Meio Ambiente

Haztec firma contrato com Mauá-Jurong na área de segurança ambiental

De olho nas licitações da Petrobras, empresa forma consórcio, negocia novos contratos e se gabarita para fornecer soluções ambientais para maior petroleira do país.


07/06/2004 00:00
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A Haztec, empresa de tecnologia e planejamento ambiental, formou um consórcio com outras duas empresas brasileiras para abocanhar uma fatia do mercado de segurança ambiental. O grupo de empresas, que inclui a fabricante de equipamentos offshore Mult B e a Sudeste Navegação, operadora de embarcações, investiu pesado na aquisição de novos equipamentos, como um navio-resposta de 21,44 metros, para disputar projetos que a Petrobras licitará a partir do próximo ano no segmento de SMS (Segurança, Saúde e Meio Ambiente).
Como preparação, o consórcio firmou seu primeiro contrato, com o Mauá-Jurong, para o desenvolvimento de um Centro de Defesa Ambiental (CDA) nas instalações do estaleiro, no Rio. Os CDAs são planos de prevenção e contingenciamento ambiental que envolvem não só a adoção de práticas preventivas, mas também de modernas tecnologias e treinamento de pessoal especializado.
Firmado por um prazo de cinco anos, o contrato prevê a implantação do CDA em duas etapas. A primeira, inclui o cerco de todos os navios do estaleiro, por meio de uma técnica conhecida como envelopamento, que consiste na instalação de 2 mil metros de barreiras flutuantes em torno das embarcações. A instalação desse equipamento, que evita o derramamento e o espalhamento de produtos como óleos combustível e diesel, demandará três operações simultâneas.
O diretor de Planejamento da Haztec, Fernando Oliveira, revela que a segunda fase do projeto inclui o desenvolvimento de um plano de contingência propriamente dito. Essa etapa, segundo ele, envolverá a adoção de tecnologias e equipamentos como skimmers - destinados ao recolhimento e bombeio de óleo - e o que promete ser o grande trunfo da empresa: um navio-resposta, o OSR Brasil, que estará equipado com o que há de mais moderno em tecnologia.
Previsto para chegar à empresa, no Rio, até o fim deste mês, o navio é uma antiga embarcação de pesca de camarão, que passou por reformas nas instalações da Sudeste Navegação. A obra demandou a implantação de equipamentos como um tanque séptico e um separador de água e óleo. Previsto para ser acionado somente em casos de incidentes, poderá operar como uma verdadeira central de emergência e inteligência, segundo Oliveira.
O executivo revela que o negócio com o Mauá-Jurong constitui apenas o primeiro de uma série de projetos que deverão conferir ao consórcio a capacitação necessária para disputar as licitações da Petrobras. Desde que desenvolveu um rigoroso programa de SMS, a estatal passou a contratar empresas para implantar CDAs em suas instalações de mar e terra. Como os primeiros contratos começarão a vencer no próximo ano, a Haztec decidiu se preparar para disputar as futuras concorrências.
O problema, admite Oliveira, é que, para alcançar tal objetivo, o consórcio precisará atingir uma primeira meta: conseguir ser inscrito na lista de empresas consideradas aptas, pela Petrobras, para participar de suas licitações. Para isso, já negocia novos contratos, semelhantes aos firmados com o Mauá-Jurong, para elaborar CDAs para empresas localizadas principalmente em Rio, Vitória e Santos.
Oliveira não revela os números do contrato com o Mauá, devido às cláusulas de confidencialidade envolvidas no negócio. Afirma, no entanto, que a empresa espera alcançar um faturamento de R$ 1 milhão somente nos primeiros seis meses deste ano. Diante do bom momento da empresa, ele diz ser possível atingir algo próximo a R$ 2 milhões até o fim do ano.
"O difícil é conseguir emplacar o primeiro contrato, que depende da confiança do cliente. Por isso que esse projeto com o Mauá-Jurong tem um signifcado especial para nós, pois demonstra a confiança depositada em nossa empresa", afirma.
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