Porto

Hamburg Süd pede agilidade na licitação de novos portos

Para a empresa, investimentos em embarcações precisam ser acompanhados de novas licitações nos portos. Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg Süd para o Brasil e América do Sul, disse que a empresa está aberta a novos investimentos em portos

Valor Econômico
07/07/2011 07:57
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A Hamburg Süd, maior armador de contêineres da Costa Leste da América do Sul, vai lançar até 2014 pelo menos onze navios com maior capacidade para atender o transporte de cargas em diversos tráfegos, a começar pela rota Brasil-Ásia. Mas para a empresa o investimento nas embarcações, cujos valores são mantidos em segredo, precisam ser acompanhados de novas licitações nos portos.

Julian Thomas, diretor-superintendente da Hamburg Süd para o Brasil e América do Sul, afirmou que é preciso dar mais dinamismo aos processos licitatórios do setor portuário. "Nós, como empresa de navegação, consideramos que o mais importante não é o modelo [de operação], se ele é estatal, privado ou misto, mas o principal foco deve ser o progresso dos portos, o que depende de construir mais infraestrutura e mais rápido."

O Santa Rita é um dos maiores navios já encomendados pela Hamburg Süd, com capacidade para 7,1 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés). Construído na Coreia do Sul pela estaleiro Daewoo, o Santa Rita é o quinto navio da série "santa" a ser entregue. Tem 300 metros de comprimento, 42,8 metros de largura e conta com 1,6 mil tomadas para contêineres refrigerados que transportam produtos como carnes e frutas. Outras cinco embarcações da mesma série serão recebidas pela empresa até o primeiro semestre de 2012.

A próxima série de navios da Hamburg Süd, ainda sem nome definido, terá capacidade ainda maior. Em princípio, serão seis navios com capacidade unitária de 9,5 mil TEUs, os quais serão entregues em 2013 e 2014. O aumento da capacidade dos navios busca atender o crescimento da demanda por carga, tanto na importação quanto na exportação. E também faz sentido para armadores como a Hamburg Süd terem economias de escala, barateando custos.

Para Thomas, o crescimento dos navios é um sinal do desenvolvimento dos tráfegos que passam pelo Brasil. Ele previu que este ano os fluxos de carga marítima, nas importações feitas pelo Brasil, vão crescer entre 12% e 15%. E na exportação a expansão do mercado será de 3%. A Hamburg Süd deverá acompanhar o crescimento do mercado na região.

Na cabotagem, onde opera via Aliança Navegação com navios de 2,5 mil TEUs, a tendência é de que o tamanho das embarcações também aumente.

O vice-presidente do conselho-executivo da Hamburg Süd, Joachim Konrad, disse que as raízes da empresa, controlada pelo grupo Oetker, estão no Brasil. "Foi aqui que os primeiros navios [da empresa] começaram a escalar Rio e Santos." Em 2011, a Hamburg Süd completa 140 anos. Konrad afirmou que o volume transportado pela empresa na Costa Leste da América do Sul, incluindo Brasil, Argentina e Uruguai, triplicou em dez anos e hoje representa cerca de 25% dos negócios totais da Hamburg Süd no mundo.

Ele afirmou que a posição da empresa foi fortalecida na região com a compra da Aliança Navegação, em 1988. E disse que o compromisso do grupo com a região continua. Citou como exemplo o Porto Itapoá, terminal de contêineres de águas profundas construído a partir de investimentos da Hamburg Süd e da Portinvest Participações, em Santa Catarina, e que começou a operar em junho.

Thomas disse que a empresa está aberta a novos investimentos em portos e procura lugares estratégicos para investir. Ele contou que poderia vir a fazer uma oferta pelo novo terminal de contêineres de Manaus que o governo pretende licitar, mas avaliou que o processo tem avançado de forma lenta.
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