O&G TechWeek 2019

Gil Giardelli mostra sua visão de futuro para o setor de petróleo e gás

Para especialista, que abriu segundo dia da O&G TechWeek, indústria precisa buscar eficiência na inovação e não apenas de eficiência operacional ou financeira

Redação/Assessoria IBP
28/08/2019 10:00
Gil Giardelli mostra sua visão de futuro para o setor de petróleo e gás Imagem: Divulgação Visualizações: 1228

O professor Gil Giardelli (foto), um dos mais destacados futuristas brasileiros, abriu o segundo dia da O&G Techweek 2019 decretando o fim da 4ª revolução industrial. Para ele, o atual momento deve ser chamado de Economia da Transformação Digital e é caracterizado pela ascensão da economia intangível, do "capitalismo sem capital". A esse novo período, chamou de Tempo Pós Normal.

Com a apresentação de tecnologias e exemplos presentes no nosso dia a dia, o especialista em inovação destacou estradas que produzem energia pelo rolamento de veículo, avatares e robôs que substituem humanos, além de comidas produzidas por impressoras 3D. Também ressaltou que a transformação digital ocorre em cinco frentes interconectadas: nanotecnologia, biotecnologia, neurotecnologia, tecnologia verde e tecnologia digital.

A proposta de Giardelli para o setor foi de busca da eficiência na inovação e não apenas de eficiência operacional ou financeira, como ainda ocorre hoje. Para isso, destacou aspectos humanos. "Não podemos mais dividir as pessoas em ciências humanas, exatas e biológicas", disse, pedindo maior parceria entre a academia e a iniciativa privada.

Giardelli citou a recomendação da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) para que empatia e humanidade sejam tão valorizados quanto conhecimentos de lógica e matemática. "Todos os países que se tornaram inovadores viveram um problema que o Brasil está passando que é o colapso da ética", afirmou, frisando a crescente intolerância da sociedade mesmo com pequenas corrupções do dia a dia.

Após a visão de futuro, a manhã desta terça-feira foi marcada por painéis bastante práticos. Representantes da Chevron, Google, Intel e da empresa de software de simulação ESSS discutiram a cooperação entre empresas de óleo e gás e de tecnologia no desenvolvimento de inovações.

"Nosso setor tem um desafio muito grande porque tem a verba (para P&DI). É só identificar onde alocar. O desafio é definir onde se quer chegar com o uso de dados", disse Vinicius Girardi, gerente de desenvolvimento em O&G da ESSS.

Para Cássio Brandão, gerente de Desenvolvimento de Negócios do Google, o maior desafio do setor de petróleo é ter cultura de dados. "É preciso olhar para os sinais que estão sendo emitidos o tempo inteiro e as empresas não estão percebendo", disse.

No último painel da manhã, representantes das empresas Modec, Schlumberger, Subsea7 e Equinor discutiram os desafios da cadeia de suprimentos na transformação digital. O vice-presidente da Modec, Soichi Ide, comparou a percepção sobre as empresas de tecnologia e de O&G e alertou para o risco de "distração" com cases isolados, enquanto o setor deixa passar oportunidades de transformação efetiva.

Para o vice-presidente da Subsea 7 no Brasil, Marcelo Xavier, o maior desafio é encontrar uma forma de transformar a cultura das empresas para viabilizar as inovações. "Precisamos mostrar que usamos tecnologia realmente para resolver problemas", completou.

 

 

 

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