Energia

Governo ainda deve indenização de R$ 15 bi

Empresas de transmissão de energia devem receber em 2014.

Valor Econômico
27/06/2013 15:17
Visualizações: 719

 

Passados sete meses desde a assinatura dos contratos que renovaram as concessões do setor elétrico, em Brasília, as empresas de transmissão de energia ainda não receberam uma resposta do governo federal sobre as indenizações para as linhas mais antigas, construídas até o ano 2000. A União terá de pagar às companhias uma cifra estimada em torno de R$ 15 bilhões pelos investimentos feitos nesses ativos. Mas a expectativa é que os reembolsos só sairão no ano que vem.
As empresas, entre elas a Eletrobras, Cteep, Cemig e Copel, aceitaram renovar as concessões das linhas de transmissão depois que o governo prometeu ressarci-las pelos investimentos não amortizados. Na época, nem os valores nem a data para o pagamento desses valores residuais foram fixados nos contratos.
Segundo Edson Carneiro, coordenador dos comitês de geração e de transmissão de energia da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está, neste momento, finalizando a metodologia que será utilizada no cálculo das indenizações. Daqui a duas semanas aproximadamente, é esperado que a agência estabeleça um cronograma para discutir os valores com as empresas, processo que deve se estender ao longo de todo o segundo semestre.
"São milhares de agulhas perdidas num palheiro imenso", disse Carneiro, a se referir ao grande volume de informações que precisa ser levantado para calcular o valor das indenizações. A Aneel também não possui uma estrutura tecnológica compatível com uma quantidade tão vasta de dados, segundo ele. "Pessoalmente, já esperava [essa demora]", disse Carneiro.
Procurada, a Aneel não se pronunciou sobre o assunto.
As empresas de transmissão aguardam uma decisão do governo para definir seus investimentos futuros. "Havia expectativa de que seria mais ágil. Existem pontos que precisam ser definidos. Já faz sete meses que assinamos o contrato", afirmou Reynaldo Passanezi, diretor financeiro da Companhia de Transmissão Paulista (Cteep). A empresa, que é controlada pelo grupo colombiano ISA, não participou, por exemplo, dos dois últimos leilões de novas linhas de transmissão.
Apenas a Cteep prevê ter o direito de receber R$ 3 bilhões pelos investimentos nas linhas de transmissão anteriores a 2000, além de outros R$ 600 milhões em melhorias. Mas esses eram os valores que a companhia calculava ser indenizada em outubro, portanto, sem correção. As empresas não sabem ainda como essas atualizações vão entrar nas contas do governo.
As transmissoras também aguardam uma definição sobre a forma como serão compensadas pelas melhorias e investimentos em novas linhas. O governo decidiu que a metodologia para calcular o valor residual é o Valor Novo de Reposição (VNR), que mede o custo para construir hoje o mesmo empreendimento feito no passado. Mas essa fórmula é controversa, já que os empreendedores não possuem à sua disposição as mesmas tecnologias, diz uma fonte.
Inicialmente, o governo não pretendia ressarcir as empresas por investimentos feitos nas linhas de transmissão construídas até o ano 2000, por considera-las amortizadas. Mas teve de voltar porque havia o risco de que as empresas não aceitassem renovar as concessões, o que seria interpretado como uma derrota.

Passados sete meses desde a assinatura dos contratos que renovaram as concessões do setor elétrico, em Brasília, as empresas de transmissão de energia ainda não receberam uma resposta do governo federal sobre as indenizações para as linhas mais antigas, construídas até o ano 2000. A União terá de pagar às companhias uma cifra estimada em torno de R$ 15 bilhões pelos investimentos feitos nesses ativos. Mas a expectativa é que os reembolsos só sairão no ano que vem.


As empresas, entre elas a Eletrobras, Cteep, Cemig e Copel, aceitaram renovar as concessões das linhas de transmissão depois que o governo prometeu ressarci-las pelos investimentos não amortizados. Na época, nem os valores nem a data para o pagamento desses valores residuais foram fixados nos contratos.


