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Bacia de Campos

HRT negocia fatia dos 60% no campo de Polvo com BW

12/12/2013 | 09h47

 

A HRT negocia a venda de uma fatia dos 60% adquiridos no campo de Polvo, na Bacia de Campos, para a BW Offshore, empresa que é dona da plataforma de produção instalada no campo. A operação só poderá ser anunciada depois que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovar a venda, pela BP, dos 60% da área para a HRT. A participação custou US$ 135 milhões quando adquirida, em maio, com financiamento do banco Credit Suisse.
Na frente amazônica, a companhia está negociando a transferência da operação e a venda de uma fatia adicional de 6% dos blocos no Solimões, onde encontrou gás, para a russa Rosneft, que assim aumentará sua participação para 51%. Com a Rosneft à frente do Solimões, a expectativa é de que haja um reforço financeiro para o programa de monetização do gás descoberto, com algum tipo de associação com a Petrobras para utilização dos gasodutos da estatal na região.
Ao mesmo tempo, continuam as discussões entre os administradores da HRT em torno dos bônus recebidos pela diretoria anterior, notadamente os do fundador, Márcio Mello, e os pagos a Carlos Tersandro Adeodato (ex-diretor financeiro) e Maria Emília Rocha Mello (ex-diretora de Administração). Apesar de ainda não gerar nenhum resultado de suas operações, a companhia já gastou cerca de R$ 20 milhões com bônus este ano. A HRT acumula prejuízo de R$ 1,369 bilhão em 2013 e informa que encerrá dezembro com R$ 200 milhões em caixa.
Este mês Márcio Mello decidiu pedir a abertura de um procedimento arbitral na Câmara de Arbitragem do Mercado para decidir se tem que devolver ou não cerca de R$ 4 milhões dos R$ 9 milhões que recebeu da companhia a título de "severance package". O valor pago a Mello foi questionado pelo Comitê de Remuneração da HRT, liderado por Thomas Ebbern, que é também membro independente do conselho de administração.
Segundo comunicado da HRT, o requerimento de Mello pedindo arbitragem foi protocolado dia 9 de dezembro, mas a companhia informa que ainda não foi notificada oficialmente. Para pessoas próximas, Mello tem dito que sua prioridade é estar alinhado com os interesses da companhia que ele fundou, mas quer esse assunto resolvido e vai acatar sem discussão a decisão do árbitro independente.
Os bônus da diretoria anterior são apenas a parte mais visível de um embate que acontece na HRT. Esse disputa começou após a quase intervenção dos acionistas estrangeiros da companhia, que resultou na saída, em maio, de diretores e do próprio Mello, ainda membro do conselho de administração, dos cargos de presidente da HRT e do conselho.
Desde então, os novos conselheiros e o presidente da empresa, Milton Franke, colocaram em marcha um programa de enxugamento da estrutura operacional, com venda de helicópteros, aviões e sondas, além de demissões e até a devolução de andares que eram alugados pela empresa em um moderno prédio na avenida Atlântica, de frente para o mar de Copacabana, no Rio.
Além de negociar com a BW e a Rosneft, a HRT procura sócios para os blocos em águas ultraprofundas da Namíbia, onde perfurou três poços sem encontrar petróleo comercialmente explorável. Nesse meio tempo, um dos minoritários que tinha maior número de ações, o Southeastern Asset Management, vendeu a participação. Atualmente, o maior acionista individual da HRT é o Discovery Capital Management, que antes dividia com o Southern a maior participação e hoje tem 15,1013% das ações ordinárias da petroleira.
No dia 15 de janeiro os acionistas da HRT vão decidir, em Assembleia Geral Extraordinária, sobre a retirada da cláusula do atual estatuto que determina que o acionista que tiver 20% ou mais do capital da HRT precisa fazer uma oferta de compra das ações remanescentes pagando um prêmio. Essa "poison pill", como são chamadas no mercado cláusulas como essa, foi introduzida para proteger a diretoria anterior depois de uma tentativa de tomada de controle da HRT e cujos detalhes são pouco conhecidos. Além de eleger novos membros do conselho, os acionistas vão votar na proposta de redução do número de conselheiros de onze para sete.

