Indústria naval

Governo do Rio critica, mas sindicatos defendem edital

A cerimônia de batismo do navio Astro Jubarte, no estaleiro Aker Promar, nesta terça-feira (30/11), foi marcada pela polêmica sobre o edital da Transpetro. O secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, reiterou a crítica de que o edital representará perda de e


30/11/2004 00:00
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Contra todos, o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, reafirmou sua opinião de que o edital da Transpetro representará perda de empregos para no setor naval fluminense. O presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, acredita que o edital incentiva investimentos no Brasil e o presidente do sindicato do metalúrgicos de Niterói, José Marcarenhas, disse que "se o governo do Rio tentar impugnar a licitação, nós vamos lá invadir a secretaria."
O secretário executivo de fomento do Ministério dos Transportes, Sérgio Bacci, foi enfático ao afirmar que "o governo estadual precisa parar de fazer guerra política". "O país precisa construir e gerar emprego e nós vamos proibir o empresário de investir?", questiona. Bacci assegurou que o governo federal tem disponibilidade de dar financiamento para a modernização dos estaleiros fluminenses e afirmou que como é uma licitação não se sabe quais os estados sairão vencedores, mas acredita que o Rio tem condições competitivas.
Para Mascarenhas, apesar de os estaleiros fluminenses precisarem de reformas, o estado é o mais competitivo. "Tenho certeza de que o Rio vai ganhar algum navio para construir e vai ter navio para todo mundo", comentou.
Victer alertou que como está o edital o Rio de Janeiro não constrói nenhum navio. O secretário acredita que "há uma ação deliberada de prejudicar os estaleiros existentes para beneficiar os estaleiros virtuais." Tecnicamente, o secretário explicou que no edital, para cada classe de navio, as exigências sempre estão um pouco acima do que há de oferta nos estaleiros fluminenses. "Se para um Panamax é necessário uma carreira de 36 metros, o edital exige que o estaleiro tenha 40 metros de carreira e isso ocorre com todos os modelos de forma que nunca é possível atender", critica Victer.
O secretário afirmou também que o presidente do sindicato não está refletindo a mesma posição dos sindicalistas e que a secretaria de estado tem sido procurada principalmente por trabalhadores. A proposta de ação judicial, no entanto, ainda está em análise no governo estadual.
Mascarenhas destaca que os estaleiros do Rio precisam de reformas que tomam quase o mesmo tempo da construção de um estaleiro novo. "O único estaleiro que pode pegar a encomenda de navio grande desses de imediato é o Verolme (hoje Bras Fels), o Ishibras precisa de uma reforma de pelo menos um ano e meio", comentou.
Para Rocha, do Sinaval e um dos sócios do Aker Promar, o edital incentiva investimentos em outros estados e a preocupação do secretário Victer de atrair grupos de fora do setor não faz sentido. "Ninguém vai fazer um investimento tão pesado de construir um estaleiro se não tiver intenção e capacidade de construir um navio", avalia Rocha.
O Aker Promar aguarda a liberação da licença ambiental para iniciar a construir de um novo estaleiro no Rio Grande do Sul. Para o secretário Victer, o futuro estaleiro da Aker é "virtualíssimo", ainda que o grupo exista, tenha o atual estaleiro na Ilha da Conceição, em Niterói, e tenha experiência em construção naval.
A polêmica ocorreu durante o batismo do AHTS Astro Jubarte, construído pelo Estaleiro Akker Promar sob encomenda da Astromarítima. O navio tem contrato com a Petrobras para operar na Bacia de Campos. O investimento foi de US$ 40 milhões, financiado pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) sob administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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