Segundo Edson Carneiro, coordenador dos comitês de geração e de transmissão de energia da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está, neste momento, finalizando a metodologia que será utilizada no cálculo das indenizações. Daqui a duas semanas aproximadamente, é esperado que a agência estabeleça um cronograma para discutir os valores com as empresas, processo que deve se estender ao longo de todo o segundo semestre.


"São milhares de agulhas perdidas num palheiro imenso", disse Carneiro, a se referir ao grande volume de informações que precisa ser levantado para calcular o valor das indenizações. A Aneel também não possui uma estrutura tecnológica compatível com uma quantidade tão vasta de dados, segundo ele. "Pessoalmente, já esperava [essa demora]", disse Carneiro.


Procurada, a Aneel não se pronunciou sobre o assunto.


As empresas de transmissão aguardam uma decisão do governo para definir seus investimentos futuros. "Havia expectativa de que seria mais ágil. Existem pontos que precisam ser definidos. Já faz sete meses que assinamos o contrato", afirmou Reynaldo Passanezi, diretor financeiro da Companhia de Transmissão Paulista (Cteep). A empresa, que é controlada pelo grupo colombiano ISA, não participou, por exemplo, dos dois últimos leilões de novas linhas de transmissão.


Apenas a Cteep prevê ter o direito de receber R$ 3 bilhões pelos investimentos nas linhas de transmissão anteriores a 2000, além de outros R$ 600 milhões em melhorias. Mas esses eram os valores que a companhia calculava ser indenizada em outubro, portanto, sem correção. As empresas não sabem ainda como essas atualizações vão entrar nas contas do governo.


As transmissoras também aguardam uma definição sobre a forma como serão compensadas pelas melhorias e investimentos em novas linhas. O governo decidiu que a metodologia para calcular o valor residual é o Valor Novo de Reposição (VNR), que mede o custo para construir hoje o mesmo empreendimento feito no passado. Mas essa fórmula é controversa, já que os empreendedores não possuem à sua disposição as mesmas tecnologias, diz uma fonte.


Inicialmente, o governo não pretendia ressarcir as empresas por investimentos feitos nas linhas de transmissão construídas até o ano 2000, por considera-las amortizadas. Mas teve de voltar porque havia o risco de que as empresas não aceitassem renovar as concessões, o que seria interpretado como uma derrota.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pré-Sal
Cerimônia marca início da produção do campo de Bacalhau,...
17/12/25
Logística
Santos Brasil recebe autorização para operar com capacid...
16/12/25
Indicadores
ETANOL/CEPEA: Indicadores são os maiores da safra 25/26
16/12/25
Sergipe
Projeto Sergipe Águas Profundas reforça expansão da ofer...
15/12/25
Etanol
Hidratado sobe pela 9ª semana seguida
15/12/25
Meio Ambiente
Shell Brasil, Petrobras e CCARBON/USP lançam o Carbon Co...
12/12/25
Energia Solar
Desafios de topografia na geração de energia solar: conh...
12/12/25
Oferta Permanente
Seminário da ANP apresenta informações sobre a Oferta Pe...
12/12/25
Drilling
SLB conclui a construção do primeiro poço de injeção de ...
12/12/25
Drilling
Shell assina contrato com a Valaris para uso de sonda of...
12/12/25
Royalties
Estudo revela proporção de royalties na receita municipa...
12/12/25
Sergipe Oil & Gas 2026
SOG26 destaca Sergipe como nova fronteira na produção de...
12/12/25
Biocombustíveis
Sessão especial celebra 8 anos do RenovaBio e reforça su...
12/12/25
Navegação Interior
A Revolução Livre de Graxa no setor de embarcações de se...
12/12/25
Reconhecimento
IBP conquista novamente o "Oscar dos Eventos" com a ROG....
11/12/25
Firjan
Rio pode ganhar mais 676 mil empregos com estímulo a 9 n...
10/12/25
Reconhecimento
Programa Nacional de Transparência Pública concede certi...
10/12/25
Combustíveis
Com novo aumento do ICMS para 2026, impacto nos preços d...
10/12/25
PPSA
Contratos de partilha vão produzir 2 milhões de barris a...
10/12/25
Logística
Transpetro amplia atuação logística com integração da PB...
09/12/25
Posicionamento IBP
Imposto Seletivo sobre petróleo e gás ameaça exportações...
09/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.