Brasil Offshore

Feira de Macaé supera as da Escócia e da Noruega

Enquanto as feiras do setor offshore da Escócia e da Noruega tiveram entre de 26 mil e 28 mil visitantes, a Brasil Offshore 2005 recebeu 33 mil pessoas. Paralelamente, ocorreram conferência e rodada de negócios.


20/06/2005 00:00
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A Brasil Offshore terminou nesta sexta-feira (17/06) com o saldo de visitação de mais de 33 mil pessoas. Com este número, a feira brasileira supera dois eventos mundiais do setor offshore: as feiras de Aberdeen, na Escócia, e de Stavanger, na Noruega. Na última edição de cada uma das feiras, Aberdeen recebeu cerca de 28 mil visitantes e Stavanger, aproximadamente 26 mil.
O diretor geral da empresa organizadora do evento, a MG Media Group do Brasil, Eric Henderson, informou que em 2007 o evento deverá ser realizado em quatro dias. "Precisamos descomprimir um pouco a feira, que desta vez realmente ficou um pouco apertada", admite.   
Além da visitação, que subiu de 24.500 pessoas em 2003 para os mais de 33 mil deste ano, a Brasil Offshore também cresceu em número de expositores e em área. A feira de 2003 teve 470 expositores; a deste ano, 508. A área aumentou 35% e Henderson afirma que para a próxima edição, em 2007, muitas empresas já pediram mais espaço para seus estandes e algumas querem duplicar suas áreas. O investimento feito pela empresa para a realização da feira foi de R$ 6 milhões.
As conferências, realizadas pelo Instituto Brasileiro do Petróleo e Gas (IBP)paralelamente à feira, receberam cerca de 400 participantes, segundo estima o secretário executivo do IBP, Álvaro Teixeira. O executivo informou que o objetivo para a próxima Brasil Offshore é atrair mais conferencistas estrangeiros, para que haja mais troca de informações tecnológicas. "Queremos turbinar o evento, fazer dele uma OTC (Offshore Technology Conference) do Brasil", resumiu.
Teixeira afirmou, no entanto, que se sente satisfeito com a qualidade das conferências deste ano, com painéis relevantes sobre a Bacia de Campos, com pessoas qualificadas comentando o quanto esta área de exploração ainda pode render de lucratividade e desmistificando a idéia de que o petróleo no Norte Fluminense se encontra em decadência. "Acho que ficou claro nas conferências que a Bacia de Campos sequer atingiu o seu auge de produção, o que deverá acontecer dentro de cinco anos", comentou Teixeira.
Além de feira e conferência, a Brasil Offshore 2005 contou com mais uma atividade relevante para o setor petrolífero: a rodada de negócios, uma realizada pela Organização Nacional da Indústria de Petróleo (ONIP).
Segundo o superintendente da ONIP e do IBP para a região do Norte Fluminense e Espírito Santo, Alfredo Renault, a Rodada de Negócios da ONIP permitiu a realização de 600 agendamentos entre as 17 empresas âncora e 120 micro e pequenas empresas da região. Segundo o executivo, a expectativa de fechamento de negócios das pequenas empresas é da ordem de R$ 25 milhões e a da ONIP é de R$ 30 milhões, considerando que a pesquisa foi realizada horas antes do encerramento do evento.

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