Projeção

Indústria de transformação deve crescer com menos intensidade

Projeção da Fiesp é para 2014.

Agência Brasil
11/12/2013 09:57
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Depois de fechar 2013 com resultados que apontam para a plena recuperação do recuo de 2,4% registado no ano passado, a indústria de transformação deverá ser a única do segmento industrial a ter, em 2014, crescimento em nível inferior ao deste ano. Conforme projeção do Departamento de Estudos Econômicos Econômicos da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), o crescimento no próximo ano pode alcançar 2%.
Ao fazer ontem (10) o anúncio, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, atribuiu a redução no ritmo de atividade a uma demanda menos aquecida no mercado interno, combinada com maior dificuldade no acesso ao crédito. Pelos cálculos da Fiesp, o consumo das famílias deve registrar, neste ano, aumento de 2,3% e de 2,2%, no próximo exercício, ante percentuais que vinham oscilando acima de 5% entre 2006 e 2010.
Em direção contrária, ressaltou Skaf, as exportações tendem a ganhar mais expressividade tanto em função da valorização do dólar quanto da própria recuperação das economias dos Estados Unidos e da Europa. Para este ano, ele estimou que as vendas externas tenham expansão de 1,2% e, para 2014, algo em torno de 3,4%.
Embora, em 2013, o setor manufatureiro  tenha evoluído favoravelmente, Skaf observou que o Brasil encerra o ano com desempenho mais fraco do que a média alcançada pelos países latino-americanos. ”Vamos ficar atrás da América Latina, que deve crescer 2,7% e isso deve ocorrer, novamente, em 2014”.
Skaf salientou que, comparado ao PIB [Produto Interno Bruto] mundial, previsto em 2,2% pelo Banco Mundial, o país ficará à frente. Mas, se for levada em conta a projeção de aumento de 2,9%, feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil crescerá menos.
Na média, o aumento do PIB da indústria foi estimado em 2,2% neste ano e 2%, no próximo, com destaque para a atividade extrativa mineral, com resultado negativo de 2,7% neste ano e previsão de alta de 4,3% para 2014. Para Skaf, embora a indústria de transformação tenha se tornado mais competitiva, ainda enfrenta situação desfavorável em relação à concorrência externa por causa dos custos de produção mais elevados.
Ele criticou a decisão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de reajustar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com taxa bem acima da inflação e manifestou expectativa de que a Justiça paulista conceda liminar contra o aumento. O parecer sobre a ação direita de inconstitucionalidade (Adin), impetrada pela Fiesp, deve sair amanhã (11). Na opinião de Skaf, o dinheiro que a prefeitura espera arrecadar com o aumento poderia ser obtido com a recuperação dos recursos desviados no esquema de fraudes do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Depois de fechar 2013 com resultados que apontam para a plena recuperação do recuo de 2,4% registado no ano passado, a indústria de transformação deverá ser a única do segmento industrial a ter, em 2014, crescimento em nível inferior ao deste ano. Conforme projeção do Departamento de Estudos Econômicos Econômicos da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), o crescimento no próximo ano pode alcançar 2%.

Ao fazer ontem (10) o anúncio, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, atribuiu a redução no ritmo de atividade a uma demanda menos aquecida no mercado interno, combinada com maior dificuldade no acesso ao crédito. Pelos cálculos da Fiesp, o consumo das famílias deve registrar, neste ano, aumento de 2,3% e de 2,2%, no próximo exercício, ante percentuais que vinham oscilando acima de 5% entre 2006 e 2010.

Em direção contrária, ressaltou Skaf, as exportações tendem a ganhar mais expressividade tanto em função da valorização do dólar quanto da própria recuperação das economias dos Estados Unidos e da Europa. Para este ano, ele estimou que as vendas externas tenham expansão de 1,2% e, para 2014, algo em torno de 3,4%.

Embora, em 2013, o setor manufatureiro  tenha evoluído favoravelmente, Skaf observou que o Brasil encerra o ano com desempenho mais fraco do que a média alcançada pelos países latino-americanos. ”Vamos ficar atrás da América Latina, que deve crescer 2,7% e isso deve ocorrer, novamente, em 2014”.

Skaf salientou que, comparado ao PIB [Produto Interno Bruto] mundial, previsto em 2,2% pelo Banco Mundial, o país ficará à frente. Mas, se for levada em conta a projeção de aumento de 2,9%, feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil crescerá menos.

Na média, o aumento do PIB da indústria foi estimado em 2,2% neste ano e 2%, no próximo, com destaque para a atividade extrativa mineral, com resultado negativo de 2,7% neste ano e previsão de alta de 4,3% para 2014. Para Skaf, embora a indústria de transformação tenha se tornado mais competitiva, ainda enfrenta situação desfavorável em relação à concorrência externa por causa dos custos de produção mais elevados.

Ele criticou a decisão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de reajustar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com taxa bem acima da inflação e manifestou expectativa de que a Justiça paulista conceda liminar contra o aumento. O parecer sobre a ação direita de inconstitucionalidade (Adin), impetrada pela Fiesp, deve sair amanhã (11). Na opinião de Skaf, o dinheiro que a prefeitura espera arrecadar com o aumento poderia ser obtido com a recuperação dos recursos desviados no esquema de fraudes do Imposto Sobre Serviços (ISS).

 

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