Setor Elétrico

Impacto de alta do diesel em térmicas é pequeno

O parque total de térmicas do Brasil é de 20 mil MW.

Reuters
10/11/2014 09:34
Visualizações: 474

 

O Operador Nacional do Sistema (ONS) espera que o custo da energia térmica no Brasil cresça nos próximos meses depois do aumento no preço do diesel, anunciado pela Petrobras na noite de quinta-feira. O diretor-geral do órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), Hermes Chipp, afirmou que o reajuste no preço do diesel afetará principalmente térmicas do Nordeste, num total de cerca de 3.000 megawatts. O parque total de térmicas do Brasil é de 20 mil MW.
“Haverá impacto, mas será pequeno. Não temos muita térmica a diesel; a maioria é a gás”, disse ele, sem mensurar quanto poderia ser esse impacto e quanto poderia ser repassado para as tarifas de energia.
Chipp acrescentou que por enquanto não há “nenhuma perspectiva” de se desligar térmicas enquanto as chuvas “não vierem firmes para recuperar reservatórios” das hidrelétricas. Ele afirmou que o ONS já começou a liberar vazões de hidrelé-tricas que vinham sendo preservadas durante a estiagem. Esses são os casos de usinas como Emborcação e Nova Ponte, ambas em Minas Gerais.
“Seguramos no período seco e já começamos a soltar os reservatórios de cabeceira nessa virada do período seco para o úmido”, disse o diretor-geral do ONS.
Chipp afirmou que a previsão do ONS é que o verão de 2014/2015 será menos intenso que o verão de 2013/2014. Se isso se confirmar, o pico de carga de energia será menor no próximo verão que um ano antes. “Se a temperatura for elevada, e a expectativa é que não seja tanto quanto o ano passado, o pico de carga será menor”, afirmou ele.
Chipp reiterou que não há risco de racionamento de energia no País. Na quarta-feira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) elevou para 5% o risco de déficit de energia em 2015 no Sudeste e Centro-Oeste, atingindo assim o risco máximo tolerável no sistema. No mês passado, o CMSE estimava esse risco em 4,7%.
Carga
O ONS estima que o nível de represas de hidrelétricas Sudeste cairá para 15% no fim deste mês. A previsão na semana passada era de 15,5%. Ao mesmo tempo,prevê que as chuvas no Sudeste deverão ficar a 69% da média histórica no próximo mês, numa redução ante o nível estimado na semana passada, de 7%. Os dados constam do relatório Programa Mensal de Operação (PMO). Já sobre o consumo de carga de energia na região, a expectativa do ONS é de que subirá 2,3%, numa expansão em relação aos 1,8% previsto em relatório divulgado na sexta-feira retrasada.
Para o Nordeste, a expectativa para o fim do mês é de chuvas a 38 por cento da média histórica de novembro, represas a 11,5 por cento e consumo de carga avançando 4,7%. Segundo a expectativa do ONS, a previsão de carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) do País é de crescimento de 2,9% no final de novembro ante estimativa da semana passada de aumento de 2,6%.
Atualmente, o nível das hidrelétricas do Sudeste é pior que o registrado ao final de outubro de 2000, ano pré-racionamento, e especialistas do setor têm alertado que há grande risco de racionamento em 2015 se não chover perto das médias históricas durante o período úmido.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) espera que o custo da energia térmica no Brasil cresça nos próximos meses depois do aumento no preço do diesel, anunciado pela Petrobras na noite de quinta-feira.

O diretor-geral do órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), Hermes Chipp, afirmou que o reajuste no preço do diesel afetará principalmente térmicas do Nordeste, num total de cerca de 3.000 megawatts.

O parque total de térmicas do Brasil é de 20 mil MW.

“Haverá impacto, mas será pequeno. Não temos muita térmica a diesel; a maioria é a gás”, disse ele, sem mensurar quanto poderia ser esse impacto e quanto poderia ser repassado para as tarifas de energia.

Chipp acrescentou que por enquanto não há “nenhuma perspectiva” de se desligar térmicas enquanto as chuvas “não vierem firmes para recuperar reservatórios” das hidrelétricas.

