Gil Padilha, superintendente executivo da Secretaria de Petróleo, Gás e Indústria Naval da Caixa. 
Padilha considerou ainda como gargalos da cadeia de fornecedores do setor: a capacidade de produção, mão de obra qualificada, carga tributária e preços competitivos. Quatro anos após entrar oficialmente na indústria naval, a Caixa já liberou R$ 5 bilhões em créditos para empresas do setor. Além desses recursos, a Caixa ainda tem R$ 1 bilhão em fase de aprovação.

Essa foi a avaliação dos palestrantes do primeiro painel de ontem (14) na Navalshore 2013. De acordo com representantes da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e Caixa, a indústria naval brasileira está preparada para atender todas demandas dos próximos anos, mas ainda falta competitividade para que toda a cadeia de suprimento se desenvolva melhor. A questão do conteúdo local foi outro tema debatido na ocasião.


Augusto Mendonça, presidente da Abenav, disse que o Brasil está vivendo um momento mágico no setor de óleo e gás: "Há mercado com oportunidades, o governo está incentivando, a Petrobras está apoiando, o sistema financeiro está participando, os políticos estão se envolvendo e a indústria internacional quer vir para o país de diversas formas. Nossa indústria está estruturalmente preparada".


Entretanto, o executivo ressalta que é preciso ainda ter competitividade nos estaleiros, fornecedores de equipamentos e materiais, etc. "A competitividade deve se estender a toda a cadeia de produção e fornecimento", enfatiza.


Mendonça comentou sobre a grande mudança na questão de conteúdo local desde as primeiras rodadas de licitações. Da 1ª à 4ª, o conteúdo local era livre, depois na 5ª e 6ª foi introduzido o conteúdo local mínimo e posteriormente, da 7ª à 10ª rodadas, passou-se a exigir dos bens e serviços mais de 65% de conteúdo local certificados por terceiros.


"Não temos problemas para atingir o conteúdo local exigidos. Podemos observar isso nos navios petroleiros que já construímos com 70% de conteúdo local, mais de 60% nos barcos de apoio e 64% em plataformas. Nosso foco é atingir o conteúdo local com competitividade. O momento agora é de empreender", indica o presidente da Abenav.


Marcelo Mafra, coordenador de conteúdo local da ANP, disse que depois de consolidado a aplicação do conteúdo local, o próximo passo é de investir em sustentabilidade e competitividade. Segundo ele, a busca pela implantação de um conceito de cluster indutrial envolvendo o segmento é o caminho ideal para que as empresas vivenciem um ambiente de previsibilidade de demanda, já que planejamento não tem sido o forte da cadeia nacional e óleo e gás.


Mafra afirmou ainda que a certificação é uma estratégia de apuração de conteúdo local de longo prazo, sendo uma vantagem competitiva para o mercado. "Neste segundo trimestre batemos o recorde de 34.000 certificações. Os dados da certificação são elementos indutores de políticas de desenvolvimento", informou.


De acordo com o representante da ANP, ainda é necessário a redução do Custo Brasil, a integração da cadeia de suprimentos, investimento em infra-estrutura e pesquisa e desenvolvimento (P&D), modernização das relações entre universidades e cadeia supridora e alavancagem da inovação em áreas foco do setor.


Na ocasião, participaram também das discussões, Cesar Prata, presidente da Abimaq e Antonio Gil Padilha, superintendente executivo da Secretaria de Petróleo, Gás e Indústria Naval da Caixa. 


Padilha considerou ainda como gargalos da cadeia de fornecedores do setor: a capacidade de produção, mão de obra qualificada, carga tributária e preços competitivos. Quatro anos após entrar oficialmente na indústria naval, a Caixa já liberou R$ 5 bilhões em créditos para empresas do setor. Além desses recursos, a Caixa ainda tem R$ 1 bilhão em fase de aprovação.

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