Comércio exterior

Fiesp pede atenção para Acordo Transpacífico

Reunião apontou pontos polêmicos e de difícil negociação para o Brasil.

Redação/Agência Indusnet Fiesp
21/09/2016 10:00
Fiesp pede atenção para Acordo Transpacífico Imagem: Helcio Nagamine/Fiesp Visualizações: 509

O Acordo Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) foi tema do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp (Coscex), na manhã desta terça-feira (20/9), em sua reunião mensal. Realizada na sede da entidade, a reunião contou com a presença de Vera Thorstensen, coordenadora do Centro de Comércio Global da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV), que apresentou os tópicos que compõem o acordo.

Vera ressaltou dois pontos polêmicos que o acordo gera para o Brasil: propriedade intelectual e investidor-Estado. Além disso, “convergência e coerência regulatória são as novas barreiras não tarifárias ao comércio”, declarou.

Segundo a coordenadora, o TPP é o novo marco regulatório do comércio internacional. “Não importa a especulação, é um assunto que precisa ser discutido”, afirmou. Durante a reunião, Vera apresentou as regras e definições do acordo, que ainda precisam ser ratificados, em dois anos, por pelo menos seis países membros da parceria. Porém, os mesmos precisam alcançar 85% do PIB total de todos os países, ou seja, ter a participação ou dos Estados Unidos ou Japão.

Na reunião, Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) e vice-presidente do Coscex, disse que é necessário criar mecanismos de troca de informações e análises. Para Zanotto, o acordo será aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos, após as eleições. “Precisamos nos preparar para isso junto ao presidente da entidade quando isso acontecer”, alertou.

Para o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex, as incertezas no cenário político americano são grandes. “Enquanto os Estados Unidos não ratificarem [o acordo], ninguém ratifica”, disse. Na visão no embaixador, o ideal seria debater e analisar o assunto internamente durante o ano de 2017, para criar uma agenda de interesse do setor e apresentá-la aos candidatos de 2018. “Vamos discutir uma visão estratégica de médio a longo prazo”, concluiu.

Também expositor no encontro, Lucas Ferraz, coordenador do Núcleo de Modelagem do Centro de Comércio Global da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (CCGI/EESP/FGV), apresentou uma simulação dos impactos econômicos esperados do TPP sobre as economias do Brasil e Argentina para 2030, incluindo dois cenários: os dois países fora e dentro do TPP.

A reunião também contou com a presença do embaixador Adhemar Bahadian, coordenador das atividades dos Conselhos Superiores Temáticos da Fiesp.

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