Ele afirmou que o ONS já começou a liberar vazões de hidrelé-tricas que vinham sendo preservadas durante a estiagem. Esses são os casos de usinas como Emborcação e Nova Ponte, ambas em Minas Gerais.

“Seguramos no período seco e já começamos a soltar os reservatórios de cabeceira nessa virada do período seco para o úmido”, disse o diretor-geral do ONS.

Chipp afirmou que a previsão do ONS é que o verão de 2014/2015 será menos intenso que o verão de 2013/2014.

Se isso se confirmar, o pico de carga de energia será menor no próximo verão que um ano antes. “Se a temperatura for elevada, e a expectativa é que não seja tanto quanto o ano passado, o pico de carga será menor”, afirmou ele.

Chipp reiterou que não há risco de racionamento de energia no País. Na quarta-feira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) elevou para 5% o risco de déficit de energia em 2015 no Sudeste e Centro-Oeste, atingindo assim o risco máximo tolerável no sistema. No mês passado, o CMSE estimava esse risco em 4,7%.

Carga

 O ONS estima que o nível de represas de hidrelétricas Sudeste cairá para 15% no fim deste mês. A previsão na semana passada era de 15,5%. Ao mesmo tempo,prevê que as chuvas no Sudeste deverão ficar a 69% da média histórica no próximo mês, numa redução ante o nível estimado na semana passada, de 7%.

Os dados constam do relatório Programa Mensal de Operação (PMO). Já sobre o consumo de carga de energia na região, a expectativa do ONS é de que subirá 2,3%, numa expansão em relação aos 1,8% previsto em relatório divulgado na sexta-feira retrasada.

Para o Nordeste, a expectativa para o fim do mês é de chuvas a 38 por cento da média histórica de novembro, represas a 11,5 por cento e consumo de carga avançando 4,7%.

Segundo a expectativa do ONS, a previsão de carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) do País é de crescimento de 2,9% no final de novembro ante estimativa da semana passada de aumento de 2,6%.

Atualmente, o nível das hidrelétricas do Sudeste é pior que o registrado ao final de outubro de 2000, ano pré-racionamento, e especialistas do setor têm alertado que há grande risco de racionamento em 2015 se não chover perto das médias históricas durante o período úmido.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Leilão
PPSA comercializa cargas de Atapu e de Bacalhau em junho
18/05/26
Participação especial
Valores referentes à produção do primeiro trimestre de 2...
18/05/26
Apoio Offshore
Petrobras assina contrato de R$ 11 bilhões para construç...
18/05/26
Logística
Wilson Sons planeja expansão do Tecon Rio Grande para at...
18/05/26
Combustíveis
Etanol mantém baixa na semana, mas Paulínia esboça reaçã...
18/05/26
Fertilizantes
Fafen celebra retomada da produção de fertilizantes na Bahia
18/05/26
Conteúdo Local
ANP abre consulta prévia sobre regras de preferência a f...
15/05/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
15/05/26
Descomissionamento
ANP aprova realização de consulta e audiência públicas p...
15/05/26
Resultado
Vallourec registra alta eficiência operacional no Brasil...
15/05/26
Energia Elétrica
Encontro das Indústrias do Setor Elétrico reúne mais de ...
15/05/26
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Hidrogênio
ANP e OCDE realizam wokshop sobre gerenciamento de risco...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Resultado
No primeiro trimestre de 2026 Petrobras registra lucro l...
13/05/26
Biometano
CNPE fixa meta inicial de 0,5% para biometano no gás nat...
13/05/26
Mão de Obra
Setor de Óleo & Gás enfrenta apagão de talentos diante d...
13/05/26
Evento
"Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira", diz...
13/05/26
Evento
Tauil & Chequer Advogados associado a Mayer Brown realiz...
13/05/26
Combustíveis
ANP fará consulta e audiência públicas sobre serviço de ...
12/05/26
Evento
IBP promove evento em São Paulo para debater futuro da e...
12/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23