Operação Lava-Jato

Gabrielli: "É preciso separar Petrobras dos que desviaram recursos dela"

Agência Brasil
12/03/2015 16:36
Gabrielli: "É preciso separar Petrobras dos que desviaram recursos dela" Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil Visualizações: 568

O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli adotou uma postura de defesa da Petrobras em depoimento na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que apura denúncias sobre esquema de corrupção na empresa.

Gabrielli passou grande parte do depoimento na Câmara dos Deputados exaltando o crescimento da empresa nos últimos anos, sobretudo com a descoberta do pré-sal. Para ele, é preciso separar a Petrobras daqueles que desviaram recursos dela. “Não podemos confundir o comportamento criminoso de alguns com o comportamento de uma empresa que está muito bem e funcionando.”

Assim como o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco, Gabrielli disse aos membros da CPI que a comissão de licitação da companhia não tinha conhecimento de esquemas de pagamento de propina em contratações.

“O que é público dos depoimentos de Barusco e de Paulo Roberto Costa, é que as comissões funcionavam corretamente. Não há possibilidade de que internamente se captasse essa situação”, afirmou Gabrielli. Ele lembrou ainda que, de acordo com depoimentos dos réus confessos, as negociações eram feitas com as empresas que disputavam as obras, e não havia envolvimento com a comissão de licitação.

Gabrielli disse ainda que o setor de auditoria da empresa foi ampliado “três vezes mais” na última década, com o objetivo de neutralizar qualquer ilícito. Ele explicou que apenas algumas empresas no Brasil têm potencial para construir partes de uma refinaria e que, no rol dessas empresas, há algumas envolvidas no escândalo da Petrobras.

“Para construir uma refinaria inteira, não há nenhuma empresa com essa capacidade. Para construir algumas partes de uma refinaria, existem algumas no Brasil. E algumas dessas estão envolvidas nesse caso.”

O ex-presidente da Petrobras continua respondendo a perguntas dos parlamentares na CPI.

O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli adotou uma postura de defesa da Petrobras em depoimento na comissão parlamentar de inquérito (CPI) que apura denúncias sobre esquema de corrupção na empresa.

Gabrielli passou grande parte do depoimento na Câmara dos Deputados exaltando o crescimento da empresa nos últimos anos, sobretudo com a descoberta do pré-sal. Para ele, é preciso separar a Petrobras daqueles que desviaram recursos dela. “Não podemos confundir o comportamento criminoso de alguns com o comportamento de uma empresa que está muito bem e funcionando.”

Assim como o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o ex-gerente de Serviços da estatal Pedro Barusco, Gabrielli disse aos membros da CPI que a comissão de licitação da companhia não tinha conhecimento de esquemas de pagamento de propina em contratações.

“O que é público dos depoimentos de Barusco e de Paulo Roberto Costa, é que as comissões funcionavam corretamente. Não há possibilidade de que internamente se captasse essa situação”, afirmou Gabrielli. Ele lembrou ainda que, de acordo com depoimentos dos réus confessos, as negociações eram feitas com as empresas que disputavam as obras, e não havia envolvimento com a comissão de licitação.

Gabrielli disse ainda que o setor de auditoria da empresa foi ampliado “três vezes mais” na última década, com o objetivo de neutralizar qualquer ilícito. Ele explicou que apenas algumas empresas no Brasil têm potencial para construir partes de uma refinaria e que, no rol dessas empresas, há algumas envolvidas no escândalo da Petrobras.

“Para construir uma refinaria inteira, não há nenhuma empresa com essa capacidade. Para construir algumas partes de uma refinaria, existem algumas no Brasil. E algumas dessas estão envolvidas nesse caso.”

O ex-presidente da Petrobras continua respondendo a perguntas dos parlamentares na CPI.

Gabrielli nega existência de corrupção sistêmica na Petrobras

José Sergio Gabrielli, disse que não acredita na existência de um esquema de corrupção sistêmica na companhia petrolífera. Para ele, os pagamentos de propina são fruto da ação de “alguns corruptos”. Ele reconheceu, no entanto, que a empresa deve aprimorar os controles internos para descobrir atos ilegais.

“Não há corrupção sistêmica na Petrobras. Isso não quer dizer que não haja corrupção na empresa. Mas não é sistêmica, é individualizada, por causa de alguns corruptos. Mas precisamos avançar nos controles internos, que não conseguem detectar [esquemas de corrupção]”, enfatizou.

Gabrielli ressaltou que a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi um bom negócio. “Com certeza absoluta. Não tenho dúvida disso”, disse. A afirmação provocou risadas no plenário, uma vez que a refinaria gerou prejuízo de US$ 792,3 milhões à Petrobras.

O depoimento de Gabrielli serviu de palco para um embate entre a oposição e a base governista. Depois de uma série de explicações técnicas sobre o desempenho da empresa ao longo dos anos, em resposta às perguntas do relator Luiz Sérgio (PT-RJ), parlamentares de oposição tomaram a palavra e acusaram frontalmente Gabrielli. Eles questionaram o fato de o ex-presidente da empresa não conhecer os repasses de propina.

“Ou o senhor é um incompetente de mão cheia ou é um dos capos. [Pedro] Barusco devolveu 97 milhões [de dólares] que não eram dele. Eram seus?”, perguntou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). “O senhor tinha que ter vergonha. O senhor é cúmplice de um assalto de proporções gigantescas”, completou Lorenzoni.

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