Petróleo

Governo quer manter os vetos dos royalties

Ministro Mercadante garantiu que o governo não “jogou a toalha”.

Jornal do Commercio
17/12/2012 10:58
Visualizações: 498

 

A presidente Dilma Rousseff e sua equipe voltam ao Brasil após viagens oficiais à França e à Rússia com uma missão: lutar por um acordo que evite uma guerra judicial e mantenha os vetos do governo ao projeto que altera a redistribuição dos royalties da exploração do petróleo. Foi o que disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, antes de embarcar, em Moscou, no sábado. Se os vetos forem derrubados, como se espera, estados produtores, como o Rio de Janeiro, saem perdendo. Dilma parecia resignada com uma provável derrota do governo no Congresso quando disse, em Moscou, que já tinha feito tudo o que podia para vetar os artigos polêmicos do projeto. Mas, na hora de embarcar para o Brasil, o ministro Mercadante garantiu que o governo não “jogou a toalha” e que vai lutar para manter os contratos atuais de distribuição de royalties do petróleo.
Ao ministro, coube uma batalha paralela e potencialmente mais árdua: convencer políticos de todos os estados de que, nos contratos futuros para a exploração do pré-sal, todo o rendimento dos royalties seja utilizado para gastos com educação. A última coisa que o governo quer, disse Mercadente, é uma batalha na Justiça. A orientação é clara no sentido de manter as medidas provisórias. Porque respeita os contratos e evita uma judicialização, que pode prejudicar o desdobramento da economia do petróleo”, disse o ministro, lembrando que dois editais de licitação estão previstos para o ano que vem, de concessão e partilha do petróleo.
Na sexta-feira (14), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu um terceiro pedido para suspender a avaliação dos vetos ao projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo, o que pode ocorrer na terça-feira (18), em sessão do Congresso. O advogado Humberto Ribeiro Soares protocolou petição que foi acrescida a mandado de segurança antigo sobre o mesmo tema, de autoria de 49 parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O detalhe curioso é que entre os signatários do pedido de Soares, que questiona a urgência da votação dos vetos, está a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), que presidiu a sessão do Congresso na quarta-feira passada, quando a urgência foi aprovada. O pedido do advogado Humberto Soares - assim como outros dois apresentados pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e pelos deputados Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e Alessandro Molon (PT-RJ) - critica a votação da urgência do tema, passando à frente de mais de três mil vetos que aguardam na fila do Congresso para serem apreciados.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou, também na sexta-feira, que vai recorrer ao STF caso o Congresso derrube os vetos da presidente Dilma. A decisão foi tomada no fim da tarde, depois de reunião com o procurador-geral do Estado, Elival da Silva Ramos, da qual também participou o secretário de Energia, José Aníbal. Ficou acertado que, se os vetos caírem no Congresso, o governo paulista apresentará uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) em seguida ao Supremo. Com a medida, Alckmin se alinha ao governador do Rio, Sérgio Cabral, que já avisou que recorrerá ao Supremo se os vetos forem derrubados no Congresso.

A presidente Dilma Rousseff e sua equipe voltam ao Brasil após viagens oficiais à França e à Rússia com uma missão: lutar por um acordo que evite uma guerra judicial e mantenha os vetos do governo ao projeto que altera a redistribuição dos royalties da exploração do petróleo. Foi o que disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, antes de embarcar, em Moscou, no sábado. Se os vetos forem derrubados, como se espera, estados produtores, como o Rio de Janeiro, saem perdendo. Dilma parecia resignada com uma provável derrota do governo no Congresso quando disse, em Moscou, que já tinha feito tudo o que podia para vetar os artigos polêmicos do projeto. Mas, na hora de embarcar para o Brasil, o ministro Mercadante garantiu que o governo não “jogou a toalha” e que vai lutar para manter os contratos atuais de distribuição de royalties do petróleo.


