O gasoduto e a usina de processamento de gás, ligando o Mar do Timor à ilha timorense, são viáveis e o consórcio que recebeu a concessão do projeto deverá avançar nos próximos meses, disse o chanceler timorense, Zacarias da Costa.
Em declarações feitas em Pretória, no decorrer de uma visita oficial à África do Sul, Costa afirmou que o estudo feito por Timor Leste e pela Petronas demonstrou a viabilidade técnica e comercial do projeto, o que desmentiu todos os que em tempos recentes colocaram dúvidas sobre a sua rentabilidade.
“Nós fizemos estudos em colaboração com malaios ligados à Petronas e provamos que o projeto tecnicamente é viável, comercialmente provamos que também é viável porque que existem grandes grupos, como o coreano Akor-Gas, dispostos a comprar o gás todo que for extraído do Greater Sunrise [bloco no Mar de Timor] e os próprios chineses estão dispostos a investir não só no gasoduto como na fábrica de processamento do gás”, declarou.
Além disso, ele destacou que a instabilidade política, que foi o argumento utilizado pela Austrália para defender que o gasoduto fosse ligado a Darwin, foi esvaziado, uma vez que oTimor “provaram que a situação é estável, é segura, mais segura ainda do em que muitas cidades australianas, o que coloca a decisão final nas mãos dos operadores”.
“O consórcio necessitará da anuência dos dois governos para avançar, e é disso que estamos à espera, mas tudo nos leva a crer que se não for até ao fim do ano, na primeira metade do próximo ano teremos uma decisão”, concluiu.