Biocombustível

GSB divulga resolução para a América Latina

Os membros da convenção latino-americana do projeto Global Sustainable Bionergy (GSB), realizada na sede da FAPESP, entre os dias 23 e 25 de março, divulgaram nesta segunda-feira (29/3) a resolução elaborada como resultado do encontro.

FAPESP
30/03/2010 10:50
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Os membros da convenção latino-americana do projeto Global Sustainable Bionergy (GSB), realizada na sede da FAPESP, entre os dias 23 e 25 de março, divulgaram nesta segunda-feira (29/3) a resolução elaborada como resultado do encontro.


O documento destaca que o continente latino-americano tem potencial para suprir as demandas locais e mundiais de biocombustíveis sem comprometer a sua produção agrícola e o seu ecossistema.

 


A resolução aponta que a produção de biocombustível da América Latina também tem se revelado uma oportunidade para o desenvolvimento econômico e social do continente ao se apoiar em três pilares: população, planeta e lucros.

 


São citados pelo documento dois casos de desenvolvimento econômico e ambiental sustentável já realizados no continente: a produção argentina de biodiesel e o etanol brasileiro oriundo da cana-de-açúcar.

 


O biocombustível brasileiro contempla, de acordo com o documento, os objetivos traçados pelo GSB, uma vez que o etanol já substitui 30% da gasolina consumida no país e representa 16% do suprimento total de energia primária brasileira, a ponto de se configurar a segunda fonte mais importante de energia do país à frente da hidroeletricidade e das fontes tradicionais de biomassa.

 


“O Brasil tem uma posição muito especial – tanto no grupo envolvido com o Projeto GSB como no mundo – no debate internacional sobre biocombustíveis, já que é o único país que realizou a substituição em larga escala da gasolina por biocombustíveis”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP e membro do comitê de organização do GSB.

 

De acordo com a resolução, o clima favorável, a disponibilidade de terras e a diversidade das matérias-primas disponíveis são fatores que favorecem a expansão continental dos biocombustíveis de maneira sustentável. O documento também ressalta a criação de postos de trabalho no campo para atuar nessa indústria.

 

As novas tecnologias motivadas pelo desenvolvimento da bioenergia poderão guiar, segundo o texto, políticas públicas voltadas à sustentabilidade e ainda promover um diálogo entre ciência, governo e sociedade.

 

Segundo o presidente do comitê diretor do Projeto GSB, Lee Lynd, professor de biologia do Dartmouth College (Estados Unidos), os estudos realizados até o momento deixam claro que a cana-de-açúcar – cuja produção para bioenergia é dominada pelo Brasil – é o melhor dos insumos de primeira geração disponíveis para uso em biocombustíveis. “A cana-de-açúcar é também claramente competitiva em termos econômicos”, disse.

 

A primeira convenção do GSB ocorreu em fevereiro na cidade de Delft, na Holanda. A segunda foi realizada entre os dias 17 e 19 de março em Stellenbosch, na África do Sul.

 

Após a convenção latino-americana realizada na FAPESP, estão programados ainda dois encontros: em junho na Universidade Tecnológica da Malásia, na cidade de Skudai, e em setembro, nos Estados Unidos, na Universidade de Minneapolis.

 

“Em seguida, na segunda fase, vamos organizar o projeto de pesquisa propriamente dito, que fundamentará o oferecimento de respostas para o desafio inicial levantado pelo projeto GSB, a respeito da possibilidade de substituição de 25% da energia que move o transporte no mundo por biocombustíveis sem prejudicar o meio ambiente, a sociedade e a produção de alimentos”, explicou Brito Cruz.

 

As apresentações realizadas na convenção do GSB e mais informações sobre o projeto estão em: www.fapesp.br/gsb.

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