Negócios do Petróleo

Governo teme que crise na Europa afete Petrobras

Folha de São Paulo
10/06/2010 10:08
Visualizações: 219

A Petrobras espera conseguir no mercado US$ 25 bilhões (cerca de R$ 45 bilhões) com o processo de capitalização da empresa. A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém, teme que a crise europeia dificulte os planos da empresa.

Segundo a Folha apurou, a avaliação da equipe econômica é que a crise na Europa irá diminuir a disponibilidade de crédito externo para a economia brasileira, reduzindo não só o investimento externo direto no país como a captação de recursos via lançamento de ações.

Essa redução no crédito pode afetar a operação da Petrobras, prevista para o início de julho, mas não irá inviabilizá-la, segundo um auxiliar do presidente Lula. Em sua opinião, o que pode ocorrer é a estatal não captar, num primeiro momento, tudo o que planejava.

Dentro da Petrobras, a avaliação é que o mercado pode estar retraído no momento para alguns setores, mas tende a agir de outra forma no caso da empresa diante do potencial das reservas de petróleo do pré-sal. Principalmente se o Congresso aprovar o projeto que torna a empresa operadora única do pré-sal no país.

Esse cenário de escassez de crédito será discutido pela equipe do presidente Lula antes da formatação final do aumento de capital da empresa, cujo primeiro passo se dará no dia 22, quando uma assembleia extraordinária de acionistas da Petrobras irá aprovar a operação.

CESSÃO DE PETRÓLEO

Nos planos da estatal, a operação de aumento de capital, que está em discussão no Senado, estará concluída em agosto e pode atingir até R$ 100 bilhões, fazendo seu capital subir cerca de 38%, segundo valores atuais.

Uma parte do aumento será bancada pela União, com a cessão de 5 bilhões de barris de petróleo de suas reservas para a estatal.
Isso deve representar um aporte entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões, dependendo do valor dos barris de petróleo da União que serão transferidos para a companhia petroleira.

A outra parte virá da captação no mercado, com a participação dos acionistas privados na operação de capitalização. Hoje, a União detém 32,2% do capital total da empresa e 55,7% do votante, o que lhe garante o controle.

A intenção do governo é não só manter esse percentual como aumentá-lo caso acionistas privados decidam não participar do aumento de capital da empresa, avaliado em R$ 260 bilhões. A empresa tem urgência no lançamento de ações diante dos compromissos de investimentos já assumidos.

Na avaliação de especialistas, a empresa, entre o final deste ano e o início do próximo, precisa captar cerca de R$ 60 bilhões para honrar esses compromissos e evitar uma redução no seu plano de investimento.

 

VALDO CRUZ
da Folha de S. Paulo

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