Transição Energética

IBP reúne especialistas para debater a transição energética

No evento em parceria com a EPE, agentes do setor reforçam os diferenciais competitivos do Brasil em renováveis

Redação/Assessoria
02/05/2019 21:35
IBP reúne especialistas para debater a transição energética Imagem: Divulgação IBP Visualizações: 1796

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), promoveu na última quinta-feira (25/04) a primeira edição do Ciclo de Debates para a Transição Energética. Com foco na transição para uma economia de baixo carbono, o evento reuniu especialistas para debater dois dos principais desafios globais da atualidade: o panorama da transição energética e a geopolítica da energia. Para José Firmo, presidente do IBP, discussões desse tipo criam oportunidades para o setor.

 “Da mesma forma que o Brasil decidiu estrategicamente abrir o mercado de exploração e produção, que trouxe resultados significativos, precisamos, enquanto país, debater a inserção do gás natural na matriz energética. O Brasil ainda não encontrou um modelo eficaz para que o gás também seja usado como combustível”, afirmou Firmo. “Temos uma oportunidade, porém, de aproveitar o gás associado a ser produzido nos próximos cinco anos, por exemplo, para a reindustrialização do Brasil”, complementou.

 O contínuo crescimento da produção de petróleo no Brasil reforça essa oportunidade. Segundo o diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, José Mauro Coelho, a produção de petróleo brasileira dobrará nos próximos anos, alcançando 5 milhões de barris diários em 2030. “A expectativa é que o Brasil exporte cerca de 3 milhões de barris diários de petróleo no fim da década. Mas por outro lado, também temos um diferencial competitivo em biocombustíveis. A produção de etanol deve crescer, atingindo 49 bilhões de litros por ano em 2030, ante os atuais 34 bilhões de litros. Assim como a produção de biodiesel aumentará, passando de 5,4 bilhões de litros para 11 bilhões de litros”, explicou Coelho.

 Ainda que o movimento de transição energética se dê de forma lenta, ao longo de muitos anos, o Brasil tem a vantagem de já contar com uma matriz energética renovável. De acordo com Luiz Augusto Barroso, presidente da consultoria PSR, os pilares de renovabilidade da matriz nacional – hidrelétrica, eólica e solar – se complementam e formam um portfólio diferenciado do restante do mundo. “A base da nossa matriz energética é a meta que muitos países sonham em alcançar em anos. O grande desafio nesse momento é encontrar modelos de negócios, de financiabilidade e de regulação para a transição energética”, disse Barroso.

 Já Alexandre Szklo, professor-associado do programa de planejamento energético da COPPE/UFRJ, acredita que o Brasil tem grandes vantagens competitivas em relação a outros mercados, mas que o papel do país nessa transição energética mundial passa pela necessidade de ser ter políticas de Estado para o setor, e não de governo. “Temos uma matriz energética com grande potencial. Só precisamos traçar o caminho para onde precisamos e queremos chegar”, pontuou Szklo.

 Iniciativas do mercado

As empresas do setor de petróleo e gás já vêm se preparando para a transição energética, investindo em outras fontes além do petróleo e se posicionando como companhias de energia. Segundo Flávio Rodrigues, diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Shell, o investimento anual da petroleira é de cerca de US$ 25 bilhões, sendo que aproximadamente US$ 2 bilhões são destinados a novas energias.

Para o executivo a principal competência necessária para que as empresas originalmente de petróleo e gás se tornem mais completas é o entendimento da realidade local. “A partir da capacitação de pessoal para um maior entendimento de questões como a regulação e mercado locais é possível tomar decisões mais assertivas”, garantiu Rodrigues.

A próxima edição do Ciclo de Debates para a Transição Energética, em junho, abordará a questão das mudanças climáticas. No total, serão cinco encontros ao longo do ano focados nos desafios da transição.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BOGE 2026
BRAVA Energia marca presença no Bahia Oil & Gas Energy 2...
27/05/26
IBP
Brasil pode ampliar protagonismo como fornecedor global ...
27/05/26
Etanol de milho
Etanol de milho avança no país e muda a dinâmica de merc...
27/05/26
Parceria
Grupo Bravante anuncia associação à Abeemar e reforça co...
27/05/26
Firjan
No Dia da Indústria 2026, Firjan anuncia medidas para im...
27/05/26
Investimentos
Petrobras e Transpetro anunciam investimentos de R$ 2,8 ...
27/05/26
Negócio
Vallourec conquista importantes contratos de line pipe c...
25/05/26
Bahia
Desenvolvimento Econômico impulsiona industrialização e ...
25/05/26
BOGE 2026
John Crane lança Performance Plus™ para otimizar manuten...
25/05/26
BOGE 2026
Começa nesta quarta (27) o maior evento de petróleo e gá...
25/05/26
BOGE 2026
Com produção em alta, independentes lideram debates na B...
25/05/26
Combustível
Etanol fecha a semana em recuperação moderada, mas merca...
25/05/26
ANP
Workshop debate dinamização da exploração de petróleo e ...
22/05/26
BOGE 2026
ANP participa do Bahia Oil & Gas Energy 2026, em Salvador
22/05/26
Etanol
Com aumento na oferta, preço do etanol acelera queda e a...
22/05/26
Negócio
NUCLEP celebra 46 anos com a assinatura de novo contrato...
22/05/26
Energia Elétrica
ANEEL homologa leilões de reserva de capacidade na forma...
22/05/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente: ANP abre 6º ciclo para concessão e 4º...
22/05/26
Saúde, Segurança e Meio Ambiente
IBP debate impactos da revisão da NR-1 sobre saúde menta...
21/05/26
Energia elétrica
TAESA anuncia a aquisição de cinco concessões de transmi...
21/05/26
Meio Ambiente
WCA completa primeiro ano ampliando debates sobre mercad...
21/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25