Internacional

Finlândia está de olho no petróleo do Brasil

Nos quase 338 mil km² de terras geladas da Finlândia, não existe petróleo. Em compensação, o país dispõe de uma bem desenvolvida indústria de equipamentos para os setores naval e petrolífero. Unir a matéria-prima promissora das camadas do pré-sal brasileiro com o avançado conhecimento d

Redação/ Agências
27/09/2010 09:45
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Nos quase 338 mil km² de terras geladas da Finlândia, não existe petróleo. Em compensação, o país dispõe de uma bem desenvolvida indústria de equipamentos para os setores naval e petrolífero. Unir a matéria-prima promissora das camadas do pré-sal brasileiro com o avançado conhecimento da tecnologia para a exploração destes recursos seria o casamento perfeito. Pelo menos é assim que pensam os representantes tanto do governo, quanto do setor privado finlandeses.


- Temos interesse em estabelecer relações comerciais com o Brasil, principalmente no setor de petróleo e gás - afirmou de forma categórica Paavo Väyrynen, ministro do Comércio Exterior e Desenvolvimento.


Väyrynen esteve no Brasil e conversou não só com ministros, mas com o próprio presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a quem se referiu como um verdadeiro homem de negócios.


Apesar de todo o interesse, tanto o governo finlandês quanto as empresas estão cientes das regras impostas pelo governo brasileiro, com a exigência de que 65% de equipamentos e tecnologia sejam fornecidos por empresas nacionais para exploração nas áreas do pré-sal. Mas nem essa exigência parece intimidar os finlandeses.


Caso da ABB, fabricante de motores e equipamentos para navios e embarcações, inclusive para plataformas de petróleo. A companhia finlandesa ainda não tem contratos com nenhuma empresa no Brasil, mas o plano é começar no início do ano que vem Caso o plano se concretize, cerca de 200 empregos podem ser criados para fabricar cerca de 20 propulsores por ano, equipamentos fundamentais para perfurações em grande profundidade.


Mas nem só de planos vivem os empresários finlandeses. Algumas empresas já estabeleceram parcerias, caso da Lamor, companhia do setor de segurança ambiental que, junto com o grupo brasileiro Alpina, já iniciou a entrada no Brasil.
 

O negócio da Lamor - empresa familiar, de capital fechado, estabelecida na cidade de Porvoo, próxima ao porto de Sköldvik, o maior da Finlândia - é fornecer barreiras de contenção e skimmers, usados em caso de vazamento de óleo no mar.


Após o maior vazamento de petróleo da história, em abril deste ano no Golfo do México, aumentaram as preocupações com a segurança ambiental no caso de exploração de petróleo em águas profundas. O fornecimento de material para a British Petroleum (BP), cliente da Lamor, deve fazer o faturamento da finlandesa aumentar em 60%, para cerca de 80 milhões de euros. Agora a companhia quer sensibilizar o Brasil para a importância de estabelecer um contrato preventivo para o caso de acidentes.


- Gostaria de poder conversar diretamente com o funcionário da Petrobras que teria o pescoço em risco, caso houvesse um vazamento - comentou em tom descontraído Jari Ahoranta, diretor global de vendas da Lamor.
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