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IBP discute o cenário macroeconômico global e os impactos no setor de energia

Economistas da FGV IBRE compartilharam suas visões na primeira edição da série Economia, Política e Energia – Diálogos Estratégicos

Assessoria IBP
05/08/2022 08:07
IBP discute o cenário macroeconômico global e os impactos no setor de energia Imagem: Divulgação FGV Visualizações: 2955

O primeiro encontro da série Economia, Política e Energia – Diálogos Estratégicos, realizado pelo Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), recebeu, nesta terça-feira (2/8) na sede do Instituto, especialistas da FGV IBRE que analisaram o cenário macroeconômico global e seus reflexos no setor de energia.  

Lívio Ribeiro, pesquisador associado do FGV IBRE e sócio da BRCG, especialista em China e economia internacional, pontuou que os choques geopolíticos que ocorrem no mundo têm trazido incertezas aos mercados, impactando também o Brasil. 

"Esse cenário com inúmeras transições e incertezas impõe uma pressão inflacionária grande nas economias. Esse movimento leva a ter de desacelerar a demanda para que seja compatível à oferta", ressaltou o economista da FGV IBRE. 

O cenário econômico atual – que conjuga retomada pós-pandemia, com desequilíbrio no balanço entre oferta e demanda de energia, e crises geopolíticas, como a guerra na Ucrânia – pressiona o preço das commodities gerando impactos inflacionários, mas também contribui para ganhos na balança comercial e arrecadação de alguns países. 

Valéria Lima, diretora-executiva de downstream do IBP, mediadora do encontro, ressaltou que o Brasil tem uma economia conectada com o mundo, que acompanha as tendências econômicas e que deve estar alinhada aos preços internacionais. Destacou ainda o papel da indústria do petróleo na balança comercial brasileira. "O Brasil hoje é um grande exportador de petróleo, diferentemente da década de 70, o que traz renda extra para o governo e grande contribuição para a economia", enfatizou. 

Sílvia Matos (foto), pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) e coordenadora do Boletim Macro IBRE, reforçou essa visão ao lembrar o papel de grande arrecadador de impostos e gerador de receitas do setor de commodities para a economia brasileira. 

"Interessante que a contribuição das commodities na última década era abaixo de 1% do PIB. Hoje está em 1,8%, sendo que 80% desse montante estão relacionados ao setor de óleo e gás", disse Matos. 

A economista da FGV IBRE destacou as atividades ligadas aos setores de energia e meio ambiente como possíveis alavancas para ajudar o país a trilhar um caminho de crescimento econômico mais consistente. "Em energia e meio ambiente temos um potencial de investimentos grandes em infraestrutura que pode nos ajudar a crescer e ter uma retomada. Nós temos o que o mundo demanda: energia", finalizou Sílvia Matos. 

O encontro foi o primeiro de uma série especial com três sessões. O conteúdo compartilhado nos encontros será disponibilizado após cada edição. Ao final da série, um material compilado de todos os debates ficará disponível ao público. 

Clique aqui para assistir o evento. 

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