A HRT negocia a venda de uma fatia dos 60% adquiridos no campo de Polvo, na Bacia de Campos, para a BW Offshore, empresa que é dona da plataforma de produção instalada no campo. A operação só poderá ser anunciada depois que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovar a venda, pela BP, dos 60% da área para a HRT. A participação custou US$ 135 milhões quando adquirida, em maio, com financiamento do banco Credit Suisse.

Na frente amazônica, a companhia está negociando a transferência da operação e a venda de uma fatia adicional de 6% dos blocos no Solimões, onde encontrou gás, para a russa Rosneft, que assim aumentará sua participação para 51%. Com a Rosneft à frente do Solimões, a expectativa é de que haja um reforço financeiro para o programa de monetização do gás descoberto, com algum tipo de associação com a Petrobras para utilização dos gasodutos da estatal na região.

Ao mesmo tempo, continuam as discussões entre os administradores da HRT em torno dos bônus recebidos pela diretoria anterior, notadamente os do fundador, Márcio Mello, e os pagos a Carlos Tersandro Adeodato (ex-diretor financeiro) e Maria Emília Rocha Mello (ex-diretora de Administração). Apesar de ainda não gerar nenhum resultado de suas operações, a companhia já gastou cerca de R$ 20 milhões com bônus este ano. A HRT acumula prejuízo de R$ 1,369 bilhão em 2013 e informa que encerrá dezembro com R$ 200 milhões em caixa.

Este mês Márcio Mello decidiu pedir a abertura de um procedimento arbitral na Câmara de Arbitragem do Mercado para decidir se tem que devolver ou não cerca de R$ 4 milhões dos R$ 9 milhões que recebeu da companhia a título de "severance package". O valor pago a Mello foi questionado pelo Comitê de Remuneração da HRT, liderado por Thomas Ebbern, que é também membro independente do conselho de administração.

Segundo comunicado da HRT, o requerimento de Mello pedindo arbitragem foi protocolado dia 9 de dezembro, mas a companhia informa que ainda não foi notificada oficialmente. Para pessoas próximas, Mello tem dito que sua prioridade é estar alinhado com os interesses da companhia que ele fundou, mas quer esse assunto resolvido e vai acatar sem discussão a decisão do árbitro independente.

Os bônus da diretoria anterior são apenas a parte mais visível de um embate que acontece na HRT. Esse disputa começou após a quase intervenção dos acionistas estrangeiros da companhia, que resultou na saída, em maio, de diretores e do próprio Mello, ainda membro do conselho de administração, dos cargos de presidente da HRT e do conselho.

Desde então, os novos conselheiros e o presidente da empresa, Milton Franke, colocaram em marcha um programa de enxugamento da estrutura operacional, com venda de helicópteros, aviões e sondas, além de demissões e até a devolução de andares que eram alugados pela empresa em um moderno prédio na avenida Atlântica, de frente para o mar de Copacabana, no Rio.

Além de negociar com a BW e a Rosneft, a HRT procura sócios para os blocos em águas ultraprofundas da Namíbia, onde perfurou três poços sem encontrar petróleo comercialmente explorável. Nesse meio tempo, um dos minoritários que tinha maior número de ações, o Southeastern Asset Management, vendeu a participação. Atualmente, o maior acionista individual da HRT é o Discovery Capital Management, que antes dividia com o Southern a maior participação e hoje tem 15,1013% das ações ordinárias da petroleira.

No dia 15 de janeiro os acionistas da HRT vão decidir, em Assembleia Geral Extraordinária, sobre a retirada da cláusula do atual estatuto que determina que o acionista que tiver 20% ou mais do capital da HRT precisa fazer uma oferta de compra das ações remanescentes pagando um prêmio. Essa "poison pill", como são chamadas no mercado cláusulas como essa, foi introduzida para proteger a diretoria anterior depois de uma tentativa de tomada de controle da HRT e cujos detalhes são pouco conhecidos. Além de eleger novos membros do conselho, os acionistas vão votar na proposta de redução do número de conselheiros de onze para sete.



Fonte: Valor Econômico
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