Ao ministro, coube uma batalha paralela e potencialmente mais árdua: convencer políticos de todos os estados de que, nos contratos futuros para a exploração do pré-sal, todo o rendimento dos royalties seja utilizado para gastos com educação. A última coisa que o governo quer, disse Mercadente, é uma batalha na Justiça. A orientação é clara no sentido de manter as medidas provisórias. Porque respeita os contratos e evita uma judicialização, que pode prejudicar o desdobramento da economia do petróleo”, disse o ministro, lembrando que dois editais de licitação estão previstos para o ano que vem, de concessão e partilha do petróleo.


Na sexta-feira (14), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu um terceiro pedido para suspender a avaliação dos vetos ao projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo, o que pode ocorrer na terça-feira (18), em sessão do Congresso. O advogado Humberto Ribeiro Soares protocolou petição que foi acrescida a mandado de segurança antigo sobre o mesmo tema, de autoria de 49 parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O detalhe curioso é que entre os signatários do pedido de Soares, que questiona a urgência da votação dos vetos, está a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), que presidiu a sessão do Congresso na quarta-feira passada, quando a urgência foi aprovada. O pedido do advogado Humberto Soares - assim como outros dois apresentados pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e pelos deputados Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e Alessandro Molon (PT-RJ) - critica a votação da urgência do tema, passando à frente de mais de três mil vetos que aguardam na fila do Congresso para serem apreciados.


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou, também na sexta-feira, que vai recorrer ao STF caso o Congresso derrube os vetos da presidente Dilma. A decisão foi tomada no fim da tarde, depois de reunião com o procurador-geral do Estado, Elival da Silva Ramos, da qual também participou o secretário de Energia, José Aníbal. Ficou acertado que, se os vetos caírem no Congresso, o governo paulista apresentará uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) em seguida ao Supremo. Com a medida, Alckmin se alinha ao governador do Rio, Sérgio Cabral, que já avisou que recorrerá ao Supremo se os vetos forem derrubados no Congresso.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Etanol
Anidro e hidratado iniciam o ano em alta pelo Indicador ...
05/01/26
Pré-Sal
Com a FPSO P-78, Petrobras inicia produção de Búzios 6
02/01/26
Pré-Sal
Seatrium conquista primeiro marco do escopo completo da ...
02/01/26
Biometano
Edge e Orizon obtêm autorização da ANP para comercializa...
02/01/26
Biodiesel
ANP prorroga suspensão da comercialização de biodiesel e...
30/12/25
Portos
Governo Federal aprova estudos finais para arrendamento ...
30/12/25
Petrobras
Brasil avança para atender demanda de combustível susten...
29/12/25
Leilão
Petrobras coloca em leilão online as plataformas P-26 e P-19
29/12/25
Automação
A capacitação da tripulação e a conectividade são os ver...
29/12/25
Royalties
Valores referentes à produção de outubro para contratos ...
24/12/25
PD&I
ANP aprimora documentos relativos a investimentos da Clá...
23/12/25
CBios
RenovaBio: prazo para aposentadoria de CBIOS por distrib...
23/12/25
GNV
Sindirepa aguarda redução no preço do GNV para o início ...
23/12/25
Apoio Offshore
OceanPact firma contrato de cerca de meio bilhão de reai...
23/12/25
Sergipe
Governo de Sergipe e Petrobras debatem infraestrutura e ...
23/12/25
Drilling
Foresea é eleita a melhor operadora de sondas pela 4ª ve...
22/12/25
Certificação
MODEC celebra 10 anos da certificação de SPIE
22/12/25
Pré-Sal
ANP autoriza início das operações do FPSO P-78 no campo ...
22/12/25
IBP
Congresso Nacional fortalece papel da ANP
22/12/25
E&P
Investimento para o desenvolvimento do projeto Sergipe Á...
19/12/25
Bahia Oil & Gas Energy
Bahia Oil & Gas Energy abre inscrições para atividades t...
19/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.