Indústria naval

FMM vai financiar construção de navios de cabotagem

A Tribuna de Santos
04/04/2005 00:00
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O Fundo de Marinha Mercante (FMM), ligado ao Ministério dos Transportes, vai financiar a construção de dois navios, destinados à navegação de cabotagem, este ano. O investimento irá aumentar a frota nacional para 118 embarcações. As unidades farão rotas com escalas regulares no Porto de Santos.
O anúncio foi feito pelo representante da Secretaria de Fomento ao Transporte Marítimo Brasileiro, do Ministério do Transportes, Sérgio Bacci, nesta sexta-feira (01/04), durante o encerramento do XX Eneph. Segundo ele, a armadora nacional Docenave tem um projeto para mais dois porta-contêineres, estimados, cada um, em US$ 50 milhões (R$ 135 milhões). A empresa pretende aumentar sua oferta de linhas pela costa brasileira - hoje, ela conta com cinco navios que fazem cabotagem, dois dos quais responsáveis pela navegação de longo curso.
Além da empresa, os outros dois players do transporte aquaviário entre os portos nacionais também planejam aumentar a oferta de navios de navegação doméstica. Todos eles escalam no porto santista, com um total de 14 embarcações.
Mas, de acordo com Sérgio Bacci, o empresário nacional deve prestar atenção em outro mercado. Para ele, o Brasill poderia entrar definitivamente no mercado internacional da indústria naval, ‘‘voltando a ser potência no setor’’, se conseguisse atrair as encomendas de embarcações que hoje vão para os países asiáticos.
‘‘Hoje, o armador da China, do Japão e da Coréia do Sul que quer investir num novo navio, tem de entrar numa fila de espera para conseguir começar a obra em 2010, devido à grande demanda por embarcações nesses países’’, explicou. Entre as diversas atribuições que o FMM tem, consta o financiamento para a construção de estaleiros.
Questionado se julgava haver possibilidade desses negócios levarem à criação de um estaleiro na Baixada Santista, especificamente em Cubatão, que conta com a siderúrgica Cosipa (principal produtora nacional de aço naval), Bacci foi enfático. ‘‘Eu também acho que (este local) seria o ideal, por estar perto da produção do aço, mas há a guerra fiscal’’, explicou, referindo-se a estratégia de alguns estados para atrair novas empresas, entre elas, as indústrias navais.

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